18.9.07
Intenso é a palavra
pensar apenas em deixar-me levar
É raciocinar para não sentir
afinal o hoje é o ontem de amanhã
E assim que a poeira assentar
deixar que o sentir tome o seu lugar
17.9.07
Colégio
Os olhos inundaram-se de lágrimas e a voz começou a sair tremida de tanta emoção.
Desde a alegria em chegar ao novo colégio da pequena lua, ao saudosismo de pensar que já foi o meu. Desde a chegada ao parque dos mais pequeninos, com música ensaiada onde, no outro lado, do lado do campo de futebol, os mais crescidos chegavam felizes uns atrás dos outros e a sentavam-se de "perninhas à chinês" e começavam a fazer coreografias com as mãos e com os braços. Pareciam anjinhos com aquelas mãos de criança a abanar e aquele jeito meio doce de trapalhão a balançar. Nos meninos mais crescidos não vi uma única lágrima, mas sim uma enorme alegria por voltar ao Colégio para mais um ano, mais crescidos e para rever os amigos. Tal e qual como eu me lembro. A pequena princesa largou logo a minha mão e foi de imediato balouçar-se freneticamente nos cavalos de baloiço. Completamente alucinada! A reunião dos pequeninos por parte das auxiliares e educadora começou a organizar-se e a minha pequenina ao aperceber-se tocou-me na perna e disse "Mãe... fica só mais cinco minutos...". Não pude evitar o sorriso. Não é que ela saiba o que são cinco minutos, mas sabe o tempo que demoram os meus "mais cinco minutos" para me levantar todas as manhãs. Lá seguiram os meninos para a sala, todos de mãos dadas com a educadora e auxiliares e a minha pequena comigo e com o pai de cada lado. "Não quero ficar aqui sem ti" dizia ela, "quero brincar contigo e com o pai....". Respondi-lhe que a íamos buscar e disse-lhe para ir ver o peixinho no aquário que se encontrava dentro da sala. Não se moveu e continuou a choramingar baixinho. Quando lhe disse "Olha vai ali para a sala para a mãe te tirar uma fotografia com os meninos" lá seguiu e não mais olhou para trás. Tirei a fotografia que me descansou... Num canto a grande maioria dos meninos já alinhados com a ajuda das auxiliares, num outro canto outro menino a olhar para a janela à procura dos pais e em grande plano um abraço ternurento da educadora à minha pequena lua. A ternura e carinho da educadora e a entrega em busca de mimo, abraçada e de pernas entortadas da minha linda princesa. Saí descansada, mas de tal forma emocionada que quando cheguei ao carro, o botão de descompressão activou-se e fiquei lavada em lágrimas.
Perguntei-me várias vezes ao longo do dia como seria que ela estava. E a sensatez descansava-me. Só me faltou contar os minutos para a ir buscar.
E fomos buscá-la e lá estava ela entertida a brincar com legos e a chamar à atenção da educadora para ver a sua obra de arte "Olha.... vês?". Portou-se bem, dormiu a sesta e comeu. Ao lanche lá conseguiu explicar o que era pão bom e lá lhe deram um pão seco, sem qualquer unguento ou acessório. "Bebeu três copos de leite" disse ela! Fez um relato delicioso e detalhado de alguns acontecimentos. Disse que brincou com os bébés. Perguntei-lhe "com quem?" e ela respondeu com a "nova amiga do colégio novo!". Falou da educadora e disse que é amiga dela. Falou dos três escorregas e por fim ao olhar para o canto do olho dela e ao ver que tinha uma nódoa negra perguntei-lhe o que tinha acontecido. Ela que passa a vida a queixar-se dos seus doidois respondeu "ahhh... foi um bébé mais piquinino que bateu em mim...". "Foi sem querer?", perguntei-lhe eu, "foi... ele é pequinino... eu sou grandi...". Sim, de facto ela é a mais alta de todos os pequeninos, mas ainda é o meu bébé...
Estou feliz, por ver que ela está bem.
Espero que seja tão ou mais feliz que eu no nosso colégio.
16.9.07
Plágio
Pergunto-me? Quem o faz, o que sente?
É que é tão fácil escrever o que se sente...
"Ao toque do amor qualquer um vira poeta", dizia Platão.
Afinal, o que é que nos une a todos, o que nos torna em um?
É universal...
Amor Love влюбленность Amore αγάπη Liebe amour liefde
Prolongamento de ti
Gosto de falar, gosto de contar estórias e sobretudo relembrar.
A tua neta diz "Quando eu era pequinina eu comi muitas gelatinas" eu digo "Quando eu era pequenina brinquei muito e fui muito feliz. É por isso que hoje, um pouco mais crescidinha continuo a brincar". Falo, conto e relembro para nunca me esquecer do que é importante.
Continuo a errar todos os dias da minha vida. Continuo a tropeçar e a levantar. Não sei qual o meu objectivo principal, mas estou cá e deixo-me andar.
Sim...
Depois de muitas guerras interiores começo a acreditar que uma mão me assenta ao de leve no ombro e não me deixa nunca desistir. Uma mão que não me agride, não me obriga e não me recrimina. Uma mão que por vezes se torna em duas e depois em braços e me abriga nos momentos mais devastadores. Uma mão que me dá toques ao de leve no braço como se a dizer "tem calma". Uma mão que com dedos longos e elegantes me enxuga as malditas lágrimas que por vezes me deixam de rastos. Nunca me caiu uma lágrima de tristeza. Apenas de desespero, de incompreensão, de amor próprio ferido, de nervos e de felicidade. Não me posso queixar.
Acredito que algo me leva daqui para ali. Acredito que algo me protege. Acredito que alguém olha por mim.
E acredito em ti, aqui ou lá. Porque o teu lá estará sempre aqui, sempre que falar, contar e relembrar. Quando sorrir e sempre que para mim olhar.
Entretanto deixa-te ficar para te abraçar
Beijos Papi
Ler para descansar
[é bom estipular poucos e simples objectivos e deixar o resto rolar]
15.9.07
13.9.07
Amor à camisola
11.9.07
Há dias assim...
Óbidos
Estranho como os nossos olhos vêem de forma diferente à medida que o tempo passa. Em pequena fui a Óbidos, lembro-me de sentir que tinha gostado, mas nada havia fixado.Hoje venho encantada. Mistura tudo aquilo que gosto. O antigo, o romantismo, a simplicidade, os grandes casarios. Daqueles sitios que me fazem sentir verdadeiramente em casa, aconchegada e em paz. Provavelmente um dos melhores locais para uma escapadinha de princesa.
6.9.07
Pequeno, muito pequeno intervalo :P
Estou fora mas nem por isso. Escrever o que penso o que me percorre tornou-se num hábito dificil de deixar. Já nem é tanto o vicio de ir à internet fazer pagamentos, consultar o email... é mesmo o vicio de escrever. Bem que ando com o meu Moleskine às costas para anotar tudo aquilo que me surge... mas não é a mesma coisa. Aqui as palavras fluem e parece que não fiz mais nada na vida do que escrever. Vamos às anotações do Moleskine: "Escreva o que lhe digo. Daqui a seis anos nada do que hoje vê, do que hoje conhece, existirá". Ora bem! [pigarreio] E se for? Não penso nisso. Farta de desânimo e pessimismo estou eu. E se todos pensarmos assim, até poderá ser uma realidade. Prefiro olhar para a minha pequena princesa [que está encantadora] e acreditar. Até posso ver as coisas menos boas, mas esforço-me todos os dias para fixar as encantadoras. Aquelas pelas quais vale a pena cá estar. E é assim... É com olhos de sonho, olhos de acreditar que a vida tem que se levar. Se assim não for, para que é que servimos? O que é que cá estamos a fazer? Fazemos todos parte de um todo que constantemente se tenta equilibrar, e para isso tem sempre de existir o menos bom e o menos mau. Fico-me pelo bom com olhos de sonhadora. Como ainda há pouco... Num rewind de entrevistas do hoje falecido Luciano Pavarotti "O mundo actual precisa de coisas boas, positivas" ou "Nunca ajudarei um adulto, sem antes ajudar as crianças. As crianças sofrem com a estupidez dos adultos de hoje, são elas as mais prejudicadas com as guerras". Estou um pouco farta de pessimismo. Começo a olhar em volta e vejo como podemos ser mesquinhos, muitas das vezes sem o sabermos... apenas porque gostamos de falar [demais] e sermos sempre os últimos a falar. E falando em momentos bons, nada melhor do que conversas com crianças de 3 anos de idade. Ontem, no quarto, num silêncio de noite, começo a ouvir um restolhar de lençois, um sacudir de panos... abro a luz, a pequena Lua irritada com o diacho de uma mosca... Olha para nós "A moxca nã vaí para a casa dela!!" Demos por resolvido o assunto [da pior forma para a mosca] e voltámo-nos a deitar. Voltei aos meus 5 anos... No meio do silêncio, barulhos! E começámos, eu e a pequena Lua, em competição de barulhos. Ora de moscas, ora de roncos, ora assobios, ora zumbidos... tudo com muitos silêncios pelo meio e muitas gargalhadinhas abafadas na almofada. Tivemos que parar... "És pior que ela... Deixa-a dormir..." [Desmancha prazeres!] :P Beijos! Vou para a beira da piscina dourar! |
1.9.07
Fases - reações opostas
A primeira?
Sair do comodismo caseiro para o infantário aos quatro meses. E o que custou! [Mais para mim do que para ela].
A segunda?
Hoje... O último dia de infantário para daqui a umas semanas estar a entrar num novo colégio.
Estou contente pela próxima entrada, mas estou triste pela saída.
Hoje...
Os meus olhos começaram a pestanejar e a lagrimejar por duas vezes, como da primeira vez que saí de casa para deixar a criança no infantário.
Hoje ao ver os olhos da educadora mais meiga da minha princesa, o meu corpo tremeu.
Envergonhada com os meus olhos envergonhados de lágrimas prontas a cair, abracei-a e disse-lhe com a voz a falhar "Obrigada por todo o carinho..." e tive de sair...
Nunca, mas nunca tive problemas em mudar de escolas, de meios... nunca!
Nunca fiquei triste ao ponto de numa saída me cair uma lágrima...
Sempre soube que se ia mudar, nunca seria para pior e que ia-me adaptar.
E de facto sempre me adaptei e por sinal, quase sempre muito bem.
Se não gostava? Era uma fase que iria passar...
Sei que se mudar de emprego [é como uma escola... é uma fase], por muito triste que fique consigo ver sempre na altura que o amanhã é uma nova possibilidade, e o sorriso inunda-me a face...
Mas porque é que sendo assim comigo, me torno no oposto quanto a acção se roda em torno da minha pequena Lua?
28.8.07
Ei...
Agarras-me pela cintura
Pegas na minha mão
Os olhos a cair ternamente
Balançamos timidamente
Mais perto, encostamo-nos um ao outro
Sempre com o olhar a sul, perdido
Os teus dedos dedilham os meus
A tua mão escorrega e envolve-me
E aproximamo-nos mais…
Os nossos joelhos tocam-se
Os nossos olhos cruzam-se
O nosso cheiro mistura-se
O tempo parece que se esquece
E cheios de confiança…
Os passos tornam-se firmes
Deixam de ser ensaiados
Fundimo-nos e fluímos
Num único passo de dança
Corro
26.8.07
Eurovisão...

25.8.07
Sei ou não sei
Ainda há pouco me lembrei
Mas agora esqueci...
Sei que tinha uma ideia
Sei que me ia entreter com qualquer coisa
Sei que não era importante
Mas sei que queria
Não sei...
Ainda há pouco me recordei
Mas já me esqueci...
Sei que o importante está Aqui
Sei que daquilo que vale a pena
Sei que daquilo que me enche
Nunca esqueci
Chuva miudinha
22.8.07
Has she forgotten?
when did i wake
into this dream
i must have been the only person in the world
who didn't know who she was
but my world would never be the same again
- drive!
when she came int my life
- it's beautiful up here! everything seems so peaceful!
who are you?
- i'm a dancer! i love to dance!
didn't matter... i knew who she was... to me...
Come away with me...
- I love you...
(you must be there tomorrow)
- I don't care about tomorrow...
It's the right thing to do...
- No one can steal our dream... no one...
- Goodbye!
And then she was gone...
Has she forgotten?
i know...
i will not
her kiss
her smile
her perfume
Sem palavras...
21.8.07
Fifuíciu
Pequena Lua - Sim... sujou o dedo!
Avó - Então já podes ir para o estrangeiro!
Pequena Lua - Não podi não, só na semana!
(ainda não tem o BI pronto)
Pequena Lua - Mãe... eu era pequenina, o vô comia na cozinha da vó.
(há oito meses atrás o avô ainda almoçava conosco)
Pequena Lua - Vó... o vô tá no hespitali?
(sempre que chega a casa dos avós e o avô está no wc)
Pequena Lua - Mãe, tás a beberi leiti com chocouati?
Eu - Sim...
Pequena Lua - Também bem quero leiti... Quero leiti bom
(leite bom é leite simples e morno, como ela gosta)
Pequena Lua - Mãe... tás a papar pão com mateiga?
Eu - Sim...
Pequena Lua - Também quer... quero pão bom...
(pão bom é pão completamente seco sem nada a barrá-lo, como ela gosta)
E é tudo tão simples, excepto a palavra dificil que é verdadeiramente dificil de pronunciar:
Fifuíciu!
3A8M
20.8.07
O meu Umbigo
Orelhas pequenas e duras como pedra... 19.8.07
Xô Trash!

18.8.07
Something Pretty ou a Conversas de Mim

16.8.07
Fotografia

A princesa foi tirar o seu primeiro BI. Sorriu para a foto, sujou o dedo e mede 1 metro e 3 centimetros! Está tão crescida!
Upgrade de máquina fotográfica digital! Se a outra, deficiente, já conseguia surpreender e fazer maravilhas, esta vai bater todos os Pontos! Herdei a mania de Máquina Fotográfica em punho do meu pai, mas tenho a sorte de não gastar tanto em rolos como ele o fazia. Gasta-se noutras coisas... Fazendo as contas ao que ele gastou em magníficas máquinas fotográficas profissionais, slides, rolos, filtros, tripés, lentes e objectivas, máquinas de visualização de slides, caixas para slides e impressões de fotografias, chego à conclusão que por muitas fotografias que tire (a vergonha... 14000 em três anos) nunca lhe vou chegar aos calcanhares!
"En la distancia te puedo ver Cuando tus fotos me siento a ver En las estrellas tus ojos ver Cuando tus fotos me siento a ver Cada vez que te busco te vas Cada vez que te llamo no estas Es por eso que debo decir que tu solo en mis fotos estas" (Nelly Furtado e Juanes)
Pic: porcelain-cat
15.8.07
Férias


