Não sou corajosa, sou apenas eu
Uns dias valente e sem receios
Que venha tudo... Não tenho medo!
Outros dias medrosa e vidrinhos
Raios! E o dia que não passa!
Sou eu... Apenas eu...
Hoje?
Treta de dia...
Ouvidos cheios de ruído ensurdecedor
Olhos vidrados de lágrimas não caídas
Garganta seca de palavras bonitas
Coração cheio... mas a apertar...
Pensamentos estranhos e controversos
Sensações baralhadas e perdidas
Faço bem? Não faço?
Afinal, o que hei-de eu fazer...
Hoje?
Senti-me corajosa no meio dos meus medos
Se eu interesso?
Se calhar não...
Mas afinal, o que é que isso interessa?
Sou apenas mais uma igual a muitos....
Sou forte e fraca...
tenho os meus momentos.
29.6.07
25.6.07
Espreito
Entre montes altos e limpos e vales sombrios
E coisas que parecem não ter fim
Copos de água morna e gelados moles
Caminhos escondidos e espaços secretos
Chás quentes e saborosos
Estradas compridas e dormentes
Raios, relâmpagos e trovões
Árvores velhinhas e formigas pequeninas
Folhas salpicadas de gotas esquecidas
Cheiro a terra molhada e ervas daninhas
Entre coisas feias e bonitas
E momentos que parecem não ter fim
Nenúfares a boiar a tapar o céu dos peixinhos
Peixes voadores a espreitarem o céu
Bichinhos de conta que teimam em se enrolar
Areia fina e quente de final de dia
Vegetação intensa e verde
Macacos salteadores e brincalhões
Cobras compridas escorregadiças e ameaçadoras
Lençóis brancos, macios e a cheirar a lavado
Espreito com ar maroto e ternurento e aguardo o teu olhar.
Sabes…
Quando os teus olhos encontram os meus
Nada me consegue assustar
e todas as coisas bonitas redobram e fazem-me pasmar
E coisas que parecem não ter fim
Copos de água morna e gelados moles
Caminhos escondidos e espaços secretos
Chás quentes e saborosos
Estradas compridas e dormentes
Raios, relâmpagos e trovões
Árvores velhinhas e formigas pequeninas
Folhas salpicadas de gotas esquecidas
Cheiro a terra molhada e ervas daninhas
Entre coisas feias e bonitas
E momentos que parecem não ter fim
Nenúfares a boiar a tapar o céu dos peixinhos
Peixes voadores a espreitarem o céu
Bichinhos de conta que teimam em se enrolar
Areia fina e quente de final de dia
Vegetação intensa e verde
Macacos salteadores e brincalhões
Cobras compridas escorregadiças e ameaçadoras
Lençóis brancos, macios e a cheirar a lavado
Espreito com ar maroto e ternurento e aguardo o teu olhar.
Sabes…
Quando os teus olhos encontram os meus
Nada me consegue assustar
e todas as coisas bonitas redobram e fazem-me pasmar
24.6.07
Passados Misteriosos
(se a minha mãe souber que escrevo isto aqui... MATA-ME)
Conto então a história abreviada da coisa tirando, com muita pena minha e por consideração à privacidade dos intervenientes, alguns detalhes hilariantes:
Local: Velório da mãe de uma grande amiga de família
Intervenientes: Minha mãe, uma das filhas da falecida e respectivo marido.
A filha para o marido a apresentar a minha mãe - Olha... Esta é a "Maria", mulher do "Augusto". Lembras-te dele? Foi casado com a "Tátá"...
A minha mãe? Branca, amarela, azul de todas as cores... Só conhecia uma ex-mulher do meu pai e aquele diminutivo não encaixava nada no nome real da senhora....
A minha mãe - "Tátá"? Quem a "Maria Luisa"? Era assim que se chamava a ex-mulher do meu marido...
A filha - Arg... uh.... pois... se calhar não eram casados... mas viveram juntos....
O assunto ficou por aqui e a minha mãe, assim que chegou a casa, decidiu perguntar ao meu pai sobre quem era a "Tátá"... Sem nenhuma expressão que o denunciasse disse que foi uma namorada dele. Ao que a minha mãe perguntou se era aquela com quem ele tinha vivido na "casa amarela". Não! Essa era outra... [risos e cara matreira]
Segunda abordagem... desta vez eu:
Eu - Então pai... Conta lá... quem é a "Tátá"?
Pai - Não me lembro bem....
Eu - Então... era mais nova que tu?
Pai - Sim, era...
Eu - Uhm... Muito mais nova? Assim como a mãe?
Pai - Não... isso não... apenas um pouco mais nova...
Eu (na tentativa de juntar caras vistas em fotos) - Era loira?
Pai - Não... era morena...
Eu - E mais coisas?
[Silêncio inquietante]
Pai [muito triste] - Que chatice... Não me consigo lembrar de mais nada...
O assunto que para mim estava a ser divertido morreu ali na hora.
Será que existirá um dia em que não me vou lembrar das pessoas que me tocaram o coração?
Pouco ou muito, não interessa... Mas fazem parte de todo o meu caminho...
Deve doer... repararmos que nos esquecemos das pessoas que um dia achámos serem as mais importantes da nossa vida...
Conto então a história abreviada da coisa tirando, com muita pena minha e por consideração à privacidade dos intervenientes, alguns detalhes hilariantes:
Local: Velório da mãe de uma grande amiga de família
Intervenientes: Minha mãe, uma das filhas da falecida e respectivo marido.
A filha para o marido a apresentar a minha mãe - Olha... Esta é a "Maria", mulher do "Augusto". Lembras-te dele? Foi casado com a "Tátá"...
A minha mãe? Branca, amarela, azul de todas as cores... Só conhecia uma ex-mulher do meu pai e aquele diminutivo não encaixava nada no nome real da senhora....
A minha mãe - "Tátá"? Quem a "Maria Luisa"? Era assim que se chamava a ex-mulher do meu marido...
A filha - Arg... uh.... pois... se calhar não eram casados... mas viveram juntos....
O assunto ficou por aqui e a minha mãe, assim que chegou a casa, decidiu perguntar ao meu pai sobre quem era a "Tátá"... Sem nenhuma expressão que o denunciasse disse que foi uma namorada dele. Ao que a minha mãe perguntou se era aquela com quem ele tinha vivido na "casa amarela". Não! Essa era outra... [risos e cara matreira]
Segunda abordagem... desta vez eu:
Eu - Então pai... Conta lá... quem é a "Tátá"?
Pai - Não me lembro bem....
Eu - Então... era mais nova que tu?
Pai - Sim, era...
Eu - Uhm... Muito mais nova? Assim como a mãe?
Pai - Não... isso não... apenas um pouco mais nova...
Eu (na tentativa de juntar caras vistas em fotos) - Era loira?
Pai - Não... era morena...
Eu - E mais coisas?
[Silêncio inquietante]
Pai [muito triste] - Que chatice... Não me consigo lembrar de mais nada...
O assunto que para mim estava a ser divertido morreu ali na hora.
Será que existirá um dia em que não me vou lembrar das pessoas que me tocaram o coração?
Pouco ou muito, não interessa... Mas fazem parte de todo o meu caminho...
Deve doer... repararmos que nos esquecemos das pessoas que um dia achámos serem as mais importantes da nossa vida...
7 Maravilhas da Blogoesfera

A 07/07/07 saberemos quais as 7.
Uma ideia da 100Sentidos.
Às vezes de noite
Encontros Luminosos
Gudo e a conquista do planeta Laranja
Pensamentos Inconstantes
Uma ideia da 100Sentidos.
Às vezes de noite
Encontros Luminosos
Gudo e a conquista do planeta Laranja
Pensamentos Inconstantes
As minhas nomeações vão para aqueles que sentem o dia a dia tal como eu. Muito embora às vezes estejamos descordenados encontro sempre um pouco de mim nas palavras deles. O meu refúgio de Maravilhas diário.
Regulamento
1. Podem participar na votação todos os bloggers que mantenham blogues activos há mais de um mês [os outros esperem por outra ideia brilhante que alguém irá ter].
2. Cada blogger deverá referenciar sete nomes de blogs. A cada menção corresponde um 1 voto.
3. Cada blogger só poderá votar uma vez, e deverá publicar as suas menções no seu blog [da forma que melhor lhe aprouver], enviando-as posteriormente para o seguinte e-mail: 7.maravilhas.blogoesfera@gmail.com. No e-mail, para além da escolha, deverão indicar o link para o post onde efectuaram as nomeações. A data limite para a publicação e envio das votações é dia: 01/07/2007.
4. De forma a reduzir alguns constrangimentos [e desplantes], e evitar algumas cortesias desnecessárias, também são considerados votos nulos:- Os votos dos blogger(s) em si próprio(s) ou no(s) blogue(s) em que participa(m);- Os votos no blog O Sentido das Coisas.
No dia 7/7/2007 serão anunciados os vencedores e disponibilizadas todas as votações.
No dia 7/7/2007 serão anunciados os vencedores e disponibilizadas todas as votações.
21.6.07
Way Chooser
E quando o caminho em frente desaparece?
Sim, ao menos tenho outras opções...
Mas o caminho habitual,
aquele que as minhas pernas por instinto me levavam a seguir
começou a fechar-se...
As opções?
Racionais, de sonho, sentimento ou emoções...
Que raio...
Porque não podem estar todas no mesmo?
Seria tudo tão mais fácil...
Oh... Como me atiraria de cabeça! Não olharia a consequências!
Mas há coisas que infelizmente e dificilmente se podem misturar...
Há as opções do "Sei que por aí não vou" as quais nem me tento em olhar...
E por isso nem o an-dó-li-tá me atrevo a contar sob o risco de lá ir parar...
Segue o coração...
Sigo sim...
Mas o meu ou o dos outros?
E por assim pensar o caminho Racional surge-me em frente!
Segue os teus sonhos...
Sigo sim...
E se os meus sonhos interferirem com os sonhos dos outros?
Volto a rodopiar sobre mim e o caminho racional lá aparece...
Sentimentos e emoções?
Não os preciso de seguir...
Estão em mim...
Levo-os comigo para qualquer caminho que siga...
E é à conta deles que a escolha de um caminho se torna tão dificil...
Sim, ao menos tenho outras opções...
Mas o caminho habitual,
aquele que as minhas pernas por instinto me levavam a seguir
começou a fechar-se...
As opções?
Racionais, de sonho, sentimento ou emoções...
Que raio...
Porque não podem estar todas no mesmo?
Seria tudo tão mais fácil...
Oh... Como me atiraria de cabeça! Não olharia a consequências!
Mas há coisas que infelizmente e dificilmente se podem misturar...
Há as opções do "Sei que por aí não vou" as quais nem me tento em olhar...
E por isso nem o an-dó-li-tá me atrevo a contar sob o risco de lá ir parar...
Segue o coração...
Sigo sim...
Mas o meu ou o dos outros?
E por assim pensar o caminho Racional surge-me em frente!
Segue os teus sonhos...
Sigo sim...
E se os meus sonhos interferirem com os sonhos dos outros?
Volto a rodopiar sobre mim e o caminho racional lá aparece...
Sentimentos e emoções?
Não os preciso de seguir...
Estão em mim...
Levo-os comigo para qualquer caminho que siga...
E é à conta deles que a escolha de um caminho se torna tão dificil...
20.6.07
Segundos
Há segundos que mudam uma vida
que mudam tudo aquilo que idealizei
Há segundos que me abrem os olhos
que durante tanto tempo quis que estivessem fechados...
Li não sei onde que a ignorancia é a felicidade...
Agora preferia fechar os olhos, voltar atrás umas horas e abri-los apenas um segundo depois do segundo que quero esquecer... Apenas e só porque hoje um segundo me bloqueia os meus sonhos...
Mas ao mesmo tempo sinto que o lembrar-me desse segundo me faria tão bem... Não hoje, que hoje incomoda-me, mas amanhã... o conhecimento ajuda-nos a defender...
Esqueço ou Não Esqueço?
Sonho ou Defendo-me?
que mudam tudo aquilo que idealizei
Há segundos que me abrem os olhos
que durante tanto tempo quis que estivessem fechados...
Li não sei onde que a ignorancia é a felicidade...
Agora preferia fechar os olhos, voltar atrás umas horas e abri-los apenas um segundo depois do segundo que quero esquecer... Apenas e só porque hoje um segundo me bloqueia os meus sonhos...
Mas ao mesmo tempo sinto que o lembrar-me desse segundo me faria tão bem... Não hoje, que hoje incomoda-me, mas amanhã... o conhecimento ajuda-nos a defender...
Esqueço ou Não Esqueço?
Sonho ou Defendo-me?
18.6.07
Quando...
Quando tudo digo
Quando tudo faço
Quando por aí ando, por aqui estou
Nesse quando...
tudo se acalma
Tudo acontece...
Quando me guardo
Quando me protego
Quando aqui fico e de mim esqueço...
Nesse quando...
perco-me
E tudo continua a acontecer....
Calma que acontece
frenesim que não desaparece
palavras que não se perdem
momentos que não se esquece
Quando tudo faço
Quando por aí ando, por aqui estou
Nesse quando...
tudo se acalma
Tudo acontece...
Quando me guardo
Quando me protego
Quando aqui fico e de mim esqueço...
Nesse quando...
perco-me
E tudo continua a acontecer....
Calma que acontece
frenesim que não desaparece
palavras que não se perdem
momentos que não se esquece
17.6.07
10.6.07
iNSomNia
Não consigo dormir...
Não consigo relaxar...
Até dos meus sonhos fujo de sonhar...
Mania a minha de sonhos inalcansáveis...
Tão complexos e rebuscados...
Deito-me, fecho a luz...
Fico na escuridão de olhos fechados...
Sonho acordada e sorrio...
Sonho acordada e cai-me uma lágrima...
Ligo a luz abro os olhos estremunhada...
Levanto-me e bebo um copo de água...
Vejo o tempo que falta para me levantar...
Olho para mim... estou levantada!
Teimo comigo e deito-me...
Olho para o relógio e fecho os olhos...
Penso... Penso e volto a pensar...
Se sonhar coisas banais, talvez consiga adormecer...
E começo a pensar nas coisas banais para me entreter...
E as banalidades são tantas que o cansaço acaba por vencer...
De manhãzinha?
Oh... Nessa altura os sonhos acabam por me sorrir...
E estico o relógio minuto a minuto e fico a curtir...
Raios! São 8:45!
Pic: Marlon E
Birdie
- Shiuu! Ouve mãe...
São os passarinhos a cantar, não é?
- Shiuu... são os passaruinhos a falar... ouve...
Estão a falar contigo?
- Sim... tão a pedir a minha ajuda... têm medo do avião...
Pic: StubbyFingers
7.6.07
Dia de Sol
Conversas de final de tarde entre mãe e filha, a caminho de casa:
- Oilha Mãe! tá dia!
- Bom dia, então!
- Nã mãe... tá dia!
- Pois, está dia porque o sol está acordado...
- E a lua a dormir!
- Sim, a lua acorda de noite para te sorrir...
- Oilha mãe, o Sol tá contenti!
- Pois está, e sabes porquê? Porque está feliz por te ver... Porque gosta de ti!
- Nã, nã... O sol nã gota de mim...
- Gosta pois...
- O sol gota de ti, de ti mãe.
3A5M
- Oilha Mãe! tá dia!
- Bom dia, então!
- Nã mãe... tá dia!
- Pois, está dia porque o sol está acordado...
- E a lua a dormir!
- Sim, a lua acorda de noite para te sorrir...
- Oilha mãe, o Sol tá contenti!
- Pois está, e sabes porquê? Porque está feliz por te ver... Porque gosta de ti!
- Nã, nã... O sol nã gota de mim...
- Gosta pois...
- O sol gota de ti, de ti mãe.
3A5M
5.6.07
;)
E agora dá-me para a timidez...
Sim, sou timida e então!?
No meio desta minha fantástica extroversão
a timidez por vezes arrebata-me por completo...
Posso animar toda uma sala, posso fazer as maiores maluqueiras
Mas há dias, há momentos em que o meu cantinho é o meu melhor amigo...
Estou lá, mas só me vê quem me conhece do avesso....
Estou lá, e só se aproxima quem eu deixo...
4.6.07
Parabéns PAI!
87 Anos!
87 anos em que preencheste a vida de tantos...
87 anos de vida vivida cheia de sorrisos e intensos momentos...
87 anos lindos de uma das pessoas mais lindas que me enche a minha vida.
És força, sorriso, amizade, cumplicidade, ternura e charme.
És uma das linhas fortes que me agarra, me força a ter coragem e me mostra que eu sou capaz.
Tu... acreditas em mim... estás sempre cá.
Adoro-te com A grande e daqui até lá...
Parabéns meu Pai!
Pic: nocordsnowires
3.6.07
Blog com Tomates

Well... fui nomeada. Confesso que fiquei um pouco sem saber o que fazer. Se ficar aqui escondida e quietinha, se postar ainda com mais afinco. Passados uns "tempinhos" em que fiquei escondida, quietinha e sem postar resolvi mexer-me. Fsssssst! Viste-me? Passei agora mesmo a correr para me esconder num outro buraquinho! Hi!Hi! Mas agora com estes meus risinhos incontroláveis de quem anda a fazer partidinhas inocentes, descobriste-me a careca... Ok! Fui apanhada... E assim passo a citar os meus nomeados com tomates cheios de sorrisos:
Gostava de ter nomeado o Crazy Moon Language mas por ser um dos seus participantes a ética não me permite. Mas aqui fica a vontade e um beijo enorme aos meus Selenitas predilectos.
30.5.07
He's got the whole world in his hands
Vinha a caminho de casa, depois de uma ida ao supermercado, sempre a olhar para os sacos de compras que tinha no banco ao lado. Um amarelo, outro azul, ambos com a indicação para reutilizar na separaração do lixo. Em cada um deles impresso o tipo de lixo a colocar. [sorrio]
Supermercados concorrentes que antes ofereciam dez sacos para colocar dez pacotes de arroz, agora vendem-os... Afinal era preciso só um...[sorrio]
As empresas começam a mostrar algumas preocupações ambientais, a pensar no amanhã...
Umas depois do anúncio publicitário avisam onde colocar as suas embalagens...
Umas dão dicas caseiras de poupança...
Mas há uma cujo anúncio me faz sentir com o mundo na minha mão, faz-me sentir e acreditar que cada um de nós pode fazer tanta diferença. Com uma música ingénua e deliciosa eternece-nos. Com uma voz doce de mãe relembra-nos aquilo que sabemos mas que pouco fazemos ou nos esquecemos... desligar luzes, usar lampadas economizadoras, desligar a tv pelo botão... He's got the whole word in his hands? We've got the whole wide world in our hands...
Já começo a sentir a mudança... a mudança de atitude, vontade e com isso encho-me de esperança...
Tenho visto menos lixo no chão, menos lixo fora dos contentores...
A minha filha já se preocupa ao chegar aos vários caixotes de lixo de casa. Quando tem dúvidas pára. Olha para trás e a apontar pergunta "É aqui?" [sorrio]
O circulo começa a fechar-se... mas juntos somos capazes...
Por um mundo melhor!
P.S.: Ao pesquisar o anúncio da Edp na web, encontrei-o aqui. Com ele encontrei o criador da nova versão da música de fundo - Nuno Malo - português a viver Los Angeles. Visitei-o no MySpace e fiquei maravilhada com Celestine Prophecy a qual ouvi e ouvi enquanto escrevi este post.
Supermercados concorrentes que antes ofereciam dez sacos para colocar dez pacotes de arroz, agora vendem-os... Afinal era preciso só um...[sorrio]
As empresas começam a mostrar algumas preocupações ambientais, a pensar no amanhã...
Umas depois do anúncio publicitário avisam onde colocar as suas embalagens...
Umas dão dicas caseiras de poupança...
Mas há uma cujo anúncio me faz sentir com o mundo na minha mão, faz-me sentir e acreditar que cada um de nós pode fazer tanta diferença. Com uma música ingénua e deliciosa eternece-nos. Com uma voz doce de mãe relembra-nos aquilo que sabemos mas que pouco fazemos ou nos esquecemos... desligar luzes, usar lampadas economizadoras, desligar a tv pelo botão... He's got the whole word in his hands? We've got the whole wide world in our hands...
Já começo a sentir a mudança... a mudança de atitude, vontade e com isso encho-me de esperança...
Tenho visto menos lixo no chão, menos lixo fora dos contentores...
A minha filha já se preocupa ao chegar aos vários caixotes de lixo de casa. Quando tem dúvidas pára. Olha para trás e a apontar pergunta "É aqui?" [sorrio]
O circulo começa a fechar-se... mas juntos somos capazes...
Por um mundo melhor!
P.S.: Ao pesquisar o anúncio da Edp na web, encontrei-o aqui. Com ele encontrei o criador da nova versão da música de fundo - Nuno Malo - português a viver Los Angeles. Visitei-o no MySpace e fiquei maravilhada com Celestine Prophecy a qual ouvi e ouvi enquanto escrevi este post.
28.5.07
Conversas preciosas
Tesouros? Tenhos muitos... [sorrio]Este? De 1898... [sorrio feliz]
O segundo senhor a contar da direita (o único sem chapéu, muito fashion de mão no bolso) o meu bizavô Luis, avô da minha mãe.
A primeira senhora a contar da direita, de porte alto e vestida de branco, a minha bizavó Isabel.
A pequenina? A irmã mais velha do meu avô, Margarida.
Sei que uma das senhoras mais velhinhas seria a minha trizavó Francisca M., para mim uma heroína pelas estórias que aos meus ouvidos chegaram e pela pesquisa genealógica que realizei. Penso que seja a segunda a contar da direita.
Local? Évora...
Não conheci nenhum. Quando nasci, já todos tinham falecido. Mas sabes uma coisa estranha? Um dia à noite, há pouco mais de um ano, sentada na mesma cadeira onde hoje me sento, está eu a mexer em assentos de nascimento da minha família e fiquei triste. Dei por mim a pensar que estava a remexer muito no passado e o que seria que eles sentiriam se me pudessem ver assim frenética e viciada na estória dos avós, bizavós, trizavós, tetravós, pentavós... Parei. E fiquei triste. Vidas já vividas que acabaram. Pessoas que, tal como nós, tiveram alegrias e tristezas, dificuldades e facilidades e que ajudaram a construir a família que hoje existe. Pensei... será que alguém um dia vai sentir o mesmo que eu senti quando descobrir dados sobre a minha família presente? Era bom... porque a tristeza que senti, não foi de pena, foi de saudades... foi de ternura por ver o amor que nos une desde há várias gerações.
Beijos preciosa!
27.5.07
Influenza
- Altamente influenciável - diziam-me na minha adolescência...
Pois não sou, nunca fui, apenas nas coisas em que acredito. E se o contágio é bom e eu acredito, porque não me influenciar? Penso naquilo em que me influenciei (engraçado... será que a palavra terá origem em Influenza, logo contágio? Se assim for somos todos influenciaveis e os mais puros os que correm mais riscos de serem contagiados...) e de facto influenciei-me muito principalmente em coisas banais, arriscadas e supérfluas. Em modas, manias, vicios e outras que tanto... De umas saí ilesa, de outras cresci e de outras aprendi com os erros. Hoje já não sou tanto assim...
Hoje apanho vicios vocabulários tremendos. Já passei pelo "É assim:", pelo "Estás a ver?", "Estás a entender?", pelo "Compreendes?", pelo "isso...", pelo "Pronto...", e continuo a tentar livrar-me dos "Então vá...", "Enfim..." e "Caramba!". Saio de um, entro num outro, e não acaba...
De resto pouco mais me influencia e apenas me deixo influenciar pelas pessoas que Aqui chegam, porque se Aqui chegaram significa que a sua opinião e todas as suas acções são importantes. Não me importo e confesso que gosto, porque pura e simplesmente sigo aqueles em quem acredito.
Hoje sou mais Eu do que era há dez anos atrás... Começo a distinguir aquilo que é meu daquilo que me pode influenciar e misturar-se com a minha essência... Mas ainda há dias em que me perco e procuro incessantemente o Meu caminho...
Ando à procura...
Pois não sou, nunca fui, apenas nas coisas em que acredito. E se o contágio é bom e eu acredito, porque não me influenciar? Penso naquilo em que me influenciei (engraçado... será que a palavra terá origem em Influenza, logo contágio? Se assim for somos todos influenciaveis e os mais puros os que correm mais riscos de serem contagiados...) e de facto influenciei-me muito principalmente em coisas banais, arriscadas e supérfluas. Em modas, manias, vicios e outras que tanto... De umas saí ilesa, de outras cresci e de outras aprendi com os erros. Hoje já não sou tanto assim...
Hoje apanho vicios vocabulários tremendos. Já passei pelo "É assim:", pelo "Estás a ver?", "Estás a entender?", pelo "Compreendes?", pelo "isso...", pelo "Pronto...", e continuo a tentar livrar-me dos "Então vá...", "Enfim..." e "Caramba!". Saio de um, entro num outro, e não acaba...
De resto pouco mais me influencia e apenas me deixo influenciar pelas pessoas que Aqui chegam, porque se Aqui chegaram significa que a sua opinião e todas as suas acções são importantes. Não me importo e confesso que gosto, porque pura e simplesmente sigo aqueles em quem acredito.
Hoje sou mais Eu do que era há dez anos atrás... Começo a distinguir aquilo que é meu daquilo que me pode influenciar e misturar-se com a minha essência... Mas ainda há dias em que me perco e procuro incessantemente o Meu caminho...
Ando à procura...
26.5.07
à La Minuta
24.5.07
Azedinha pequenina
Estava ali caída, perdida num canto.
Todos passavam e ninguém a via.
Era comprida, muito fininha e no topo era amarela.
As crianças que antigamente por ali passavam, com rapidez puxavam de uma como tantas iguais a ela e punham-na na boca.
Lembrava-se porque é que tinha de ser tão comprida, verdinha e com uma cabecita amarela.
Era uma animação... sempre que com as amigas avistavam uma criança, esticavam-se... esticavam-se para que a criança ao passar por elas colhesse a mais frondosa.
Quando o jardineiro aparecia encolhiam-se e afastavam-se umas das outras com a esperança que não as visse.
- Malditas ervas daninhas! - dizia ele - Parecem coelhos! Se ao menos fossem coelhos ainda os comia! - e enquanto praguejava, arrancava violentamente cada uma das suas amigas.
Triste vida a delas...
Um dia os meninos cresceram e deixaram de olhar para elas... E quando um ou outro se sentia tentado em uma agarrar, rapidamente outro dizia - Que porcaria! - e ela e as amigas que tanto se esticavam para algum as apanhar viam a esperança a desvanecer e os meninos a afastar.
Um belo dia uma delas arrebitou e gritou:
- Já sei! Temos de nos mudar! No meio dos montes, dos prados, das matas, das florestas alguém nos há-de ligar! Quem por lá passar não olhará decerto para nós como se fossemos uma porcaria. Quem por lá andar olhará para nós com olhos de criança, chamar-nos-à pelo nosso nome - Azedas, e nunca olhará para nós como uma erva daninha.
Instalou-se a revolução e uma enorme onda de alegria. Mas de repente o silêncio tomou conta do espaço... Nunca poderiam sair dali... A não ser que uma criança as colhesse ou o jardineiro as arrancasse.
Uma atrás de outra foram desaparecendo. Umas com sorte terminaram nas mãos de uma criança, outras no entanto perdidas e arrancadas pelo jardineiro.
E agora ali, sozinha num canto, com todos a passarem sem a ver, pede ao jardineiro que a venha colher... Não, não desistiu... Mas a solidão e o desprezo que rodam à sua volta não a tornam apetitosa e não estando apetitosa nenhum menino a irá colher...
Sente um vulto a aproximar-se e a tremer começa a encolher-se "Ai... ééé...o jardineiro...". Espreitou recatada para cima e viu um homem grande, bem vestido a olhar para ela. Olhou, olhou e não tirava os olhos dela. Até que se baixou e tocou-lhe nas folhas amarelas. - Uma azeda aqui? No meio da cidade? - murmurou ao mesmo tempo que sorriu. Nesse momento a pequena azeda viu um menino grande. Sorriu e com todo o seu esplendor esticou-se e o menino grande colheu-a.
Todos passavam e ninguém a via.
Era comprida, muito fininha e no topo era amarela.
As crianças que antigamente por ali passavam, com rapidez puxavam de uma como tantas iguais a ela e punham-na na boca.
Lembrava-se porque é que tinha de ser tão comprida, verdinha e com uma cabecita amarela.
Era uma animação... sempre que com as amigas avistavam uma criança, esticavam-se... esticavam-se para que a criança ao passar por elas colhesse a mais frondosa.
Quando o jardineiro aparecia encolhiam-se e afastavam-se umas das outras com a esperança que não as visse.
- Malditas ervas daninhas! - dizia ele - Parecem coelhos! Se ao menos fossem coelhos ainda os comia! - e enquanto praguejava, arrancava violentamente cada uma das suas amigas.
Triste vida a delas...
Um dia os meninos cresceram e deixaram de olhar para elas... E quando um ou outro se sentia tentado em uma agarrar, rapidamente outro dizia - Que porcaria! - e ela e as amigas que tanto se esticavam para algum as apanhar viam a esperança a desvanecer e os meninos a afastar.
Um belo dia uma delas arrebitou e gritou:
- Já sei! Temos de nos mudar! No meio dos montes, dos prados, das matas, das florestas alguém nos há-de ligar! Quem por lá passar não olhará decerto para nós como se fossemos uma porcaria. Quem por lá andar olhará para nós com olhos de criança, chamar-nos-à pelo nosso nome - Azedas, e nunca olhará para nós como uma erva daninha.
Instalou-se a revolução e uma enorme onda de alegria. Mas de repente o silêncio tomou conta do espaço... Nunca poderiam sair dali... A não ser que uma criança as colhesse ou o jardineiro as arrancasse.
Uma atrás de outra foram desaparecendo. Umas com sorte terminaram nas mãos de uma criança, outras no entanto perdidas e arrancadas pelo jardineiro.
E agora ali, sozinha num canto, com todos a passarem sem a ver, pede ao jardineiro que a venha colher... Não, não desistiu... Mas a solidão e o desprezo que rodam à sua volta não a tornam apetitosa e não estando apetitosa nenhum menino a irá colher...
Sente um vulto a aproximar-se e a tremer começa a encolher-se "Ai... ééé...o jardineiro...". Espreitou recatada para cima e viu um homem grande, bem vestido a olhar para ela. Olhou, olhou e não tirava os olhos dela. Até que se baixou e tocou-lhe nas folhas amarelas. - Uma azeda aqui? No meio da cidade? - murmurou ao mesmo tempo que sorriu. Nesse momento a pequena azeda viu um menino grande. Sorriu e com todo o seu esplendor esticou-se e o menino grande colheu-a.
23.5.07
Protectores de Marta
Porque existem pessoas assim...
Que não desistem de qualquer ser...
Porque não pedem qualquer prémio
Apenas não desistem de ajudar
Pelos olhos cheios de brilho
do desespero que se tornou em felicidade
e em alegria por existirem pessoas assim
que se entregam de livre e espontânea vontade
Sorrio com o meu sorriso mais rasgado!
Para Egas e Pinguinhas
Que não desistem de qualquer ser...
Porque não pedem qualquer prémio
Apenas não desistem de ajudar
Pelos olhos cheios de brilho
do desespero que se tornou em felicidade
e em alegria por existirem pessoas assim
que se entregam de livre e espontânea vontade
Sorrio com o meu sorriso mais rasgado!
Para Egas e Pinguinhas
22.5.07
Dias sentimento

Silêncios de cortar à faca
Palavras por dizer
Esperas sem Sentido
Sentidos a ferver
Quebra-se o tempo
Rompem-se os momentos
E os Sentimentos?
Esquece...
Ninguém sente o que sinto
Não sinto o que alguém sente
O que eu sinto ninguém compreende
Não compreendo o ser diferente...
Esforço-me por ser igual...
igual às demais gentes...
Quando o consigo - Sou racional!
Mas...
e os meus sentimentos?
tornam-me desigual...
lamechas, emotiva e carente...
Todos os dias tento compreender que os sentidos dos outros são diferentes...
Tento não me ferir com os meus sentimentos desiguais aos de tanta gente...
Nos dias racionais, frios e de sorriso omnipresente nada me atinge, nada me fere...
Nos dias sentimento tanto me doí como me enche...
Gosto dos dias sentimento...
Que me enchem quando os meus sentimentos preenchem os dias sentimento de outra gente...
Não gosto dos dias sentimento...
Que me ferem, frustam e me tornam inócua ao sentir que os meus sentimentos são diferentes de tanta a gente...
Acolhe-me e protege-me o racional...
Mas quando caio em mim...
Sinto-me TÃO pobre...
Pic: rouillerouge
21.5.07
Fragmentos de uma vida que não minha
"Ah... Bons tempos esses! Lembro-me como se fosse hoje... Fazia um farnel, enrolava uma camisola, metia tudo numa mochila e fazia-me ao caminho. Já nem me lembro com quem ía, tudo homens decerto... E lá partíamos de Lisboa rumo à Arrábida. Poucos carros havia e a ponte Salazar, hoje 25 de Abril, nem existia. Íamos a pé até ao cais e apanhávamos o barco. Ao atravessarmos o Tejo víamos golfinhos até que chegavamos à outra margem. Como íamos até à Arrábida? A pé e à boleia em carroças... O caminho era a maior aventura, o prémio da aventura? A paisagem... País diferente este em que vivemos... Se fui preso? Oh! tantas vezes! Não sei quantas vezes fui parar à esquadra do Campo Grande... por jogar à bola nos jardins... o maior castigo era ficar sem a bola... Mas onde é que eu ía? Já me perdi... Lembro-me mais da minha infância hoje com oitenta e seis anos do que comi hoje ao almoço... Afinal, o que é que comi mesmo?"
Fragmentos de conversas que tive com o meu pai
Fragmentos de conversas que tive com o meu pai
17.5.07
Tentar
Entre sms's e carinho de um anjo, trocadilhos de melanina, múltiplas palavras extremamente polidas sinónimas de algumas brejeirices, tiradas de mestre muito sem sabor, piadas sem piada que da não piada fazem rir, alheamentos radicais de tudo o que não me faz sorrir, kilometros de trabalho que me afastam dos meus receios, músicas doces e meigas com sabor e muitos beijos...
Estou a tentar relaxar e a não me preocupar
Estou a tentar relaxar e a não me preocupar
16.5.07
Ei...
Ei! Estás aí?
Abraça-me com força e diz-me que tudo vai melhorar
Hoje sinto-me a definhar...
Diz-me - E então?! - para acreditar...
Ei! Estás aí?
Fala com os teus anjinhos e pede-lhes para me ajudar
Hoje o meu coração dói, parece rebentar...
Diz-me - Deixa fluir... - para me aguentar...
Ei! Estás aí?
Ouve-me em silêncio e deixa-me chorar
Hoje as lágrimas teimam em não cair
Diz-me - Deita cá para fora... - para me agarrar...
Ei! Estás aí?
Vem ter comigo... preciso tanto de desabafar
Hoje o peito sufoca-me, tira-me o ar...
Diz-me - Adoro-te amiga - para me encontrar
Ei! Estás aí?
Diz-me que sou boa pessoa, que sou espectacular
O meu amor próprio anda-se a descuidar
Diz-me coisas bonitas para me alegrar...
Ei! Preciso chorar...
Sinto-me a não aguentar
Abraça-me com força e diz-me que tudo vai melhorar
Hoje sinto-me a definhar...
Diz-me - E então?! - para acreditar...
Ei! Estás aí?
Fala com os teus anjinhos e pede-lhes para me ajudar
Hoje o meu coração dói, parece rebentar...
Diz-me - Deixa fluir... - para me aguentar...
Ei! Estás aí?
Ouve-me em silêncio e deixa-me chorar
Hoje as lágrimas teimam em não cair
Diz-me - Deita cá para fora... - para me agarrar...
Ei! Estás aí?
Vem ter comigo... preciso tanto de desabafar
Hoje o peito sufoca-me, tira-me o ar...
Diz-me - Adoro-te amiga - para me encontrar
Ei! Estás aí?
Diz-me que sou boa pessoa, que sou espectacular
O meu amor próprio anda-se a descuidar
Diz-me coisas bonitas para me alegrar...
Ei! Preciso chorar...
Sinto-me a não aguentar
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