Não...
Não estou morta, nem desapareci...
Até vou passando por aqui
Santa internet que protege o nosso eco-sistema...
Se soubesses a quantidade de rascunhos que já escrevi!
Equivale a meia dúzia de cestos de papeis a transbordar de bolas de papel com gatafunhos...
Alguns dignos de nota, eu sei...
Alguns até profundos, também...
Uns terrivelmente naïf...
Outros por não querer mostrar a ninguém!
As palavras que me fizeram arrancar com este blog há mais de dois anos"Não tenhas medo de te mostrar a quem não te conhece" parece que ganharam entrelinhas... "Protege-te"
Confesso-me...
Tudo aquilo que aqui gostaria de escrever, todos aqueles rascunhos cyber amachocados, são tesouros... que quero guardar para mim, por hora!
Sou espalhafatosa por natureza, gosto de passar à acção, receio as viragens mas vou-me a elas...
Mas também preciso de um tempo para entende-las...
E também sinto que estou no principio delas...
Preciso de me sentir minimamente segura, entendendo os passos que dou, aceitando de braços abertos todas as suas consequências, sem nunca ter receio de olhar para trás...
Eu estou assim... como quem começa a aprender a andar de patins...
Primeiro olho para os pés e só quando ganho confiança é que começo a olhar em frente...
... Em busca dos meus sonhos... enquanto me busco me mim...
Entretanto...
Olha por mim...
Inevitavelmente estás sempre aqui :)
26.1.09
18.1.09
Where Is My Love?
Nos raros momentos em que o meu cérebro me deixa descansar
Nos raros momentos em que consigo não me preocupar
Nos raros momentos em que o meu corpo se consegue libertar
Nas poucas horas em que o cansaço me derruba e me faz descansar
Nos poucos momentos em que me consigo desligar
Sonho...
E até os sonhos me pregam partidas, cansando-me
misturando milhares de pessoas e lugares
criando um momento único, onde vagueio
que se resume a uma interrogação
a uma busca
a uma incógnita
a um não saber o quê
a um não saber quando
a um não saber como
a um não saber ONDE
e muito menos o porquê...
Where is my love?
11.1.09
Reconfortante

É reconfortante sentir que aquilo que criamos com amor é sentindo com amor por aqueles que nos amam.
Escrevi um livro sobre a história de vida do meu pai e dei-o pelo natal à minha mãe.
Criei-o com o objectivo inicial de manter viva a intensa vida dele nos nossos corações e de nos relembrar todos os dias, ou quando assim o precisassemos, tudo aquilo que nos ensinou.
Hoje, vejo que este livro é muito mais do que este primeiro grande objectivo...
É um objecto vivo que não foi escrito apenas a duas mãos...
Hoje sinto que as minhas mãos foram apenas um canal, que transpos para o teclado em doces palavras e recordações, mensagens e emoções, tudo aquilo que o meu pai me ía segredando ao de leve no meu coração.
É um livro que escrito a quatro mãos para dois pares de olhos encantadores o saborearem (a minha mãe e mais tarde a minha princesa), acabou, por admiração, por ser um motivo de reunião em alegria dos familiares e amigos que partilharam ou admiram a sua história de vida.
Mais uma vez o meu pai junta a família e os amigos, da mesma forma que o fez no dia da sua partida, como se a mandar novamente sinais de "ei! é isto que é importante... aproveitem a vida!"
Sinto-me a transbordar de ternura por todos os que se juntaram nestas últimas semanas para celebrar e recordar com sorrisos uma grande vida.
Beijos
3.1.09
Parabéns Filha
À minha mais que tudo, a minha princesinha
A miúda que me preenche o coração faz hoje cinco anos
A miúda que me enche de amor a cada dia que passa
À miúda que me mostra todos os dias o valor da inocência
A miúda que me faz parar no tempo e no espaço
Dando um valor infinito a cada beijo, a cada abraço
Parabéns MEU AMOR, MEU ANJO
TU dás um sentido maior e inquantificável à minha Vida
Beijos enormes
Da Mãe
1.1.09
As deixas...
Porque foi das passagens de ano mais verdadeiras, em sua homenagem aqui ficam as nossas deixas do teatrinho de reveillon:
- Matilde?
- Sim?
- Nunca mais a vejo?
- A mim? Não sei... quem sabe... Os que não morrem encontram-se, não é verdade?
- Não... não basta estar vivo... depende como se está vivo... Não se encontra só o que vem ao nosso encontro mas também o que se procura...
- Continue...
- Nós não somos folhas levadas pelo vento, animais à deriva... somos seres humanos com vontade própria...
- E a sua vontade Luís Bernardo... é voltar a encontrar-me?
- É... Matilde... a minha vontade é voltar a encontrá-la...
- E para quê...? Posso perguntar?
- Nem eu sei bem... talvez... para retomar uma conversa inacabada...
- Há sempre tantas conversas que ficam inacabadas...
- Por vezes porque temos medo do fim...
- Será acertado retomá-las ou deixá-las para sempre no ponto em que ficaram?
- Você faz muitas perguntas mas tem poucas respostas...
- Como se as tivesse Luis Bernardo...
in Equador
31.12.08
FELIZ 2009
No ano em que aprendi a voar
Onde desprendendo-me de seguranças
resolvi começar a arriscar
Onde largando verdades absolutas
comecei sem receios a acreditar
Acreditar no inacreditável
Sonhar o inimaginável
Arrebatar-me com o vento
Deixar-me levar voando
Sentindo-me pairar no tempo
Até a morte é doce
Quando se sente que se vive...
Até as partidas são oxigénio
Quando o amor pressiste...
Até os desencontros são felizes
quando sabemos que por amor
o encontro final existe
Voar...
Começo a voar...
Eu sinto-o...
E enquanto plano, vivo...
Este ano não foi lixado...
Este ano, para mim, foi complicado, mas também foi um dos meus anos mais bonitos!
A todos os que dele fizeram parte (especialmente Família, Rita, Rui, Inez, Luis, Maria) trago-os todos comigo, para sempre, na esperança que este seja um dos grandes primeiros anos da nossa vida.
FELIZ 2009 AMIGOS
Pic: MAHDYsayed
Onde desprendendo-me de seguranças
resolvi começar a arriscar
Onde largando verdades absolutas
comecei sem receios a acreditar
Acreditar no inacreditável
Sonhar o inimaginável
Arrebatar-me com o vento
Deixar-me levar voando
Sentindo-me pairar no tempo
Até a morte é doce
Quando se sente que se vive...
Até as partidas são oxigénio
Quando o amor pressiste...
Até os desencontros são felizes
quando sabemos que por amor
o encontro final existe
Voar...
Começo a voar...
Eu sinto-o...
E enquanto plano, vivo...
Este ano não foi lixado...
Este ano, para mim, foi complicado, mas também foi um dos meus anos mais bonitos!
A todos os que dele fizeram parte (especialmente Família, Rita, Rui, Inez, Luis, Maria) trago-os todos comigo, para sempre, na esperança que este seja um dos grandes primeiros anos da nossa vida.
FELIZ 2009 AMIGOS
Pic: MAHDYsayed
19.12.08
Forum
E assim, numa semana de emoções intensas, saio da casa que foi minha durantes estes últimos 8 anos. Saio feliz por sentir que sempre fui eu, genuína. Saio feliz, por todos os momentos que vivi, sem excepção e sempre com uma enorme vibração. Saio feliz por todos os grandes amigos que encontrei. Saio feliz, por vestir a camisola até ao fim. Saio feliz, por sentir que acreditaram em mim. Saio feliz, por tudo o que fiz. Saio feliz, por esta saída ser parte da minha caminhada pessoal. Saio feliz, por não deixar que frases como "És louca", "És parva" corrompam os meus ideais.
Saio feliz por sentir que quem amo tem orgulho em mim.
Chorei... é verdade, e sendo eu como sou, uma Maria Madalena, é bem provável que me caiam mais lágrimas de saudades. Mas sorrio, confiante nos passos que vou dar em frente. Porque tudo farei com amor, por amor, tudo farei com sorrisos, como sempre.
Para os meus amores, para os meus amigos, para os amigos novos que virão, para toda a gente que me acompanha, que vive a vida com amor e nunca menospreza o coração... Trago-os todos comigo.
Ao meu pai... Sei que olhas por mim...
Saio feliz por sentir que quem amo tem orgulho em mim.
Chorei... é verdade, e sendo eu como sou, uma Maria Madalena, é bem provável que me caiam mais lágrimas de saudades. Mas sorrio, confiante nos passos que vou dar em frente. Porque tudo farei com amor, por amor, tudo farei com sorrisos, como sempre.
Para os meus amores, para os meus amigos, para os amigos novos que virão, para toda a gente que me acompanha, que vive a vida com amor e nunca menospreza o coração... Trago-os todos comigo.
Ao meu pai... Sei que olhas por mim...
13.12.08
O meu maior medo
Se soubesses e sentisses o que agora sinto
Como me sinto e as palavras que sinto que ficam por dizer
Estou feliz e entusiasmada, fascinada e arrebatada
Sou forte, em tudo o que seja descobrir o meu Eu
Mas confesso, tenho um medo...
O meu único, constante, eterno e grande medo ...
Perder um grande amor
Perder momentos importantes da vida de um amor
Perder sorrisos, provocar lágrimas, por não estar
Perder a paixão e arrebatamento da presença
Porque o meu amor é a razão do meu sorriso
O Amor é a minha vida,
O Amor é a razão do meu existir
Como me sinto e as palavras que sinto que ficam por dizer
Estou feliz e entusiasmada, fascinada e arrebatada
Sou forte, em tudo o que seja descobrir o meu Eu
Mas confesso, tenho um medo...
O meu único, constante, eterno e grande medo ...
Perder um grande amor
Perder momentos importantes da vida de um amor
Perder sorrisos, provocar lágrimas, por não estar
Perder a paixão e arrebatamento da presença
Porque o meu amor é a razão do meu sorriso
O Amor é a minha vida,
O Amor é a razão do meu existir
7.12.08
Tempo
Hoje, mais uma vez, os caminhos, as pedras caminhadas fizeram-me recordar momentos de encanto da minha infância. E preencheu-me tanto...
Recordar com um sorriso.
O percorrer um caminho contínuo, sem portas fechadas, nunca fechadas, de coração aberto para a frente, com curvas e desvios que já ao longe olhando para trás ficam visiveis e recordáveis por acabarem por ficar, à distância, no mesmo alinhamento. A lembrança de momentos escondidos por mais longe estarmos e porque uma ervinha, uma pedra à frente nos fez agradavelmente virar e olhar para trás sabendo, inexplicavelmente, aquilo que pretendemos encontrar e reavivar.
Olho para trás, olho para a frente, e sorrio por ver que torno a cada dia que passa o meu caminho para mim cada vez mais transparente.
Desenho-me mentalmente no vértice do presente que transformo em cada momento, vivência, experiência que passo, num ângulo recto que há medida que o tempo passa, se torna mais abrangente, caminhando no sentido do obtuso, muito para além do presente.
Pondero a hipótese de o passado ser o futuro e o futuro ser passado... São dependentes. O futuro é um reflexo do passado. O futuro é sequência do passado. Sem passado o futuro não existe. Sem futuro o presente é triste. O futuro é o desconhecido, o passado é apenas conhecido naquilo que na nossa memória pressiste, logo também é desconhecido, logo o passado pressiste no futuro enquanto a nossa memória teimar que aquilo que somos é apenas aquilo que hoje queremos ver. E o futuro existe no passado enquanto a nossa memória se permitir relembrar dos sonhos daquilo que um dia quisemos ser.
Alguém sabe como é que amanhã vai estar o Tempo?
Recordar com um sorriso.
O percorrer um caminho contínuo, sem portas fechadas, nunca fechadas, de coração aberto para a frente, com curvas e desvios que já ao longe olhando para trás ficam visiveis e recordáveis por acabarem por ficar, à distância, no mesmo alinhamento. A lembrança de momentos escondidos por mais longe estarmos e porque uma ervinha, uma pedra à frente nos fez agradavelmente virar e olhar para trás sabendo, inexplicavelmente, aquilo que pretendemos encontrar e reavivar.
Olho para trás, olho para a frente, e sorrio por ver que torno a cada dia que passa o meu caminho para mim cada vez mais transparente.
Desenho-me mentalmente no vértice do presente que transformo em cada momento, vivência, experiência que passo, num ângulo recto que há medida que o tempo passa, se torna mais abrangente, caminhando no sentido do obtuso, muito para além do presente.
Pondero a hipótese de o passado ser o futuro e o futuro ser passado... São dependentes. O futuro é um reflexo do passado. O futuro é sequência do passado. Sem passado o futuro não existe. Sem futuro o presente é triste. O futuro é o desconhecido, o passado é apenas conhecido naquilo que na nossa memória pressiste, logo também é desconhecido, logo o passado pressiste no futuro enquanto a nossa memória teimar que aquilo que somos é apenas aquilo que hoje queremos ver. E o futuro existe no passado enquanto a nossa memória se permitir relembrar dos sonhos daquilo que um dia quisemos ser.
Alguém sabe como é que amanhã vai estar o Tempo?
1.12.08
Dreamworks
Está frio é certo, mas hoje nem o frio me prendeu em casa. Depois de uma epopeia gigante para me arrancar debaixo do aconchego do edredão, depois de um banho daqueles que põe o espelho todo embaceado e um cheiro a fruta espalhado por toda a casa. Depois de me vestir como se fosse para a neve, colocar meias e perneiras, galochas, calças, camisolas quentinhas e blusões de penas na minha princesa, almoçámos e pusemo-nos à estrada para ir a casa da 'vuela'! Mas antes uma visita ao El Corte Inglés para nos encontrar-mos com o Pai Natal verde! Uau! ou que medo do senhor das barbas? A Ana Bola divertia miúdos e graúdos e perguntou a todos os meninos quem tinha árvores de Natal verdadeiras ou mentirosas... Cheguei à conclusão que a pequena princesa era a única que ainda não tinha a árvore de Natal montada. Grrrr.... Mas eu não estou atrasada! Estão é todos adiantados! Enfim, a miúda não achou que aquele fosse o Pai Natal verdadeiro, barbudo, gorducho, até querido, mas deve achar (digo eu) que o Pai Natal não se pavoneia, não se mostra, é mistério. Querida...
Lá fomos a casa da vóvó, lanchámos, jogámos às cartas e depois metemo-nos à estrada a caminho de casa. Como muitos outros eu não fui diferente. Parei o carro em segunda faixa e trepámos para ver a árvore de Natal Gigante no alto do Parque. Gira, grande, com música e sempre com um frio de rachar a congelar-me os dedos e o nariz. Mas o que brilhou (e a foto não lhe faz justiça) foi a Lua, no canto superior direito da árvore... Pequena, brilhante, com mais duas estrelas (ou planetas?!?) a acompanharem-na. Uma delas por baixo, quase pendurada, muito em jeito de Dreamworks. E funcionam, não é?
Pic: Skywalker
Corta as amarras que te prendem
Arrisco a mudança
Liberto-me...
Sem nunca me sentir totalmente livre
apenas cada vez mais perto
do que aos poucos parece ser
o meu verdadeiro eu
É essa a mudança
a consciência de nunca estar
verdadeiramente segura
o não planear exaustivamente
o amanhã
porque o amanhã sem hoje
pode não acontecer
Custa-me o desprender
Crio laços, uno-me de paixão
ligo-me a tudo, a todos
percorro o tempo
nunca esqueço
vivo cada minuto
como se fosse o último
vivo cada dia com emoção
Choro?
Muitas vezes...
Não acho estranho...
sorrio!
Tenho medo
por vezes...
Divirto-me?
Sempre
Mas no fim,
sempre consigo
Passo da doce tristeza que sinto
ao cortar das amarras decidida
num segundo de tempo desprendido
Liberto-me...
Sem nunca me sentir totalmente livre
apenas cada vez mais perto
do que aos poucos parece ser
o meu verdadeiro eu
É essa a mudança
a consciência de nunca estar
verdadeiramente segura
o não planear exaustivamente
o amanhã
porque o amanhã sem hoje
pode não acontecer
Custa-me o desprender
Crio laços, uno-me de paixão
ligo-me a tudo, a todos
percorro o tempo
nunca esqueço
vivo cada minuto
como se fosse o último
vivo cada dia com emoção
Choro?
Muitas vezes...
Não acho estranho...
sorrio!
Tenho medo
por vezes...
Divirto-me?
Sempre
Mas no fim,
sempre consigo
Passo da doce tristeza que sinto
ao cortar das amarras decidida
num segundo de tempo desprendido
27.11.08
Roma
Guardas, Igrejas, Fontes e Praças
Sobretudo momentos cheios de história
Momentos solenes, de grandeza e paz
Colosseo chamuscado, pesado
Monumento triste, ardente
Maravilha do mundo por fora
Terror e fogo por dentro
Palatino de ruínas, pedras
Vias romanas, esplendorosas
História, pedras pisadas
Paz, centro do mundo, gente
Santa Maria Maggiore, plena
Arte, silêncio cúmplice
Reflexo de um amor, maior
Procissão de Cardeais, incenso
Música celestial, paz,intenso
Fontana di Trevi, romântica
Limpa, luminosa, brilhante
Quente, em noite fria
Intensa, plena de trovas
Sussurra amor, apaixonante
São Pedro...
João Paulo II para Sempre
20.11.08
15.11.08
É simples
Tudo complicamos
Tudo parece dificil
Tudo são batalhas
Quando o principio
no final é tão, tão
Simples...
É mais fácil escrever Simples que Complicado
É mais simples escrever Fácil que dificil
É mais fácil escrever Paz do que Guerra
É mais dificil escrever Mulher do que Homem
Mais dificil escrever Branco que preto
É igual escrever Nada Quando o Nada for Tudo
Tão simples falar Nós e mais simples tornarmo-nos Num
Porque é tudo tão simples
Tudo parece dificil
Tudo são batalhas
Quando o principio
no final é tão, tão
Simples...
É mais fácil escrever Simples que Complicado
É mais simples escrever Fácil que dificil
É mais fácil escrever Paz do que Guerra
É mais dificil escrever Mulher do que Homem
Mais dificil escrever Branco que preto
É igual escrever Nada Quando o Nada for Tudo
Tão simples falar Nós e mais simples tornarmo-nos Num
Porque é tudo tão simples
8.11.08
Switch off
Quando as coisas deixam de fazer sentido desliga-se o botão
Mas nunca se desliga por completo, pois não?
É só o interruptor que mexemos
o circuito, a ligação não quebram…
E assim é o coração…
As nossas decisões de garra o interruptor
O nosso coração a colorida e eterna ligação
Mas nunca se desliga por completo, pois não?
É só o interruptor que mexemos
o circuito, a ligação não quebram…
E assim é o coração…
As nossas decisões de garra o interruptor
O nosso coração a colorida e eterna ligação
4.11.08
Lareira
Uma sala
Quatro cantos
Quatro paredes
Três lareiras
Um Chão
frio
de pedra
Uma lareira
Moderna
Outra
Pequena
Outra
de Pedra
A pequena
aquece
Sem troncos
Sem acendalhas
Vive Sem nada
A moderna
a gás
A de pedra
a fole
E o chão
Frio…
Frio
de pedra
Muda o chão
Tira a pedra
Põe tapetes,
Arraiolos
Ou Persas
Lareiras?
Sós não te servem
É o conjunto
É a harmonia
Que iluminam
e aquecem
E aí Descobrirás
que tu és lareira
Quatro cantos
Quatro paredes
Três lareiras
Um Chão
frio
de pedra
Uma lareira
Moderna
Outra
Pequena
Outra
de Pedra
A pequena
aquece
Sem troncos
Sem acendalhas
Vive Sem nada
A moderna
a gás
A de pedra
a fole
E o chão
Frio…
Frio
de pedra
Muda o chão
Tira a pedra
Põe tapetes,
Arraiolos
Ou Persas
Lareiras?
Sós não te servem
É o conjunto
É a harmonia
Que iluminam
e aquecem
E aí Descobrirás
que tu és lareira
que o teu amor
é fonte de calor
é fonte de calor
2.11.08
Para ti
Tenho hoje uma vontade enorme de te escrever
Hoje, mais do que nunca, gostava de te conhecer
Mostrar-te o meu sorriso, dizer-te que é uma etapa
Falar-te que tudo é bonito, mostrar-te que tudo passa
Tenho hoje uma vontade enorme de te proteger
dizer-te que o feio é bonito, quando visto com amor
abrir o meu coração e mostrar-te que todos os passos
todos os actos têm sempre o seu esplendor
E é nos passos difíceis que nos vêmos, abrimos
mostramos ao mundo o quão grande somos
E tu, és Grande, MUITO GRANDE
És Tão grande que mesmo não te conhecendo
Sinto-te e vejo-te perto mesmo que esteja longe
Para ti,
de quem apenas conheço o sorriso de um sonho
Hoje, mais do que nunca, gostava de te conhecer
Mostrar-te o meu sorriso, dizer-te que é uma etapa
Falar-te que tudo é bonito, mostrar-te que tudo passa
Tenho hoje uma vontade enorme de te proteger
dizer-te que o feio é bonito, quando visto com amor
abrir o meu coração e mostrar-te que todos os passos
todos os actos têm sempre o seu esplendor
E é nos passos difíceis que nos vêmos, abrimos
mostramos ao mundo o quão grande somos
E tu, és Grande, MUITO GRANDE
És Tão grande que mesmo não te conhecendo
Sinto-te e vejo-te perto mesmo que esteja longe
Para ti,
de quem apenas conheço o sorriso de um sonho
1.11.08
Partidas :)
Começa aqui uma nova secção, lamentavelmente esquecida, mas muito extensa e importante na minha vida... A secção das partidas, gaffes e afins :)
Sempre fui pequena de partidas nonsense, mas sempre com o cuidado de saber a quem as podia fazer, não fosse ferir susceptibilidades. Por isso aqui ficam as últimas partidas feitas ou que não tendo sido executadas, foram imaginadas e ainda me fizeram rir sózinha, feita parva, face à incompreensão dos que me rodeavam.
Partida N+1 (realizada)
No escritório agarrei num daqueles frasquinhos que sobraram das análises da medicina de trabalho, enchi-o com restos de água da máquina de café (côr 2, ph indeterminável) e escrevi em caneta de acetato "urina do carlos". Coloquei em cima da secretária de outro colega que não o carlos. Galhofa total! Ainda por lá anda e muito embora o abra e cheire com o nariz mesmo encostado ao frasquinho, ainda ninguém teve coragem de o cheirar.
Partida N+2 (não realizada e nem a realizar)
No elevador do edificio do escritório, estava eu sózinha e vi uma melga. Tivesse um post-it na mala tinha escrito e colado na parte de dentro do elevador "Está uma melga neste elevador". Saí do elevador a rir-me sózinha, disse "até amanhã" aos seguranças com o sorriso mais traquinas e continuei a rir-me... sózinha.
Sempre fui pequena de partidas nonsense, mas sempre com o cuidado de saber a quem as podia fazer, não fosse ferir susceptibilidades. Por isso aqui ficam as últimas partidas feitas ou que não tendo sido executadas, foram imaginadas e ainda me fizeram rir sózinha, feita parva, face à incompreensão dos que me rodeavam.
Partida N+1 (realizada)
No escritório agarrei num daqueles frasquinhos que sobraram das análises da medicina de trabalho, enchi-o com restos de água da máquina de café (côr 2, ph indeterminável) e escrevi em caneta de acetato "urina do carlos". Coloquei em cima da secretária de outro colega que não o carlos. Galhofa total! Ainda por lá anda e muito embora o abra e cheire com o nariz mesmo encostado ao frasquinho, ainda ninguém teve coragem de o cheirar.
Partida N+2 (não realizada e nem a realizar)
No elevador do edificio do escritório, estava eu sózinha e vi uma melga. Tivesse um post-it na mala tinha escrito e colado na parte de dentro do elevador "Está uma melga neste elevador". Saí do elevador a rir-me sózinha, disse "até amanhã" aos seguranças com o sorriso mais traquinas e continuei a rir-me... sózinha.
31.10.08
Todos os momentos contam

Todos os momentos contam
mesmo que esporádicos, curtos, intensos
quando ao invés de olharmos para o lado
nos damos limpos, transparentes, em frente
E nos vêmos...
Sentimos...
Sabemos...
Pic: luana
quando ao invés de olharmos para o lado
nos damos limpos, transparentes, em frente
E nos vêmos...
Sentimos...
Sabemos...
Pic: luana
25.10.08
Passos
Dei um passo gigante,
um pequenino e mais dois
os próximos são os mais importantes,
a prova de fogo vem depois
Quem não me vê e sente,
quem não me compreende
Não entende...
não entende...
Dou um passo sempre a seguir ao outro,
mas vou em frente, sempre em frente
Para trás vou espreitando,
para não esquecer o que foi importante
para voltar a olhar em frente
sempre com um sorriso renovado
de quem se sente feliz
por cada passo dado
um pequenino e mais dois
os próximos são os mais importantes,
a prova de fogo vem depois
Quem não me vê e sente,
quem não me compreende
Não entende...
não entende...
Dou um passo sempre a seguir ao outro,
mas vou em frente, sempre em frente
Para trás vou espreitando,
para não esquecer o que foi importante
para voltar a olhar em frente
sempre com um sorriso renovado
de quem se sente feliz
por cada passo dado
17.10.08
Pólos
Hoje vi o Todo daquilo que antes via pequeno, apenas e só adaptado a mim. Hoje Vi-o, como um prognóstico do nosso futuro que é já amanhã. O encontro do que desde o ínicio está predestinado. A junção de dois mundos que se tornaram imperfeitos ao serem separados à nascença e que como um íman se aproximam para se tornarem num único mundo, ser, momento perfeito.
Olhar ao espelho é um começo. Reconhecer o espelho de nós, ver o verdadeiro dos outros, lembrando-nos que o nosso não está do avesso.
Hoje compreendi sem o olhar, o quadro "Pólos"
Olhar ao espelho é um começo. Reconhecer o espelho de nós, ver o verdadeiro dos outros, lembrando-nos que o nosso não está do avesso.
Hoje compreendi sem o olhar, o quadro "Pólos"
A Copa
Em todos os nossos locais temos momentos, de todos eles memórias.
Da sala o aconchego e sobretudo o orgulho do meu pai nela. Dizia-me “Li estes livros todos. Duvido que algum dia os leias”. Olhava prolongadamente para os quadros e passeava-se por ela. Mas a televisão que durante muitos anos pouco aparecia por estar socialmente escondida no móvel da televisão, acabou por teimosia ser um dos actores principais daquela divisão.
Do meu quarto, os beijos de boa noite e os momentos de adolescência em que de headphones gigantes punha a música no máximo e sonhava com um namorado que fazia as coisas principescas mais extraordinárias para me encantar.
Do quarto dos meus pais, o refúgio sempre que tinha um pesadelo, o sítio onde jogava uma espécie de andebol com o meu pai, onde líamos revistas e jornais, e local dos doces sorrisos ternurentos e das lágrimas mais tristes, mas sobretudo um local de paz.
Mas há um local que desde sempre tenho boas recordações. A Copa…
A copa onde comíamos por sermos apenas três e não justificar o trabalho de comer na sala de jantar. Não são só lembranças de refeições, são lembranças de conversas, são lembranças de reunião, numa divisão que sempre encantou pela luz, pela paisagem esverdejante que torna a janela num quadro, que encanta mesmo quando chove, quando faz frio, quando anoitece e sobretudo das muitas vezes que há fogo de artificio no alto do parque. Esta copa tem algo de especial… Por alguma razão que não sei explicar… No dia em que o meu pai partiu, o que começou por ser o local de almoço para cinco, tornou-se rapidamente numa sala de estar para uns doze. Se fomos para a sala? Penso que sim, mais para o fim do dia. Continuo a passar mais tempo lá do que em qualquer outro canto da casa, mesmo que o quarto dos meus pais ou a sala me aconcheguem. E ainda ontem, depois do jantar do meu aniversário lá estava eu e 3 das minhas meninas lindas sentadas em doce cavaqueira à volta da mesa, em reunião, como parece ter sido sempre…
À copa!
Da sala o aconchego e sobretudo o orgulho do meu pai nela. Dizia-me “Li estes livros todos. Duvido que algum dia os leias”. Olhava prolongadamente para os quadros e passeava-se por ela. Mas a televisão que durante muitos anos pouco aparecia por estar socialmente escondida no móvel da televisão, acabou por teimosia ser um dos actores principais daquela divisão.
Do meu quarto, os beijos de boa noite e os momentos de adolescência em que de headphones gigantes punha a música no máximo e sonhava com um namorado que fazia as coisas principescas mais extraordinárias para me encantar.
Do quarto dos meus pais, o refúgio sempre que tinha um pesadelo, o sítio onde jogava uma espécie de andebol com o meu pai, onde líamos revistas e jornais, e local dos doces sorrisos ternurentos e das lágrimas mais tristes, mas sobretudo um local de paz.
Mas há um local que desde sempre tenho boas recordações. A Copa…
A copa onde comíamos por sermos apenas três e não justificar o trabalho de comer na sala de jantar. Não são só lembranças de refeições, são lembranças de conversas, são lembranças de reunião, numa divisão que sempre encantou pela luz, pela paisagem esverdejante que torna a janela num quadro, que encanta mesmo quando chove, quando faz frio, quando anoitece e sobretudo das muitas vezes que há fogo de artificio no alto do parque. Esta copa tem algo de especial… Por alguma razão que não sei explicar… No dia em que o meu pai partiu, o que começou por ser o local de almoço para cinco, tornou-se rapidamente numa sala de estar para uns doze. Se fomos para a sala? Penso que sim, mais para o fim do dia. Continuo a passar mais tempo lá do que em qualquer outro canto da casa, mesmo que o quarto dos meus pais ou a sala me aconcheguem. E ainda ontem, depois do jantar do meu aniversário lá estava eu e 3 das minhas meninas lindas sentadas em doce cavaqueira à volta da mesa, em reunião, como parece ter sido sempre…
À copa!
Etiquetas:
Frases que ficam...,
Lembro-me...,
Lugares inesquecíveis,
Pilares
15.10.08
O melhor presente
Hoje agradeço ao mundo e a Quem faz tudo ter sentido
Que me faz olhar enternecida e maravilhada
Que me mostra sempre o lado doce da vida
Que me permite viver sempre apaixonada
Hoje agradeço Àquele que decide
os encontros e desencontros
o momento certo
o tempo do nosso olhar
a atenção num qualquer lugar
a magia das sensações
e nos apresenta o verbo Amar
Hoje agradeço-Lhe o presente de ontem
que é presente hoje e para toda a eternidade
O Amor dos meus pais
Que me faz olhar enternecida e maravilhada
Que me mostra sempre o lado doce da vida
Que me permite viver sempre apaixonada
Hoje agradeço Àquele que decide
os encontros e desencontros
o momento certo
o tempo do nosso olhar
a atenção num qualquer lugar
a magia das sensações
e nos apresenta o verbo Amar
Hoje agradeço-Lhe o presente de ontem
que é presente hoje e para toda a eternidade
O Amor dos meus pais
Ei… Papi! conto contigo logo à noite para me ajudares a soprar as velas dos nossos 34 anos.
Pic: skywalker
10.10.08
Vida

De calças largas e mochila às costas
de cabelo desgrenhado espetado no ar
de quem parece ter saído de uma batalha
De peito erguido a inspirar Este ar
de olhos brilhantes, tez de súbito rosada
de quem se lembrou que há algo por lutar
De sorriso estampado no rosto, cheia de fôlego
Uma enorme vontade de mudar e por mim lutar
Desco em passada calma e saudável o monte
Uma passada larga e de súbito tão confiante
Olho em redor a paisagem linda, encantadora
de repente tão florida e tão verdejante
Olho em frente, sou eu que o procuro
sou eu que por ele luto, sou eu que o sigo
sou eu que o sabe, mesmo sem coordenadas
sou eu que o sinto, ouvindo, olhando, cheirando
O coração aponta-me para Aquela linda Estrela
aquela que não deixa nunca de me piscar o olho
aquela que me diz "vai em frente, tu consegues"
O peito enche-se do ar, que um dia me esqueci de respirar
O sorriso inunda-se com aqueles que não deixam de acreditar
No bolso, um doce Jaguar, para nunca me esquecer de lutar
Bonito o meu caminho que hoje com um coração a transbordar, um peito a encher-se de ar, um sorriso que não me larga o olhar, e um Jaguar no bolso a palpitar, me faz ACREDITAR.
Pic: claustrophobias
5.10.08
O Título
Life
HEART
Warrior
Escrevi um post de algumas linhas,
dei-lhe um título
e vi que o título
era exactamente e apenas aquilo
que eu queria escrever.
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