Estou meio cá, meio lá...
Em ambos os lados pairo
Não sei em que lado estou
Não sei o que vejo
Nem para onde vou
Sinto-me demasiado vazia
Mas tudo em pleno me enche
Sei o que me esvazia
Não compreendo o que me enche
Não sei o que sinto
Não compreendo como me preenche
Aceito o que não compreendo
porque preciso de acreditar
mais sempre mais
sem vontade de acabar
em sonhos, em cheiros
em memórias doces
de sol e de ar
Aceito o que me esvazia
por não conseguir controlar
mais sempre mais
sem vontade de acabar
em saudades de momentos
memórias doces
e histórias reais de encantar
Para contar, reviver e eternizar...
25.5.08
Dançamos
21.5.08
Não há...

Não há ninguém igual a ti
Que olhe por mim como tu
Que me afague distante a face
Que ande elegante pela rua
Provocando ciumes ao Sol
Não há ninguém como tu
Que me puxa sem mostrar
Que me diz sempre sem falar
Que me mostra vários caminhos
Ajudando-me a caminhar
Não há ninguém assim
Que me faz querer ser mais
Que me faz sentir e acreditar
Que posso fazer a diferença
Mais, muito mais que os demais
Vou então deixando-me ficar
A aguardar-te nos meus sonhos
Para a tua cara, o teu cheiro recordar
Sentindo-te perto, tão perto de mim
Desejanto não mais deixar de sonhar
Não há ninguém assim
Não há ninguém igual a ti
Não há ninguém como tu
Pic: homigl14
18.5.08
Principe Perfeito
Quero acreditar e luto por acreditar em algo inexplicável e superior que te abraça, protege e acarinha. Agarro-me com todas as minhas forças a uma frase:
"Os anjos estão contentes, surgiu ao lado da lua uma estrela tão brilhante que eles não param de a abraçar"
Rita
Encho-me do inexplicável... mas o meu peito parece querer rebentar... não quero sequer imaginar que não há mais nada, mas eu sinto-me no vazio, como se tivessem arrancado parte de mim.
"Enquanto durar, perdurará uma recordação... bôa!"
Dedicatória do pai à mãe no cruzeiro em que se conheceram "Principe Perfeito"em 1973.
"Os anjos estão contentes, surgiu ao lado da lua uma estrela tão brilhante que eles não param de a abraçar"
Rita
Encho-me do inexplicável... mas o meu peito parece querer rebentar... não quero sequer imaginar que não há mais nada, mas eu sinto-me no vazio, como se tivessem arrancado parte de mim.
"Enquanto durar, perdurará uma recordação... bôa!"
Dedicatória do pai à mãe no cruzeiro em que se conheceram "Principe Perfeito"em 1973.
13.5.08
Papi
E agora?
Onde está a mão fria, mas sempre quente, que me acariciava a face em gestos ternurentos e de admiração, com olhos azuis brilhantes, cheios, e palavras doces de "És bonita"?
Sentada ali, à frente de um corpo que não reconheço já como teu, a minha cabeça encheu-se de dúvidas, como em criança, quando voltávamos de festas em casas de amigos e te perguntava a ti e à mãe se me tinha portado bem. Portei? É que sabes... houve momentos ontem onde me senti feliz... E se calhar não devia... Não estava feliz por teres partido, mas feliz por tantos se reunirem em homenagem a ti, reencontrando-se ao fim de trinta e muitos anos ou conhecendo-se pela primeira vez. E que bom é ouvir que tu és uma pessoa excepcional... É que é isso que sinto... Bonito. E foi isso que te disse meu principe, na última vez que soube que me ouviste. Nenhuma palavra ou conjugação de palavras é suficiente para descrever aquilo que és. Sei que sabes que tens imperfeições que para mim sempre foram nulas, inócuas, sem valor... para mim sempre foste o culminar do perfeito... e a única palavra que poderia alguma vez te definir seria AMOR. Sinto-me cheia, preenchida com tudo o que me deste, sinto-me forte mas cada vez mais com mais questões... E hoje mais uma vez perguntei-te se me ouviste, se sentes o que sinto, se estás orgulhoso de mim... É que estou tão baralhada, vazia, feliz, triste e com o "E agora?" a martelar-me o coração de confusão ... sempre me enchi de certezas de amor infinito, sei que o teu amor se prolonga com o meu, mas questões maiores elevam-se e não estás aqui para me responder... e eu sinto-me tão vazia... e esforço-me em pensar que de algum lado me velas, mas não sinto o teu abraço, já não posso ir a correr para ti e encostar a cabeça no teu leito para receber festinhas... sinto-me forte mas tão triste... sinto saudades do teu cheiro, da tua voz, do teu sorriso encantador, dos teus olhos brilhantes cheios de vida...
sinto-te em mim mas tão longe daqui...
sinto tanto a tua falta...
Amo-te Pai
Onde está a mão fria, mas sempre quente, que me acariciava a face em gestos ternurentos e de admiração, com olhos azuis brilhantes, cheios, e palavras doces de "És bonita"?
Sentada ali, à frente de um corpo que não reconheço já como teu, a minha cabeça encheu-se de dúvidas, como em criança, quando voltávamos de festas em casas de amigos e te perguntava a ti e à mãe se me tinha portado bem. Portei? É que sabes... houve momentos ontem onde me senti feliz... E se calhar não devia... Não estava feliz por teres partido, mas feliz por tantos se reunirem em homenagem a ti, reencontrando-se ao fim de trinta e muitos anos ou conhecendo-se pela primeira vez. E que bom é ouvir que tu és uma pessoa excepcional... É que é isso que sinto... Bonito. E foi isso que te disse meu principe, na última vez que soube que me ouviste. Nenhuma palavra ou conjugação de palavras é suficiente para descrever aquilo que és. Sei que sabes que tens imperfeições que para mim sempre foram nulas, inócuas, sem valor... para mim sempre foste o culminar do perfeito... e a única palavra que poderia alguma vez te definir seria AMOR. Sinto-me cheia, preenchida com tudo o que me deste, sinto-me forte mas cada vez mais com mais questões... E hoje mais uma vez perguntei-te se me ouviste, se sentes o que sinto, se estás orgulhoso de mim... É que estou tão baralhada, vazia, feliz, triste e com o "E agora?" a martelar-me o coração de confusão ... sempre me enchi de certezas de amor infinito, sei que o teu amor se prolonga com o meu, mas questões maiores elevam-se e não estás aqui para me responder... e eu sinto-me tão vazia... e esforço-me em pensar que de algum lado me velas, mas não sinto o teu abraço, já não posso ir a correr para ti e encostar a cabeça no teu leito para receber festinhas... sinto-me forte mas tão triste... sinto saudades do teu cheiro, da tua voz, do teu sorriso encantador, dos teus olhos brilhantes cheios de vida...
sinto-te em mim mas tão longe daqui...
sinto tanto a tua falta...
Amo-te Pai
11.5.08
7.5.08
Visita-me

Visita-me nesta minha casa inacabada e sempre em ebulição
Onde por vezes as janelas parecem fechadas mas por dentro não
Onde quando escancaradas inundam de luz esta única divisão
Aqui a consciência e a idade da inocência convivem a sós
E sabes? Dão-se...
A consciência organiza o espaço, a inocência dá-lhe calor
A consciência arruma o alvoroço do calor da inocência
O calor da inocência desorganiza o espaço e questiona a consciência do seu valor
Mas a inocência protege-se no espaço e a consciência aconchega-se no seu calor
Visita-me nesta minha casa inacabada e sempre em ebulição
Onde a única porta que nunca se fecha é a do meu coração
Pic: joneartista
4.5.08
Ponto de interrogação
E pronto!
Mais um ponto de interrogação.
Se tenho dúvidas? Todas...
É sempre mais uma questão...
Sem esperar qualquer grande resposta
Sem querer descobrir o grande mistério
Sem pretender ter sequer uma desilusão
Nem mesmo sequer viver numa ilusão
respiro fundo com atenção
quero saber ou não?
admiro toda a interrogação...
seguida de conclusões certas
sempre sem senãos
para chegar sempre a uma nova questão
No dia em que achar que nada mais me surpreende
No dia que sentir que já não há qualquer questão
Nesse dia... morrerei de solidão
Mais um ponto de interrogação.
Se tenho dúvidas? Todas...
É sempre mais uma questão...
Sem esperar qualquer grande resposta
Sem querer descobrir o grande mistério
Sem pretender ter sequer uma desilusão
Nem mesmo sequer viver numa ilusão
respiro fundo com atenção
quero saber ou não?
admiro toda a interrogação...
seguida de conclusões certas
sempre sem senãos
para chegar sempre a uma nova questão
No dia em que achar que nada mais me surpreende
No dia que sentir que já não há qualquer questão
Nesse dia... morrerei de solidão
25.4.08
Eles não sabem que o sonho...

Saudades dos idealistas, sonhadores, lutadores de vida...
Não vivi, nunca percebi a intensidade de uma revolução.
Mas tive a sorte de viver do resultado de uma feita de sonhos, ideais e paz.
Dou por mim ultimamente a ver como facilmente nos esquecemos, nos deixamos levar pelos ideais dos outros, nos adaptamos sem questionar, auto-formatando o que parece ser o nosso ideal com frases feitas de outros que um dia colocaram num papel o seu pensar. Tomamos citações ideológicas de outros como se fossem o nosso objectivo, como se fossemos os seus criadores, por parecer bem, por acharmos que assim movemos milhões. Aceito a formatação pelo bem social, pelo equilibrio entre o bom e mau, pela sobrevivência do ser humano. Incomóda-me a auto-formatação, falar, citar e tentar influenciar sobre aquilo que nunca se sentiu. O vestir peles que não as nossas, sem sentir a pele que se veste. Ultimamente vejo-me rodeada disto... De pessoas vestidas de "O Segredo", de cheias de "Vamo lá!", de "Vamo ganhar esta guerra!".... mas... que guerra? A única 'guerra' que pondero é a de uma luta interior, incontrolável e insaciável no sentido de a cada segundo conhecermos um pouco mais de nós próprios, com todas as suas alegrias, desilusões, tristezas e emoções. Sem nos conhecermos, sem nos aprofundarmos não existe um Eu, não existem ideais, não sabemos por que lutar com coração de leão. Sem essa guerra interior nunca saberemos o que é a nossa paz.
Em jeito de homenagem a todos os idealistas e sonhadores que ainda vou encontrando no meu caminho:
Pedra Filosofal - António Gedeão
"Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança"
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança"
Pic: TigerYna
20.4.08
Vácuo

Não queiram saber como me sinto, porque eu própria fujo do que me incomoda a mil.
Poupo-me em auto-análises, afasto-me de tudo, até mesmo dos media, e se algo me começa a incomodar, a fazer-me sentir pequenina, a fazer-me quase chorar, olho para o nada e parada no mesmo lugar, fujo... e no sitio onde os meus sentidos param, não olhando para nada, vejo tudo... milésimos de segundo interrompidos com frases do tipo "Em que pensas?". A meio caminho de volta interiorizo uma frase "Ninguém merece as tuas lágrimas, nem mesmo eu" e assim que aterro respondo: "No meu pai".
Pic: JustAsmallGirl
14.4.08
Maravilhosa....
Molti mari e fiumi attraverserò
Atravessarei todos os mares e rios
dentro la tua terra mi ritroverai
na tua terra me reencontrarás
turbini e tempeste io cavalcerò
por tornados e tempestades cavalgarei
volerò tra i fulmini per averti
voarei através de relâmpagos só para te ter
Meravigliosa creatura, sei sola al mondo
Maravilhosa criatura, estás só no mundo
Meravigliosa paura di averti accanto
Maravilhoso temor de te ter a meu lado
Occhi di sole bruciano in mezzo al cuore
Olhos de Sol queimam-me o coração
Amo la vita... meravigliosa
Amo a vida... maravilhosa
Luce dei miei occhi, brilla su di me
Luz dos meus olhos, brilha sobre mim
voglio mille lune per accarezzarti
quero mil luas para te acariciar
pendo dai tuoi sogni, veglio su di te
mergulho nos teus sonhos para te velar
non svegliarti, non svegliarti ancora
não despertes, não despertes… ainda
Meravigliosa creatura, sei sola al mondo
Maravilhosa criatura, estás só no mundo
Meravigliosa paura di averti accanto
Maravilhoso temor de te ter a meu lado
Occhi di sole, mi tremano le parole
Olhos de sol tremem-me as palavras
Amo la vita... meravigliosa
Amo a vida... maravilhosa
Meravigliosa creatura, un bacio lento
Maravilhosa criatura, um beijo lento
meravigliosa paura di averti accanto
maravilhoso temor de te ter a meu lado
All’improvviso tu scendi nel paradiso
Inesperadamente, imerges no paraíso
muoio d'amore meraviglioso
morro de amor... maravilhoso
Meravigliosa Creatura
Composição: Gianna Nannini
Composição: Gianna Nannini
13.4.08
Igual
Não é por falta de sensações / mas sim por excesso delas
Não é por nada em particular / mas por tudo o que me envolve
É o reduzir-me ao óbvio
sem mais alguma idiota ilusão
É mais o porquê...
porque me acharia eu
simples e banal sobrevivente
sem dificuldades por demais
igual aos demais, às gentes
merecedora de muito mais?
Não é por nada em particular / mas por tudo o que me envolve
É o reduzir-me ao óbvio
sem mais alguma idiota ilusão
É mais o porquê...
porque me acharia eu
simples e banal sobrevivente
sem dificuldades por demais
igual aos demais, às gentes
merecedora de muito mais?
9.4.08
Sobe, sobe...
Percorres montes floridos
Sobes, sobes tão alto
Pareces abraçar o sol
mais longe, mais pequeno
contra o sol, ficas enorme
Sobes, sobes sorrindo
mas a meio páras...
Assustaste-te?
O sol encandeia-te?
Voltas para trás desnorteado...
Desces o monte agora agreste
Tropeças numa flor
transformada em pedra
e cais...
Mas não desistes...
Recordas-te do monte florido
fechas os olhos agora tristes
recordas o caminho que percorreste
e sobes, sempre num sentido
e sobes, sobes tão alto
abres os olhos sorrindo
assim que o sabor do vento
começa a parecer adocicado
assim que a proximidade do sol
começa a aconchegar-te
Sobe, sobe sorrindo
nunca pares...
não te assustes...
abraça o Sol
visto daqui
serás sempre enorme
Sobes, sobes tão alto
Pareces abraçar o sol
mais longe, mais pequeno
contra o sol, ficas enorme
Sobes, sobes sorrindo
mas a meio páras...
Assustaste-te?
O sol encandeia-te?
Voltas para trás desnorteado...
Desces o monte agora agreste
Tropeças numa flor
transformada em pedra
e cais...
Mas não desistes...
Recordas-te do monte florido
fechas os olhos agora tristes
recordas o caminho que percorreste
e sobes, sempre num sentido
e sobes, sobes tão alto
abres os olhos sorrindo
assim que o sabor do vento
começa a parecer adocicado
assim que a proximidade do sol
começa a aconchegar-te
Sobe, sobe sorrindo
nunca pares...
não te assustes...
abraça o Sol
visto daqui
serás sempre enorme
7.4.08
Sem saber como, nem porquê
Abracem-me daqui...
Não sei sequer quem são...
Nem sequer consigo imaginar...
Mas se o cuidam, protegem
se o querem mimar
não tenho outra vontade
que não seja a de vos sorrir
agradecer e abraçar...
No meio desta tristeza que me invade
que teima em tomar conta de mim
Há algo que me aconchega e me enche
com doces e frescas golfadas de ar
cheias de poros de encantamento
Hoje...
Sem saber como, nem porquê
Sem saber quem ou o quê
Sem saber sequer se é possível
de se gostar do que não se vê
sentir o que não se entende
gostar de não perguntar - porquê?
Hoje...
apetece-me dizer sem o entender
- Gosto tanto de vocês....
Obrigada meu anjo
Não sei sequer quem são...
Nem sequer consigo imaginar...
Mas se o cuidam, protegem
se o querem mimar
não tenho outra vontade
que não seja a de vos sorrir
agradecer e abraçar...
No meio desta tristeza que me invade
que teima em tomar conta de mim
Há algo que me aconchega e me enche
com doces e frescas golfadas de ar
cheias de poros de encantamento
Hoje...
Sem saber como, nem porquê
Sem saber quem ou o quê
Sem saber sequer se é possível
de se gostar do que não se vê
sentir o que não se entende
gostar de não perguntar - porquê?
Hoje...
apetece-me dizer sem o entender
- Gosto tanto de vocês....
Obrigada meu anjo
5.4.08
Há dias...
Perguntas-me se estou bem...
Estou viva
ainda sinto
ainda por aqui ando
e continuo sempre
a lutar por sentir
Mas há dias...
em que me canso
há dias em que
de tudo fujo
para não sentir
Há dias...
em que olho para mim
e vejo-me com vontade
de desistir de tudo o que
me faz sentir...
Limpo-me da adrenalina
injecto-me de anestesia
e deixo-me seguir...
...no nada...
até que os dias passem
e volte a ansear
sentir
31.3.08
De braços abertos...
Aceito...
Nem tudo é o que parece
Nem tudo é tão simples de se ver
Tudo...
mesmo aquilo que compreendo
é tão mais inexplicável do que aquilo
que me proponho diariamente a ver
Aceito sem conseguir explicar porquê
Nem o pretendo...
Abraço o começo
Luto pelo meio
Aceito por fim
para conseguir…
abraçar de novo
um novo começo
mesmo que esse
seja o começo
de um novo fim
Aceito
Nem tudo é o que parece
Nem tudo é tão simples de se ver
Tudo...
mesmo aquilo que compreendo
é tão mais inexplicável do que aquilo
que me proponho diariamente a ver
Aceito sem conseguir explicar porquê
Nem o pretendo...
Abraço o começo
Luto pelo meio
Aceito por fim
para conseguir…
abraçar de novo
um novo começo
mesmo que esse
seja o começo
de um novo fim
Aceito
24.3.08
À medida
Foste feito para mim
Desenhado em doces pinceladas
esculpido, recortado a diamante
numa peça perfeitamente emoldurada
Um dia escrevi-te
- Escolhi-te...
Foram os anjos que te enviaram?
Fizeram-te à medida de mim...
22.3.08
Sentimentos...
Sentes-te como eu sinto?
Sentes-me no que sentes?
Sentes o mesmo que sinto?
Sentes o Sentido de Sentir?
Sentimento de Ser, Sentindo...
Sereno sentir Sedendo de Sentes?
20.3.08
Dia do Pai
A todos os Pais do mundo
que brincam, apoiam, ensinam
que olham com olhos de criança
com olhos de encanto e esperança
para os seres por eles gerados
A todos os Pais do mundo
que admiram e contam eternecidos
todas as conquistas das suas crianças
que sentem todas as suas lágrimas
que vivem todos os seus sorrisos
que vibram com as novas etapas
revivendo a alegria e emoção de
Ser Criança
A todos os Pais do mundo
dedicados, muito ou pouco presentes
mas que em todos os seus momentos
transmitem o seu melhor, o seu calor
a sua ternura, o seu amor, a sua presença
A todos os Pais do mundo
que sentem como a gente
que são rigidos com amor
que se entregam ao olhar
limpo, claro e transparente
de uma criança
Aos pais que conheço e me rodeiam...
São os melhores pais do mundo!
16.3.08
Era uma vez...
Era uma vez uma menina sardenta de cabeça no arque numa sala de aula cheia de gente olhava pela janela
sonhava com mundos de algodão doce e de encantar
É uma menina que ainda se fixa num céu reluzente
que ainda se pasma com uma pequena lua a brilhar
É uma menina que ainda corre atrás do era uma vez
que guarda em caixinhas gentes, momentos e talvez
É uma menina que por nunca querer deixar de sonhar
não consegue deixar nunca de ser era uma vez
Pic: ElectronCloud
15.3.08
Eu e tu somos iguais
9.3.08
E Agora?
Desde sexta-feira que cheguei à conclusão que mais uma vez o meu anjo azul tem razão.
Fora todas as "coincidências" que têm acontecido, cada vez mais frequentes e intensas, sinto-me cada vez mais, sem saber o quê, o porquê e o como, dentro da tua dor e tristeza. Como se compreendesse perfeitamente o que sentes, mesmo não sabendo o quê exactamente. Tento encontrar explicações lógicas e racionais que justifiquem tanta fragilidade e insegurança. Acho que encontro mas nunca tenho certezas. Pergunto-me o que posso fazer e fico baralhada, indecisa. Digo-te sentido que és o homem mais doce e de coração mais puro que conheço. Digo-te que tenho muito orgulho em ti. Sei que te preenche, sei que sabes ser verdade. Mas será suficiente? Parecem existir buracos na tua existência que te entristecem, te envergonham, que por pouco anulam tudo aquilo que hoje tens de mais real. Mas não é possível, pois não? Acho que te martirizas por caminhos e escolhas, que não foram tuas. Fizeste o que estava ao teu alcance, e de coração, acho que fizeste mais do que qualquer um faria. Sei pouco, muito pouco, mas nunca em nada te julgaria, porque sem saber como, nem porquê, entendo-te.
Hoje, estive para te perguntar, no meio das minhas carícias silenciosas, o que posso fazer para te ajudar. Não perguntei, por achar não ser necessária essa pergunta. Mas continua a dúvida...
Já pus de lado a hipótese de te ler as memórias do teu irmão já partido... Tenho receio de te trazer mais dor.
Quero tanto que sintas paz...
quero tanto dar-te mil e um bocadinhos de mim...
Disseste-me hoje que era uma grande mulher, que já não tinhas medo por mim... Já não te prendo, deixas-me feliz por isso, deixas-me feliz por te ter conseguido transmitir isso... nunca quereria eu ser a causadora da tua prolongada dor.
E agora Pai?
Falta um passo, não é?
Vou fazer de tudo, para te acompanhar e ajudar a encontrar o teu caminho da paz.
E olha... se eu errar, se mexer em coisas que te ferem, mesmo que não te as diga, lembra-te... és o meu Sol, o meu Abrigo, o meu Deus, o meu Amigo.
Nada, mesmo nada, fará mudar aquilo que sinto quando estou contigo.
Para Sempre meu doce e adorado Pai.
Para Sempre em mim Contigo
Fora todas as "coincidências" que têm acontecido, cada vez mais frequentes e intensas, sinto-me cada vez mais, sem saber o quê, o porquê e o como, dentro da tua dor e tristeza. Como se compreendesse perfeitamente o que sentes, mesmo não sabendo o quê exactamente. Tento encontrar explicações lógicas e racionais que justifiquem tanta fragilidade e insegurança. Acho que encontro mas nunca tenho certezas. Pergunto-me o que posso fazer e fico baralhada, indecisa. Digo-te sentido que és o homem mais doce e de coração mais puro que conheço. Digo-te que tenho muito orgulho em ti. Sei que te preenche, sei que sabes ser verdade. Mas será suficiente? Parecem existir buracos na tua existência que te entristecem, te envergonham, que por pouco anulam tudo aquilo que hoje tens de mais real. Mas não é possível, pois não? Acho que te martirizas por caminhos e escolhas, que não foram tuas. Fizeste o que estava ao teu alcance, e de coração, acho que fizeste mais do que qualquer um faria. Sei pouco, muito pouco, mas nunca em nada te julgaria, porque sem saber como, nem porquê, entendo-te.
Hoje, estive para te perguntar, no meio das minhas carícias silenciosas, o que posso fazer para te ajudar. Não perguntei, por achar não ser necessária essa pergunta. Mas continua a dúvida...
Já pus de lado a hipótese de te ler as memórias do teu irmão já partido... Tenho receio de te trazer mais dor.
Quero tanto que sintas paz...
quero tanto dar-te mil e um bocadinhos de mim...
Disseste-me hoje que era uma grande mulher, que já não tinhas medo por mim... Já não te prendo, deixas-me feliz por isso, deixas-me feliz por te ter conseguido transmitir isso... nunca quereria eu ser a causadora da tua prolongada dor.
E agora Pai?
Falta um passo, não é?
Vou fazer de tudo, para te acompanhar e ajudar a encontrar o teu caminho da paz.
E olha... se eu errar, se mexer em coisas que te ferem, mesmo que não te as diga, lembra-te... és o meu Sol, o meu Abrigo, o meu Deus, o meu Amigo.
Nada, mesmo nada, fará mudar aquilo que sinto quando estou contigo.
Para Sempre meu doce e adorado Pai.
Para Sempre em mim Contigo
8.3.08
Flutua - Principessa
Um momento que congela no espaço
Um silêncio repleto de momentos
Num espaço de tempo intemporal
Cheio de palavras poucas e insuficentes
que nem interessam, não enchem
um momento muito doce, puro e irreal
Dorme, aninha-te no meu ventre
Deixa que o silêncio nos envolva
em espirais de azul transparente
Um silêncio repleto de momentos
Num espaço de tempo intemporal
Cheio de palavras poucas e insuficentes
que nem interessam, não enchem
um momento muito doce, puro e irreal
Dorme, aninha-te no meu ventre
Deixa que o silêncio nos envolva
em espirais de azul transparente
5.3.08
Hey jude

Estava ali enroscada no sofá a ouvir o Sir MacCartney a tocar o Hey Jude e lembrei-me de ti. Lembrei-me da letra composta pela malta para ti e para mim nas férias da Páscoa de 1990.
E sabes, cheguei a uma conclusão de que as coisas mudaram em finais de 2001. O tal livro que precisava de ser fechado, que te falei... Lembras-te das minhas palavras? Até aí sempre que alguma minha relação começava a falhar, recorria em sonhos a ti. Tu salvavas-me em sonhos e resgatavas-me na realidade, porque afinal de contas acabavas por aparecer sempre.
Cheguei a essa conclusão hoje... o livro de sonhos contigo foi mesmo fechado, mas continua sempre ausente de pó, preservado, como se de uma relíquia santa se tratasse.
Não é que já não precise que me resgatem, mas passaste de um amor ausente para um amigo, anjo, sempre presente, mesmo que por vezes distante.
Sonhos? Continuo a tê-los... mas num outro livro cada vez mais esquecido. Escondo-o e volto a procurá-lo de quando em vez. Volto a escondê-lo sempre em sitios diferentes para me proteger. Volto a ir buscá-lo e a guardá-lo. Mas sabes? Tenho medo de um dia o esconder tão bem que o perco de vez.
Pic: frecklefaced29
2.3.08
Pandora sem segredos
Queria uma Pulseira Pandora e enchê-la de significados...
Foi a Maria que me a apresentou e fiquei logo fascinada
Como uma criança que vê, arregala os olhos de tão pasmada
Mas queria para enchê-la dos meus significados
para que cada vez que me sentisse a ir abaixo
dedilhasse conta por conta e me recordasse
de todas as coisas boas que me preenchem e guardo
como se rezasse, como se de um terço se tratasse...
com dezenas de momentos bons, de peças fulcrais
com cinco mistérios, Glórias, Salvés e Avé Marias
Tenho tendência para me agarrar a coisas boas
mas há sempre outras tantas tão importantes
que mesmo pequenas acabam por ser relevantes
A apreensão para a começar está numa indefinição
a mesma que venho a adiar para me tatuar
pegar nos momentos bons, pessoas importantes
o que tem significado e que justifica a minha vida
Estou a ver se me entendo, se me defino
mas acho que vou fazê-lo enquanto caminho
O que hoje importa amanhã será peanuts
mas as minhas memórias tem algo de etério
e sempre posso remexê-las, procurá-las
sempre que por momentos de me perder
É que posso dar-me ao luxo de recordar
que até tenho dezenas, glórias e mistérios!
Mas será possível materializar em contas
em pechisbeque, desenhos e tatuagens
momentos lindos, puros, mágicos, etérios?
Guardo-os por inteiro sem fragmentos
e partilho-os como a maior forma de amor
sem qualquer onda de segredo ou mistério
"Filha, o pai precisa de partir..."
- Eu sei pai, eu sinto... e percebo... [Ensinaste-me que o sorriso é o mais importante. Eu sorrio... já pouco ou nada sorris... não estás feliz] Gosto de ver toda a gente feliz ...
"Já não sirvo para nada, não sei mais o que fazer..."
- Relaxa e sorri... tens tanta gente que gosta de ti, já viste? És especial e eu adoro-te
"És o meu momento mais bonito"
Foi a Maria que me a apresentou e fiquei logo fascinada
Como uma criança que vê, arregala os olhos de tão pasmada
Mas queria para enchê-la dos meus significados
para que cada vez que me sentisse a ir abaixo
dedilhasse conta por conta e me recordasse
de todas as coisas boas que me preenchem e guardo
como se rezasse, como se de um terço se tratasse...
com dezenas de momentos bons, de peças fulcrais
com cinco mistérios, Glórias, Salvés e Avé Marias
Tenho tendência para me agarrar a coisas boas
mas há sempre outras tantas tão importantes
que mesmo pequenas acabam por ser relevantes
A apreensão para a começar está numa indefinição
a mesma que venho a adiar para me tatuar
pegar nos momentos bons, pessoas importantes
o que tem significado e que justifica a minha vida
Estou a ver se me entendo, se me defino
mas acho que vou fazê-lo enquanto caminho
O que hoje importa amanhã será peanuts
mas as minhas memórias tem algo de etério
e sempre posso remexê-las, procurá-las
sempre que por momentos de me perder
É que posso dar-me ao luxo de recordar
que até tenho dezenas, glórias e mistérios!
Mas será possível materializar em contas
em pechisbeque, desenhos e tatuagens
momentos lindos, puros, mágicos, etérios?
Guardo-os por inteiro sem fragmentos
e partilho-os como a maior forma de amor
sem qualquer onda de segredo ou mistério
"Filha, o pai precisa de partir..."
- Eu sei pai, eu sinto... e percebo... [Ensinaste-me que o sorriso é o mais importante. Eu sorrio... já pouco ou nada sorris... não estás feliz] Gosto de ver toda a gente feliz ...
"Já não sirvo para nada, não sei mais o que fazer..."
- Relaxa e sorri... tens tanta gente que gosta de ti, já viste? És especial e eu adoro-te
"És o meu momento mais bonito"
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