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3.1.09

Parabéns Filha


À minha mais que tudo, a minha princesinha

A miúda que me preenche o coração faz hoje cinco anos
A miúda que me enche de amor a cada dia que passa
À miúda que me mostra todos os dias o valor da inocência
A miúda que me faz parar no tempo e no espaço
Dando um valor infinito a cada beijo, a cada abraço



Parabéns MEU AMOR, MEU ANJO
TU dás um sentido maior e inquantificável à minha Vida



Beijos enormes

Da Mãe

1.6.08

Pequeno anjo caído do céu


Olhando para as molduras em cima da secretária do meu bizavô:


Eu - Então, sabes quem é?

Pequena Lua - Nã...

Eu - É a tua avó Bela... sabes quem é?

Pequena Lua - Não...

Eu - É a mãe do teu pai...

Pequena Lua - Ahn?

Eu - Sim... está no céu também como o avô Manuel

Pequena Lua - Com o avô Manuel? Uhm... Um dia vou para ao pé dele... Mas, quando o meu pai for para o céu, quem fica comigo?

Eu - Ó meu amor... mas ainda falta tanto tempo... olha... quando fores velhinha assim como o avô Manuel, já não estaremos aqui... e vais ver, já nem precisas de nós...

Pequena Lua - Preciso! Preciso!

Eu - Pois... eu entendo-te... eu também preciso do avô Manuel e não o vejo... Mas sei que ele está bem.

Pequena Lua - Já não está doente, não é?

Eu - Pois, já não... Agora está bem e feliz... E está sempre aqui, no meu coração e no teu coraçãozinho para nos acompanhar.

Pequena Lua - Ele disse-me "Olá"

Eu - A sério? Que bom... diz-lhe olá também por mim

Pequena Lua - OLÁ AVÔ!!!!!! viste mãe? ele ouviu... :)


Ontem chorei por saudades de festinhas carinhosas cheias de "És bonita" que mais ninguém sabia fazer tão bem. Chorei por achar que mais ninguém me iria fazer sentir daquele jeito... Bonita para alguém....

Hoje uma pequena Lua ao ver-me despenteada e com ar cansado, passou-me a mão pela cara com meiguice e com o mesmo olhar de admiração que o avô fazia disse-me baixinho e com doçura "Estás bonita..."


16.12.07

Coincidência Feliz


A escolha do nome da minha linda princesa foi feita por unanimidade ainda com seis semanas de gestação. Dos meus dois predilectos um coincidia com um dos favoritos do pai e não se pos mais essa questão. Comprido, antigo, histórico, constante, não muito vulgar até à data, calmo e nome de infanta.

Ontem recebi uma notificação no meu email de que "O Jornal do Aniversário" já se encontrava novamente no ar. Não perdi tempo e simulei o Jornal do Aniversário da minha princesa. E... Surpresa! Só há uma personagem histórica de referência homónima da minha princesa e coincidentemente nasceu exactamente no mesmo dia que ela 714 anos antes.

De princesa para infanta, que até rima com esperança de que o seu caminho seja muito mais feliz.


(no Jornal do meu aniversário as coincidências foram mais banais... O Sporting foi campeão nesse ano, o carro do ano foi o Renault 5... o meu primeiro carro dezoito anos depois e o êxito musical do ano a minha música favorita portuguesa "E depois do Adeus...").


Pode ser que tenham surpresas agradáveis. Visitem.



15.12.07

Momentos de priincesa

Filha: Também queria uma batata Fita...
(A amiga Maria abre o pacote de tiras de milho e tira uma e dá-lhe...)
Amiga Maria: ... pica na lingua...
(ela olha com olhos de desconfiada para a tira de milho picante cheia de manchinhas...)
Filha: Mãe... não gosto destas batatas... têm sardas...

Pai: Filha... estás bonita!
Filha: é... a mãe deu um jeito...

Filha: Mãe... o pai não te emprestou as luvas?
Mãe: Não amor, a mãe não pediu.
Filha: Quando chegarmos a casa vou ter de falar com ele
Mãe: Não é preciso meu amor, a mãe pede da proxima vez

No supermercado, já na caixa de pagamento o operador de caixa faz uma chamada de telemovel enquanto nos atende. A miuda, dentro do carro de compras, fica muito atenta a ouvir a conversa. Quando a conversa termina...
Filha - Estavas a ligar para casa?
Operador de caixa: Sim... estava a falar com a minha mãe. Sabes? Mandou-te um beijinho...
E ficou feliz da vida...

14.11.07

Saco vazio???

Então meu amor, o que vais pedir ao Pai Natal este ano?
- Ahn?
O que gostavas que o Pai Natal te desse?
- Um presenti!!!!
Sim, meu amor, mas que presente gostavas que ele te desse?
- Um Noddy!
Oh meu amor, tu já tens dois iguaizinhos...
- Ah... pois é... tem razão!
Então o que é que gostavas que o Pai Natal te desse?
- aaaaa.... uma árvori de Natali!!!!
Mas a árvore de Natal não é o Pai Natal que traz, somos nós que a fazemos para dar boas vindas ao Natal... Então o que é que o Pai Natal te vai trazer?
- Mais nada.


PIc: g-i-g-a-s

27.9.07

Gatos, casas e afins

E pronto, é mesmo minha filha. Não é que tivesse dúvidas algumas, por óbvias razões, mas há dias em que a sensação de "deja vu" bate com mais força à porta.

Adora gatos e mais ainda gatinhos (eu sou mais cães) e principalmente adora os gatos da tia.
Hoje enquanto combinávamos uma sessão de baby-sitter da tia aqui em casa, colocou-se a questão do baby-sitter dos gatos da tia. Apenas uma única reacção a choramingar e a soluçar:

"Eu... não quer... os gatos qui em casa... Eles estragam.. casa... minha!"

Teria eu menos um ano e perguntava aos meus pais, no meio de lágrimas, quem ficava com a casa se eles morressem. Ok... eu era mais drástica! [riso] . Mas com o passar do tempo até nem me saí mal. De egoísmo nem tenho muito...

17.9.07

Colégio

Não consigo descrever aquilo que senti assim que me sentei no carro.
Os olhos inundaram-se de lágrimas e a voz começou a sair tremida de tanta emoção.
Desde a alegria em chegar ao novo colégio da pequena lua, ao saudosismo de pensar que já foi o meu. Desde a chegada ao parque dos mais pequeninos, com música ensaiada onde, no outro lado, do lado do campo de futebol, os mais crescidos chegavam felizes uns atrás dos outros e a sentavam-se de "perninhas à chinês" e começavam a fazer coreografias com as mãos e com os braços. Pareciam anjinhos com aquelas mãos de criança a abanar e aquele jeito meio doce de trapalhão a balançar. Nos meninos mais crescidos não vi uma única lágrima, mas sim uma enorme alegria por voltar ao Colégio para mais um ano, mais crescidos e para rever os amigos. Tal e qual como eu me lembro. A pequena princesa largou logo a minha mão e foi de imediato balouçar-se freneticamente nos cavalos de baloiço. Completamente alucinada! A reunião dos pequeninos por parte das auxiliares e educadora começou a organizar-se e a minha pequenina ao aperceber-se tocou-me na perna e disse "Mãe... fica só mais cinco minutos...". Não pude evitar o sorriso. Não é que ela saiba o que são cinco minutos, mas sabe o tempo que demoram os meus "mais cinco minutos" para me levantar todas as manhãs. Lá seguiram os meninos para a sala, todos de mãos dadas com a educadora e auxiliares e a minha pequena comigo e com o pai de cada lado. "Não quero ficar aqui sem ti" dizia ela, "quero brincar contigo e com o pai....". Respondi-lhe que a íamos buscar e disse-lhe para ir ver o peixinho no aquário que se encontrava dentro da sala. Não se moveu e continuou a choramingar baixinho. Quando lhe disse "Olha vai ali para a sala para a mãe te tirar uma fotografia com os meninos" lá seguiu e não mais olhou para trás. Tirei a fotografia que me descansou... Num canto a grande maioria dos meninos já alinhados com a ajuda das auxiliares, num outro canto outro menino a olhar para a janela à procura dos pais e em grande plano um abraço ternurento da educadora à minha pequena lua. A ternura e carinho da educadora e a entrega em busca de mimo, abraçada e de pernas entortadas da minha linda princesa. Saí descansada, mas de tal forma emocionada que quando cheguei ao carro, o botão de descompressão activou-se e fiquei lavada em lágrimas.
Perguntei-me várias vezes ao longo do dia como seria que ela estava. E a sensatez descansava-me. Só me faltou contar os minutos para a ir buscar.
E fomos buscá-la e lá estava ela entertida a brincar com legos e a chamar à atenção da educadora para ver a sua obra de arte "Olha.... vês?". Portou-se bem, dormiu a sesta e comeu. Ao lanche lá conseguiu explicar o que era pão bom e lá lhe deram um pão seco, sem qualquer unguento ou acessório. "Bebeu três copos de leite" disse ela! Fez um relato delicioso e detalhado de alguns acontecimentos. Disse que brincou com os bébés. Perguntei-lhe "com quem?" e ela respondeu com a "nova amiga do colégio novo!". Falou da educadora e disse que é amiga dela. Falou dos três escorregas e por fim ao olhar para o canto do olho dela e ao ver que tinha uma nódoa negra perguntei-lhe o que tinha acontecido. Ela que passa a vida a queixar-se dos seus doidois respondeu "ahhh... foi um bébé mais piquinino que bateu em mim...". "Foi sem querer?", perguntei-lhe eu, "foi... ele é pequinino... eu sou grandi...". Sim, de facto ela é a mais alta de todos os pequeninos, mas ainda é o meu bébé...
Estou feliz, por ver que ela está bem.
Espero que seja tão ou mais feliz que eu no nosso colégio.

6.9.07

Pequeno, muito pequeno intervalo :P

Estou fora mas nem por isso.
Escrever o que penso o que me percorre tornou-se num hábito dificil de deixar.
Já nem é tanto o vicio de ir à internet fazer pagamentos, consultar o email... é mesmo o vicio de escrever. Bem que ando com o meu Moleskine às costas para anotar tudo aquilo que me surge... mas não é a mesma coisa. Aqui as palavras fluem e parece que não fiz mais nada na vida do que escrever.
Vamos às anotações do Moleskine:
"Escreva o que lhe digo. Daqui a seis anos nada do que hoje vê, do que hoje conhece, existirá". Ora bem! [pigarreio] E se for? Não penso nisso. Farta de desânimo e pessimismo estou eu. E se todos pensarmos assim, até poderá ser uma realidade. Prefiro olhar para a minha pequena princesa [que está encantadora] e acreditar. Até posso ver as coisas menos boas, mas esforço-me todos os dias para fixar as encantadoras. Aquelas pelas quais vale a pena cá estar. E é assim... É com olhos de sonho, olhos de acreditar que a vida tem que se levar. Se assim não for, para que é que servimos? O que é que cá estamos a fazer? Fazemos todos parte de um todo que constantemente se tenta equilibrar, e para isso tem sempre de existir o menos bom e o menos mau. Fico-me pelo bom com olhos de sonhadora.
Como ainda há pouco... Num rewind de entrevistas do hoje falecido Luciano Pavarotti "O mundo actual precisa de coisas boas, positivas" ou "Nunca ajudarei um adulto, sem antes ajudar as crianças. As crianças sofrem com a estupidez dos adultos de hoje, são elas as mais prejudicadas com as guerras". Estou um pouco farta de pessimismo. Começo a olhar em volta e vejo como podemos ser mesquinhos, muitas das vezes sem o sabermos... apenas porque gostamos de falar [demais] e sermos sempre os últimos a falar.
E falando em momentos bons, nada melhor do que conversas com crianças de 3 anos de idade. Ontem, no quarto, num silêncio de noite, começo a ouvir um restolhar de lençois, um sacudir de panos... abro a luz, a pequena Lua irritada com o diacho de uma mosca... Olha para nós "A moxca nã vaí para a casa dela!!" Demos por resolvido o assunto [da pior forma para a mosca] e voltámo-nos a deitar. Voltei aos meus 5 anos... No meio do silêncio, barulhos! E começámos, eu e a pequena Lua, em competição de barulhos. Ora de moscas, ora de roncos, ora assobios, ora zumbidos... tudo com muitos silêncios pelo meio e muitas gargalhadinhas abafadas na almofada. Tivemos que parar... "És pior que ela... Deixa-a dormir..." [Desmancha prazeres!] :P
Beijos! Vou para a beira da piscina dourar!

1.9.07

Fases - reações opostas

E a pequena lua já vai na segunda viragem da sua vida...
A primeira?
Sair do comodismo caseiro para o infantário aos quatro meses. E o que custou! [Mais para mim do que para ela].
A segunda?
Hoje... O último dia de infantário para daqui a umas semanas estar a entrar num novo colégio.
Estou contente pela próxima entrada, mas estou triste pela saída.

Hoje...
Os meus olhos começaram a pestanejar e a lagrimejar por duas vezes, como da primeira vez que saí de casa para deixar a criança no infantário.
Hoje ao ver os olhos da educadora mais meiga da minha princesa, o meu corpo tremeu.
Envergonhada com os meus olhos envergonhados de lágrimas prontas a cair, abracei-a e disse-lhe com a voz a falhar "Obrigada por todo o carinho..." e tive de sair...

Nunca, mas nunca tive problemas em mudar de escolas, de meios... nunca!
Nunca fiquei triste ao ponto de numa saída me cair uma lágrima...
Sempre soube que se ia mudar, nunca seria para pior e que ia-me adaptar.
E de facto sempre me adaptei e por sinal, quase sempre muito bem.
Se não gostava? Era uma fase que iria passar...
Sei que se mudar de emprego [é como uma escola... é uma fase], por muito triste que fique consigo ver sempre na altura que o amanhã é uma nova possibilidade, e o sorriso inunda-me a face...

Mas porque é que sendo assim comigo, me torno no oposto quanto a acção se roda em torno da minha pequena Lua?

21.8.07

Fifuíciu

Avó - Então, foste tirar o BI?
Pequena Lua - Sim... sujou o dedo!
Avó - Então já podes ir para o estrangeiro!
Pequena Lua - Não podi não, só na semana!
(ainda não tem o BI pronto)

Pequena Lua - Mãe... eu era pequenina, o vô comia na cozinha da vó.
(há oito meses atrás o avô ainda almoçava conosco)

Pequena Lua - Vó... o vô tá no hespitali?
(sempre que chega a casa dos avós e o avô está no wc)

Pequena Lua - Mãe, tás a beberi leiti com chocouati?
Eu - Sim...
Pequena Lua - Também bem quero leiti... Quero leiti bom
(leite bom é leite simples e morno, como ela gosta)

Pequena Lua - Mãe... tás a papar pão com mateiga?
Eu - Sim...
Pequena Lua - Também quer... quero pão bom...
(pão bom é pão completamente seco sem nada a barrá-lo, como ela gosta)



E é tudo tão simples, excepto a palavra dificil que é verdadeiramente dificil de pronunciar:
Fifuíciu!


3A8M

16.8.07

Fotografia


A princesa foi tirar o seu primeiro BI. Sorriu para a foto, sujou o dedo e mede 1 metro e 3 centimetros! Está tão crescida!

Upgrade de máquina fotográfica digital! Se a outra, deficiente, já conseguia surpreender e fazer maravilhas, esta vai bater todos os Pontos! Herdei a mania de Máquina Fotográfica em punho do meu pai, mas tenho a sorte de não gastar tanto em rolos como ele o fazia. Gasta-se noutras coisas... Fazendo as contas ao que ele gastou em magníficas máquinas fotográficas profissionais, slides, rolos, filtros, tripés, lentes e objectivas, máquinas de visualização de slides, caixas para slides e impressões de fotografias, chego à conclusão que por muitas fotografias que tire (a vergonha... 14000 em três anos) nunca lhe vou chegar aos calcanhares!


"En la distancia te puedo ver Cuando tus fotos me siento a ver En las estrellas tus ojos ver Cuando tus fotos me siento a ver Cada vez que te busco te vas Cada vez que te llamo no estas Es por eso que debo decir que tu solo en mis fotos estas" (Nelly Furtado e Juanes)

Pic: porcelain-cat

11.8.07

Enfant terrible


Porque é assim que por vezes me sinto e confesso que gostaria de ser mais vezes...


Sei que era certinha e bem comportada em pequena, mas sempre tive a tendência para o devaneio e a loucura das partidas.


Ainda hoje quando prego as minhas partidas fico quieta, muito quietinha... fico sem respirar e quase que oiço o bater do meu coração acelerado... e inevitavelmente uma incontrolável vontade de rir.


[sorrio]
Parece que a princesinha do meu coração segue os meus passos
[deito a lingua de fora]

Fica de castigo por não dormir e não deixar os coleguinhas dormir a sesta. Conta triste que ficou de castigo por fazer de fantasminha com o lençol no quarto escuro da sesta. Digo-lhe que a educadora tem razão... os coleguinhas querem dormir, mas por dentro rio-me de prazer.

É inevitável...

É inevitável sorrir quando me conta que se zangaram com ela por ter escondido os sapatos de todos os coleguinhas... Explico-lhe que têm razão... "Os teus amigos não podem ficar descalços..." mas no fundo volto a rir-me por dentro.


Enfant terrible? Não...
Porque apenas brinca...
Porque é doce e meiga
Porque é amiga...
Porque respeita...


Enfant terrible? Não... É igual a mim!



19.7.07

Formiguinhas


E são tantas ali em cima da ponte, vês?
De tantas cores, grandes e pequenas

E ali no estádio, vês?
Parece que o mar inundou as bancadas
Vês as ondas todas enfeitadas?

Xi! olha para a praia!
Estás a vê-las a bronzear?
Olha! Também estão no mar!

Vês? Somos nós...
Formiguinhas pequeninas...
É assim que Eles nos vêem...
Formiguinhas irrequietas e pequeninas...

Sabes? Eles não nos pisam...
Somos nós, formiguinhas pequeninas, que de tão atarefadas e inconsequentes, pisamos outras ao passar...
Antes de andar olha para os pequeninos miúdinhos e para os pequeninos grandes
É que sabes... vistos lá de cima são todos iguais, têm todos o mesmo tamanho.


Pic: KartK

17.6.07

10.6.07

Birdie

- Shiuu! Ouve mãe...
São os passarinhos a cantar, não é?
- Shiuu... são os passaruinhos a falar... ouve...
Estão a falar contigo?
- Sim... tão a pedir a minha ajuda... têm medo do avião...


7.6.07

Dia de Sol

Conversas de final de tarde entre mãe e filha, a caminho de casa:
- Oilha Mãe! tá dia!
- Bom dia, então!
- Nã mãe... tá dia!
- Pois, está dia porque o sol está acordado...
- E a lua a dormir!
- Sim, a lua acorda de noite para te sorrir...
- Oilha mãe, o Sol tá contenti!
- Pois está, e sabes porquê? Porque está feliz por te ver... Porque gosta de ti!
- Nã, nã... O sol nã gota de mim...
- Gosta pois...
- O sol gota de ti, de ti mãe.


3A5M

9.5.07

Brilha, Brilha pequena estrelinha


Passeava pelas estrelas e saltitava
- Brilha, brilha estrelinha - e cantava

Passeava e sempre que uma não brilhava, pegava-a com carinho e guardava-a no seu bolsinho.
- Não desanimes estrelinha, vou dar-te um lugar, uma família, onde vais brilhar!

E saltitava de estrelinha em estrelinha...
E sempre que encontrava mais uma amiguinha que não brilhava, pegava nela com carinho e guardava-a no seu bolsinho...

Chegada a um grupo de estrelas e estrelinhas, tirava a estrelinha do seu bolsinho e perguntava:
- O que achas desta casinha? Agrada-te? Vem, vamos conhecer os seus senhores.
- Olá, o que vos trás por cá - perguntava uma estrela velhinha, mas reluzente de tanto esplendor.
- Encontrei esta pequenina estrela que não brilha e procuro-lhe uma família, meu senhor.
- Então sejam bem-vindas e acomodem-se... Diz-me, estrelinha pequenina, porque achas que não brilhas?
- Sabe meu senhor... A pergunta que me faz, não sei responder... Não sei porque não brilho.
- Então, minha querida estrelinha, proponho-te que te faças ao caminho, com a ajuda ou não da tua amiga, e que descubras em ti a razão para não teres brilho. Se precisares de conversar, de um abrigo, poderás vir ter sempre comigo. Mas enquanto não encontrares o motivo da tua falta de brilho, não te posso ajudar... Vai estrelinha, faz-te ao caminho e sempre que precisares de um amigo, comigo podes contar.

Continuou a passear e a saltitar, sempre de estrelinha em estrelinha, até que um dia, depois de muitos grupos de estrelas visitar, a pequena estrelinha espreitou do bolsinho e começou a chorar...
- O que tens? Porque choras?
- O senhor falou que o meu caminho tenho de procurar e nada estou a fazer para o encontrar. Deixo-me levar no teu bolsinho a saltitar e nada digo, nada faço para o encontrar. Tenho de ser eu a procurar, a decidir que grupos de estrela visitar.
- Olha para ti... Não vês? Estás intermitente... estás a começar a brilhar! Vai pequena estrelinha... Já te consegui ajudar! Mas promete-me uma coisa... sempre que por ti passar com estrelinhas no bolsinho que teimam em não brilhar, brilha, brilha com todo o teu esplendor para lhes dar esperança de uma família encontrar. Agora vai! Faz-te ao caminho e encontra o teu lugar.

A pequena estrelinha sorriu e como num jacto correu a brilhar com a alegria e a vontade do seu lugar encontrar.


(Ei! Minha Lua Pequenina... Agora já sabes, sempre que uma estrela cadente no céu brilhar é mais uma estrelinha feliz que acredita que o seu lugar vai encontrar).


5.5.07

Conversas de miúdas


Atenção! Este post poderá conter mensagens susceptíveis para alguns leitores.

Imaginem a seguinte conversa entre duas meninas de 3 anos, com uma dose extra de alegria e muita tiazorrice:

- Vou fazer cócó.
- Eu também!
- Vamos as duas?
- Boa!
- Vamos fazer cócó!
- anda!

(depois de uma grande festa e alegria lá chegam ao wc)

- senta ao pé de mim.
- eu fico aqui.
- Já fez?
- Tá a fazer...
- Quero ver!
- já está!
- boa!

O entusiasmo e alegria nas conversas das miúdas nunca muda, apenas o tema vai mudando ao longo dos anos. Mas uma coisa é certa, todas as conversas de casa-de-banho são delirantes, sejam elas segredinhos ou apenas conversas banais. Será esta a explicação das excursões femininas ao wc? Um momento privado de pura e banal descontração? Escusado será dizer que muitas das minhas brincadeiras, idiotices e parvoeiras de sempre tiveram como cenário o wc. Lolão


28.4.07

Paraíso na terra

... e uma pulguinha linda...

15.4.07

Uma cama cheia...

Todos os dias dorme com seis
Todos os dias escolhe mais um...
Olha em volta...
Escolhe mais um amigo...
- Vem dormir comigo...

Tem dias em que muda de ideias...
depois de dar alegria a um feliz contemplado
torce o nariz, olha à sua volta...
e abandonando o primeiro seleccionado...
apanha outro para a acompanhar...

O escolhido?
tem sempre a honra
de ficar a seu lado...
junto com os seis
aconchega a pequena lua
num sono profundo...

O preterido?
sorri...
mais cedo ou mais tarde
sabe que lá irá dormir


No meio de um grande urso branco, do bebé quase sem perna, do noddy velho, do orelhas, do sol, da estrelinha, do noddy novo, do bebé encardido, da ritinha, da ovelha, da macaca mãe e seu filhote, do carli, do urso castanho, do ruca, da gangurua e seu filhote, da delfina, da rosita, do golfinho, do carro, da boneca triângulo, da anita... no meio de uma pequena e duas grandes almofadas, de um ó-ó e por debaixo de um edredon é por vezes dificil de a encontrar, à pequena grande lua, de tantos amigos que quer agarrar quando se deita para sonhar...