10.10.07

Obrigada pontinha do pé por não desistires...
És a única parte de mim que toca no chão e me embala, quando todos à minha volta me fazem adormecer

9.10.07

Um dia

Um dia
Quando tudo o que hoje achamos demais
se tornar em apenas troncos caídos no chão
e ao olhá-los lhes encontrarmos tamanha beleza

Um dia
Quando o nosso eu deixar de querer evidência
Quando deixarmos de medir forças e de guerrear
Quando em nós encontrarmos paz e a soubermos partilhar

Nesse dia havemos de deixar que o momentum ganhe o seu lugar
Nesse dia, havemos de nos encontrar e só isso irá importar

7.10.07

Encontros

E passaram-se o quê... dezoito anos?

Estava na esplanada do jardim, a fotografar os reflexos dos edifícios no lago, a ouvir a minha filha ao fundo a imitar o grasnar dos patos, a ver o céu, a sentir o sol a adorar os meus braços, a aquecer as minhas costas... Meio cá, meio lá. A observar e inspirar tudo o que me rodeia, a pensar como tudo não é coincidente. A lembrar-me do marasmo da manhã e do nada que assimilei para mim. Mais uma vez, tudo decorria em câmara lenta, todos os milésimos de segundo soavam a importantes. De relance algo me captou. Voltei a olhar. Inspeccionei ao detalhe a figura que se encontrava sentada ao meu lado. Desportivo, musculos lisos bem delineados, elegante. Mas algo me fazia voltar a olhar. Eram os olhos... Ao invés de um cabelo curto e moreno, tentei visualizar uma cabeleira loira e lisa. Ao contrário de uma cara com traços rígidos, tentei encontrar umas bochechas rosadas. O telefone tocou... A voz era a mesma, mas mais grossa. Era ele, não era? Fiquei na dúvida enquanto bebia o café. Continuei na dúvida quando me decidi a ir embora. E quando me levantei pensei "Mais vale fazer figura triste do que ficar uma semana a pensar". Aproximei-me da mesa, agachei-me e perguntei:

"Desculpa incomodar... mas... és o André?"

Olhou-me nos olhos e levantou-se de repente. E sem palavras, apenas com o meu nome, abraçou-me ao fim de dezoito anos. E que bem que me soube esse abraço. Ficámos na conversa enquanto a pequena lua e o pai se afastavam para irem brincar com os cágados. Situámo-nos em termos profissionais e de vida. Apontei para a pequena lua e disse "É a minha filha". Comentou que tinha reparado nela a brincar mas que não se tinha apercebido da minha presença. E como é usual em amigos e colegas de infância começámos a falar daqueles com quem ainda mantemos contacto. Ficámos com os contactos um do outro para ver se "um dia destes" combinamos um jantar com todos aqueles que conseguirmos apanhar o rasto.

O engraçado de tudo isto é que de facto a vida surpreende-me a cada dia que passa. Só precisamos de estar atentos a tudo o que por nós passa.

Tenho encontrado vários nossos ex-colegas do colégio, graças à renovação de geração no colégio, a geração dos nossos filhos, a qual coincide com a geração dos pais, mas ao fim de dezoito anos, num lugar onde nada me o faria encontrar, encontro-o assim sem que nada me fizesse esperar.

O mesmo aconteceu com o meu pai e a mãe dele há... vinte e nove anos atrás. Quando depois de anos sem se verem, tendo a última vez sido ainda em Lourenço Marques, se encontraram assim sem que nada estivesse previsto, numa festa de Natal do Colégio dos filhos. De certo que o abraço deles na altura correspondeu em pleno ao saboroso abraço que hoje senti.

Costuma-se dizer que a vida é feita de encontros e desencontros. Eu prefiro o contrário.
Que a vida seja feita de desencontros para por fim, num qualquer lugar, nos podermos encontrar.

É esta a luz...
Acreditar e não desesperar.

5.10.07

O orgulho, ainda...

Devíamos todos gritar assim
Devíamos todos lutar assim
Devíamos todos acreditar assim

A paixão emociona-me.
Sou apaixonada por natureza
Emociono-me com frequência.

Voa


Deixei de acreditar em coincidências...

Sem querer tenho dado por mim a seguir o meu instinto contra todas as razões mais óbvias...

Não me perguntem, porque não sei explicar...

Mas das últimas vezes que sem pensar agi por um impulso momentâneo, os acontecimentos deram-se no momento e na hora certa de lá estar...

Só por isso comecei a ouvir-me mais...

E se calhar é essa a razão pela qual me sinto fora do meu lugar...

Porque todo o meu eu me diz para voar



4.10.07

Sorri...

Não ando bem...
Mesmo com o meu sorriso, com a minha força e a minha vontade de em tudo e todos acreditar.

Todos os dias me esforço para todos ver bem...
Todos os dias me apetrecho de armas e luto... luto por um sorriso.
Mas ultimamente os sorrisos à minha volta teimam em não abundar...

A força que vou tento para ti, para ti e para ti, está-me a deixar enfraquecida e hoje começo-me a abandonar...

Sei que me agarro, sei que sou valente, mas estou a precisar de me reabastecer... de sorrisos, de amor e de confiança.
São eles que, juntos, apetrecham esta minha arma...

Só quero lançar sorrisos...

Setas de ternura, de amor, esperança e confiança...
... sinto que é esse o único motivo para cá estar... para ser mais uma nesta espectável e infindável cadeia de sorrisos universal.

O mundo precisa de mais Guilhermes Tell de amor e sorrisos.

- Em posição! Disparem!

Red

Quando a cabeça pesa, quando a razão não encontra qualquer sentido
Quando tudo é recambolesco ao ponto sequer de ser impossível imaginar
Quando nada bate certo e o azar tende a não nos deixar
Quando a inércia nos prende para num outro lugar ficar
e quando todos os meus sonhos tendem a não se realizar

Dou um giro sobre mim mesma e tento parar aonde o meu coração me mandar
Não tem parado no sítio certo e por isso continuo a girar
Uma roleta russa de sentimentos que me leva a parar ainda no preto por tanta ânsia de chegar.

Vermelha é a cor e ainda lá vou parar.

3.10.07

Vou...

dormir para me encontrar nos meus sonhos.

2.10.07

B Positive L

Quando a lua, o sol, as estrelas não chegam para nos iluminar
há sempre um farol que nos mostra o caminho e nos faz continuar a acreditar.

Anda, vem, vês a luz?
Agora precisamos de lutar com todas as forças que temos, mostrar a luz a quem ainda não a vê, e todos juntos com garra e sempre a acreditar, havemos de lá chegar.

Força, acredita e passa a mensagem.
Eu estou aqui ao lado nesta viagem.



Pic: loximaxus

1.10.07

Juro que não percebo NADA!

(aliás, até acho que já percebi, não quero é pensar que é assim...)

Ali?

Uma ave?
Como aquela ali?
Sózinha mas sempre lá em cima?
De que serve voar sozinha?
Mesmo que seja lá em cima...

30.9.07

MAD

Ei!
Sei que me lês...
Parabéns mano!

Deixa-me fazer as contas...
Conhecemo-nos com nove anos... (há 24 anos)
Detestámo-nos até aos catorze... (há 19 anos)
Adorámo-nos dos catorze aos dezasseis... (há 17 anos)
Afastámo-nos dos dezasete aos vinte (há 13 anos)
Aproximámo-nos e foste o meu refúgio aos vinte e um.
E desde aí ficámos cúmplices de algo que nunca percebi.
Quando o telefone raramente toca é um S.O.S. camuflado.
E está sempre alguém desse lado.

Já viste há quanto tempo fazes parte de mim?

Obrigada por estares sempre aí.

Beijos enormes maninho!!!

KIPITE

'dream me up Scotty' em comentário ao meu sub-nick "Keep it simple":

"dream me up Scotty" diz:
keep it simple... keep it true... but most of all.. KEEP IT


(com as devidas autorizações do DM up Scotty)

Muito ou pouco, nunca nada

Começo a chegar à conclusão de que ainda não descobri qual o meu ofício, aquilo para o qual fui talhada para.
Ontem, em visita às ruínas do Teatro Romano de Lisboa, enquanto ouvia a arqueóloga nas suas explicações, voltei a sentir o mesmo fascínio que sentia quando tinha catorze anos. Arqueologia...
Memorizei o nome da arqueóloga - Lídia Fernandes. Enquanto a ouvia nos seus relatos, e nos raríssimos momentos em que me dispersava, pensava o quão bom seria ouvir aquelas histórias, aquelas explicações, sentada em sofás numa tertúlia nocturna interminável. Fascinante...
De facto, nem sei porque segui Gestão... Não é que não goste, se formos mesmo a ver, gosto de tudo... mas há tantas outras coisas das quais gosto mais...

Encher

Estava a sentir-me vazia.
"Preciso de um livro!"
Meti-me no carro com a minha princesa e fomos à Fnac.
Comprámos dois.

29.9.07

zigazig ha

Apetece-me fazer o pino, deixar cair o que é desnecessário, ver o mundo ao contrário e admirar o que se encontrava fora de sítio quando voltar a ficar de pé.

Abraça-me !!!

Deixa-me encostar ao teu ombro
Sem qualquer palavra no ar
Sem nenhuma obrigação de falar

Deixa-me ficar assim parada
esquecida, perdida num momento
e permite-me chorar

Preciso de chorar em silêncio
Preciso de um ombro onde me encostar

É só isso...
Um cair de lágrimas terno
Um ombro cumplice
e um silêncio a aconchegar...

É só isso...
Mais nada...
Sem soluçar...
Depois tudo irá passar...
Só preciso de me limpar...

27.9.07

A Cerimónia

"E para apresentar a maior maravilha do Mundo, gostaríamos de chamar a este palco todas as crianças de todas as nações!"

Gritinhos, risinhos, gargalhadas, alegria, timidez, um turbilhão de passinhos pequenos a correr, um incalculável e interminável barulho de crianças a mexer. De forma desorganizada encheram o palco do mundo de cor e movimento. Não conseguiam ficar paradas e as suas vozes excitadas inundavam a plateia do mundo de sorrisos.

Chegou o minuto para o qual tinham ensaiado em segredo. Umas mais crescidinhas começaram a dizer baixinho e em cadeia:
"Shiuuuu! É agora o nosso momento!"
Há medida que os Shiuuu's percorriam o palco do mundo, iam dando as mãos, e criando uma autêntica via láctea de crianças.
Os Shiuuu's começaram a ser cada vez mais silenciosos e o palco começou aos poucos a ficar sem movimento.
Grupo por grupo, em todas as linguas começaram todas a dizer:

"E a maior maravilha de sempre do mundo é..."
(...)
" And the world best wonder ever is..."

E assim que o último grupo terminou, sorriram.
A plateia do mundo, expectante com a tão anunciada grande maravilha de mundo, ficou parada a aguardar o tão ansiado momento. Um por um, não conseguindo evitar o sorriso silencioso que iluminava as caras de todas as crianças do mundo, começaram a sorrir. Começaram a olhar para os espectadores ao seu lado e a sorrir. Os sorrisos tornaram-se em abraços, e aos poucos os dedos das mãos foram-se entrelaçando.

A maior maravilha de sempre ecoou no coração de todos, no meio da maior sala de espectáculo do mundo sem ser necessária uma única palavra.

O Sorriso.

Gatos, casas e afins

E pronto, é mesmo minha filha. Não é que tivesse dúvidas algumas, por óbvias razões, mas há dias em que a sensação de "deja vu" bate com mais força à porta.

Adora gatos e mais ainda gatinhos (eu sou mais cães) e principalmente adora os gatos da tia.
Hoje enquanto combinávamos uma sessão de baby-sitter da tia aqui em casa, colocou-se a questão do baby-sitter dos gatos da tia. Apenas uma única reacção a choramingar e a soluçar:

"Eu... não quer... os gatos qui em casa... Eles estragam.. casa... minha!"

Teria eu menos um ano e perguntava aos meus pais, no meio de lágrimas, quem ficava com a casa se eles morressem. Ok... eu era mais drástica! [riso] . Mas com o passar do tempo até nem me saí mal. De egoísmo nem tenho muito...

24.9.07

Oiçam... sintam...


Dêem-me música
É só isso que entendo

Letras que me retratam
Compassos que me exaltam
Ritmos que me mexem
Melodias que me encantam

Dêem-me música
que me faça sorrir
que me faça chorar
que me faça viver
que me faça acreditar

Criem música
vivam de música
deixem-se flutuar

Assimilem tristezas
compartilhem experiências
mas acima de tudo
continuem a acreditar

Se uma nota sair fora de tom
outra há-de compensar
Se o começo for infeliz
há sempre a hipótese de mudar
A apóteose tem sempre lugar
É só ver, ouvir, sentir
É só deixar-nos levar...


(estou triste, nem sei em que acreditar. mas sabes, no meio de tudo encontro-lhe sempre um lugar. quando tudo quebra, quando os ciclos teimam em terminar, quando esbarro de frente com aquilo que já não é o meu lugar, há sempre alguém ou algo dentro de mim que me diz "Vá tens de avançar... o medo que hoje sentes amanhã será a tua força. Anda... deixa-te levar... eu estou aqui para te acompanhar". E hoje estou assim... triste, com medo, só e tremendamente fraca... mas o "Vá avança..." está aqui a tentar-me mostrar aquilo por que vale a pena lutar)


Já é segunda...

Uhm...
Fim-de-semana para último "revival" de férias...
Sem horários, sem pressas, sem relógio, sem vontade alguma de voltar...
Uma última tentativa de encontrar as forças que há três dias não tinha...
As forças? Não as recuperei, porque não as encontrei...
Agora tenho de as arranjar aonde elas parecem não existir.
Não tenho outra forma que não resistir. Não vou desistir.

20.9.07

Conversa silenciosa

Encostei-me, embrenhei-me e parei
Nada ouvi...
Fechei os olhos, enrosquei-me e parei
Aninhei-me no meio do silêncio
e senti o meu coração bater

- Ei... Estás aí?

sabes? começou-me a falar baixinho:

- Ainda estou aqui, ainda bato por ti. Sempre que sonhares, sempre que acreditares que os teus sonhos têm um não sei o quê de possível... bato por ti!

E se não me quiseres ouvir, se me colocares barreiras nos teus sonhos que também são os meus eu juro que disparo! Farei tudo para te mostrar que sou teu, vivo por ti e para ti, alimento-me dos teus sonhos e vivo para te ajudar a lutar para os seguir.

Se eu adormecer tal como agora, acorda-me, espicaça-me, lembra-me da minha razão de existir, lembra-me que pertenço a ti, lembra-me de não desistir.

Eu bato por ti, mas de tantas vezes disparar por não me quereres ouvir fico cansado e definho. Fico tão pequenino....
Também eu preciso de ti...
Também eu preciso de sonhar e de ter por que lutar.

Tinha saudades tuas....
vai parando de vez enquando tal como agora, ouve-me e também tu bate por mim.

Caçadora de Sonhos

...
e rebentei em lágrimas ao telefone com a minha linda mãe
liguei-lhe depois de ouvir uma música na tv e de olhar, pensar e pedir-me a mim própria "volta a encher-te de sonhos, por favor":


"Pelo céu as cavalitas,
Escondi nos teus caracois,
A estrela mais bonita, que eu já vi

Eu cresci com um encanto,
De ser caçador de sois,
Eu já corri tanto, tanto para ti

Fui um principe encantado
Montado nos teus joelhos,
Um eterno enamorado, a valer

Lancelot de algibeira,
Mas segui os teus conselhos
Para voltar à tua beira
E ser o que eu quiser

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis
"


Música - Caçador de Sóis - por Ala dos Namorados


19.9.07

Conversas com Crist II

...
e hoje depois de lá estar a racionalidade começou a perder um pouco do seu lugar, tudo porque me doi ver aqueles de quem gosto feridos, magoados e sem saber o que aí vem.
Ainda há pouco no trânsito pensava "porra! isto é mau, mas há coisas tão piores", mas o coração insurgia-se e só me lembrava dos olhos e das lágrimas de hoje de manhã e de todos os pontos de interrogação sobre todas as cabeças durante todo o dia...
Só me apetece dar mimo e carinho... não suporto ver olhos queridos perdidos.
Juro que me passou pela cabeça que se eu fosse pelo mesmo caminho seria um alivio para mim. Mas não posso pensar assim, não posso menosprezar tudo aquilo que (ainda) agora tenho.
Confesso-te que muito embora esteja a ser forte, e sei que o estou a ser, me sinto... perdida.
Não quero mimo, nem carinho, apenas não quero ter que acreditar sozinha.
Apenas não quero sentir-me forte sozinha.
Só me apetece abraçar todos... e sem dizer nada, porque não há nada que possa dizer que mude as coisas, no silêncio descansá-los um bocadinho...

18.9.07

Monólogo com Crist

ei...
Imagino q estejas offline por estares ao telefone, sei lá...
mas escrevo só para te dizer olá e para me distrair desta minha cabeça a rebentar
Ainda não chorei e acho q não o vou fazer, não sei... sou mt imprevisivel...
estou a ser muito racional e sobretudo a acreditar, mesmo que tudo o que se passou hoje me diga para não o fazer
Acredito que eles vão ficar bem, que se calhar até vai ser melhor... afinal de contas este ultimo ano tem sido super desgastante... e para as pessoas de coração aberto as coisas tendem a bater certo...
não me preocupo comigo pessoalmente... o que tiver de ser será...
mas vejo um ciclo a terminar e já estou cheia de saudades
preocupa-me o que aí vem, mas fujo de pensar nisso...
o coração diz-me "deixa rolar, deixa a poeira assentar, depois para e começa a observar"
não pode ser tudo mau, não é?
nessa altura vou olhar à minha volta, para mim e ver se me encaixo neste lugar que hoje não parece meu
as coisas vão mudar, eu sei...
não sei se para melhor ou não...
mas vou continuar a acreditar...
quando deixar?
fui...