8.4.09
Trilhas..
Depois Spectacular, Spectacular!!!! empolgante, infernizante, o frenesim... com a quebra repentina e momentaneamente ridicula de "It's a little bit funny,This feeling inside..."
(lá está, o "grande" Elton John :P)
E de repente... "Never new I could feel like these..." a ecoarem pelos ouvidos vindo dos meus headphones (Sennheiser) que devem ser feitos a ouro... Porque parece, apenas parece, que as paredes da sala desabam e o som vem da terra, do ceu, do ar, do mar, de todo o lado, relembrando um longinquo momento nunca perdido no tempo e tão precioso como se fosse agora.
Todas as vidas têm uma banda sonora, com músicas de esperança, de alegria, de desapego, de tristeza, melodrama, de adrenalina...
... de amor
Todas as bandas sonoras se cruzam com a banda sonora de alguém...
... por amor
A mais bela banda sonora é aquela que na sua grande parte é compartilhada com alguém...
... com amor
6.4.09
E viveram felizes para sempre...
Enquanto para dentro falo “espera… há-de chegar o momento em que compreenderá o que digo”, enquanto repito para mim “não vale a pena falar enquanto não quiser ouvir”, calo-me, mas continuo triste.
Sei que uns quantos devem achar que sou meio louca, mas enquanto esses poucos quantos forem distantes, não me aflijo.
Aflige-me ver que poderia ajudar quem gosto se baixasse as barreiras do politicamente correcto, do socialmente aceite e da formatação humana intransigente. Resumindo… Se ouvisse o e com o coração.
Cansa-me o rancor e a raiva tomada como própria sendo de outros. Principalmente quando quem poderia ter o direito de o sentir, não o sente.
Preocupa-me a vontade de ficar parada no tempo, sem exigências próprias por demais, num terreno aceitável e tomado como confortável apenas e só porque assim se decidiu, anulando quaisquer sonhos de infância e juvenis.
Preocupa-me a anulação de um espírito nascido romântico numa mente fria, por medo de ficar sozinha.
Cansam-me as vozes que só se ouvem a si mesmas, que atropelam as outras, que não aceitam outra e qualquer opinião que não a sua e que, principalmente, não se escutam, mentindo em palavras contra todos os seus sonhos.
Cansa-me e afasta-me…
Gostava de lhe dizer que mesmo no meio da minha caminhada cheia de obstáculos, me sinto viva, que amo, que ainda sou menina, que me sinto mulher. Gostava de lhe dizer que não tenho rancor de nada nem de ninguém, que mesmo com um ou outro grande desafio pela frente, me sinto feliz, porque AMO. Gostava de lhe dizer que me sinto bem, porque ACREDITO. Mas hoje e num futuro breve sei que estas palavras seriam ouvidas e respondidas com um “Está bem abelha…”. Não quero que sintas rancor por quem me fere, quando eu própria não o sinto.
Por isso fica escrito, porque a adoro, porque me dói não lhe poder dizer o que sinto, me dói não lhe poder mostrar um pouco do nosso admirável mundo, porque não o quer ver…
Sei que não és assídua do meu blogue… quando o vieres visitar, quem sabe, é porque precisas. E se precisares mesmo, tenho a certeza que encontrarás este post.
Para ti que te adoro e para quem desejo a concretização do maior conto de fadas, um grande beijinho… e o acreditar no “E viveram felizes para sempre…”.
5.4.09
SKY
4.4.09
Smile
Don’t forget the past
Look forward
SMILE!!!!
Copy Smile from past
Paste special without format
So you don’t forget
You may not Smile today
But your smile, your laugh
Will live in my heart always
1.4.09
Aquele Inverno
Excerto de "Aquele Inverno" - Delfins/Resistência
30.3.09
palavras
Se for essa a única forma de ouvires
Então escrevo...
E escreverei até que uma palavra
uma frase, ecoe dentro de ti
E te lembre de despertar
desse pesadelo que teimas
insistes em não abandonar
Se por aqui conseguires ter um dislumbre
daquilo que escondes por receio de assumir
daquilo que foges por não querer sentir
Então escrevo...
E escreverei mesmo que me doa
mesmo que sinta que nunca irás ouvir
Porque acredito...
Teimo em acreditar...
que todos os corações pedra
um dia quebram...
e quando se partem
deixam à vista
o seu núcleo
que ainda bate
mostrando
ao mundo
o melhor de si
Coloca carapaças, máscaras, massas,
se isso servir para te proteger...
Mas permite a possibilidade da quebra
mesmo que te traga alguma dor
Se procuras conforto
É em ti, no teu centro
que está o maior calor
Feeling Blue
Melancólica, aparentemente triste
Ouvindo pelos headphones músicas imponentes e tristes
Digo Triste, sem tristeza
sem qualquer mágoa
sem qualquer rancor
A palavra triste deixou de ter há já algum tempo
Para mim…
Uma conotação triste
Tristeza…
Os artistas de Jazz chamam-lhe de blues
Azul é calma
Reencontro com sentimentos escondidos
A descoberta da alma…
Azul é planar…
Numa doce e elegante viagem
Atravessando vários estratos de céu
vários estádios de emoções
Olhando de tão alto…
Vendo com olhos de falcões…
O mundo lá em baixo
Somos nós…
E o falcão apenas foca as presas
Os lugares escondidos dos nossos corações
Gosto de ficar por momentos assim…
Blue…
Porque no meu blue sorrio para dentro…
Encontro a minha caixinha de emoções…
Acarinho os momentos doces
Reencontro recortes quase perfeitos
Do meu álbum de imagens e memórias
Impossíveis de encontrar no exterior
Feeling Blue é aconchegante
E mais aconchegante o é por sentir que em mim
na minha, intitulada por outros tristeza,
me encontro, me acalmo
e abro os olhos
com umas novas lentes
(há um ano quando começava a aperceber-me que a partida do meu pai estava para breve, ouvia enquanto escrevia os meus posts algumas músicas continuamente – Darcy’s Letter, Liz on top of the world, Stars and ButterFlies, That next place, Freedom The Execution BannockBurn. No sábado em que senti ser a última vez que veria o meu pai sentei-me à frente do computador coloquei em modo repeat a música ‘Freedom The Excecution BannockBurn e fiquei quase duas horas a olhar para o computador e apenas consegui escrever uma frase (Amo-te muito meu Pai). No dia seguinte soube que falecera e por alguns dias não ouvi música, não escrevi. Passada uma semana comprei o cd dos portugueses “Classificados” e durante um mês e caso raro, esse cd tocou ininterruptamente no meu carro. Eram as únicas músicas que conseguia ouvir. Não tinha tempo, nem me permitiam estar triste. Dei-me esse tempo até estar preparada para me sentir. Quando voltei a ouvir as músicas que me acompanharam durante os meus momentos tristes e de interrogação, ao invés de me deitarem deste pedestal abaixo, aconchegaram-me o coração, fizeram-me olhar para dentro, encontrar-me e aos meus. Hoje escrevo ao som de Darcy’s Letter e voo… São as nossas músicas… O nosso encontro longe dos olhos dos outros… Um lugar que ninguém invade… que é puro… que é meu e teu… e acalmo, sorrio, vejo o brilho e encaro o amanhã não como mais um dia, mas como um presente nosso para viver um amanhã pleno de bagagem interior, de recordações, aprendizagens e emoções. Um presente dos céus)
28.3.09
As palavras que nunca te direi
Por falta de ocasião...
Por as nossas vidas nunca se terem cruzado...
Gostava de invadir a tua casa e dizer-te:
"Anda, não me conheces, mas vim buscar-te para passearmos ao sol"
Sei que não me acharias uma ameaça e que nos meus olhos encontrarias vontade e quem sabe forças para sair de casa.
Gostava de te dizer a peça importante que és no teu nucleo fechado e alargado
Sei que vindo de mim, um ser estranho, essas palavras seriam de uma força gigante
Gostava de te dizer que o teu pequeno anjo nunca estará sozinho
E sem saber como nem porquê, sei que hoje acreditas nisso
Gostava de te dizer que é tudo tão maior do que aquilo que reconhecemos
E tu, anuirias com a cabeça em sinal de compreensão
Gostava de te dizer que nenhuma luta por amor é em vão
E tu, aí bem dentro, sabes do que falo e das guerras que continuas a vencer mesmo quando te sentes fora de mão...
Sei que acreditas, que acreditas em algo maior.
Uns acreditam em salvação fisica, uns nem isso.
Tu acreditas nos dois, porque tanto um como outro são PAZ, AMOR e LUZ.
Que grande que tu és...
Que admiração que provocas...
Em mim, mesmo não te conhecendo estarás sempre presente, como um exemplo de força, garra e crescimento.
Tens o nome que darei a um segundo filho se for menina, o nome da minha avó.
E sim...
Não digas nada...
Eu prometo que acompanho, que vou estar sempre à mão, de coração.
Imagina uma viagem de avião

(como a receber-nos num meio que não é nosso)
A procura do nosso lugar
(como a procurar o nosso caminho)
A desilusão por ficarmos junto à janela, mas por cima da asa
(a primeira desilusão por não nos ser permitido ver um pouco do nosso caminho)
O encaixar a bagagem de mão no compartimento mesmo em cima
(a tentativa de na organização encontrarmos a nossa pequena segurança)
Sentados, sem vista do caminho, revistas e jornais enfiadas no bolso do banco
(a necessidade de distracção, leva-nos ao conhecimento imposto e por vezes irreal, a definição exacta do termo distracção)
Sentados a observar pelo canto do olho a arrumação dos passageiros tardios
(a sensação de cumplicidade com pessoas diferentes que por algum motivo, se calhar até parecido, partilham o mesmo caminho)
A espera pela organização da tripulação
(porque há sempre alguém que nos guia, apoia, aconchega e nos satisfaz as nossas necessidades básicas ao longo de uma viagem)
A apresentação em vários idiomas do piloto do avião
(porque É sempre o mesmo que nos guia, e nós temos várias religiões, crenças e interpretações)
A breve formação exageradamente gesticulada dos cuidados e regras de voo
(tópicos de livros seculares que muito resumidos se tornam aceites por todos, com adequação à máquina de voo. Só nos levantamos e apertamos o cinto quando quem nos guia o permitir)
O arranque dos motores…
(o - É agora…)
O endireitar a cadeira e a ligeira tensão do avançar do avião cada vez mais rápido
(a fé no guia, a esperança do destino, o receio da partida, a dificuldade de desprender do chão – a nossa segurança)
A turbulência do avião a largar o chão
(a adrenalina e em breves segundos a plena ausência de pensamentos que normalmente nos parecem dramáticos)
A desaceleração e a sensação do avião a planar ao mesmo tempo que recolhe as rodas
(a confirmação de confiança no Guia, o começo do relaxamento, a volta dos pensamentos não dramáticos – ficaram em terra -, dos pensamentos de curtir este tempo, esta viagem, sonhando com a previsão de momentos no local de destino)
O sinal sonoro de desapertar cintos, o começo do rodopio para as minúsculas casas de banho
(após o aperto, as primeiras escolhas humanas são a satisfação das suas necessidades fisiológicas)
Ao mesmo tempo que o sinal de desapertar os cintos soa, as cortinas da primeira classe fecham-se
(quando aperta o cerco todos somos iguais, assim que a crise desaparece começam as diferenças)
O vizinho do lado não atento à breve formação pergunta – Quando servem a refeição?
(a ‘outra’ necessidade acorda e mesmo prevendo que o snack ou refeição não sejam nada por demais, a necessidade de aconchego físico aumentam a ansiedade)
Começa o baixar das improvisadas mesas e aguardando pacientemente a nossa vez, entregam-nos com um sorriso a bandeja do conforto
(o sorriso, a oferta acalmam qualquer momento)
Abrimos efusivamente as embalagens, o mistério, na busca do conteúdo
(se esperarmos demais de algo que é apenas um aconchego, um conforto, facilmente ficaremos desiludidos)
Segunda volta – Tea? Coffee?
(mais um sorriso, mais uma oferta, a conclusão do aconchego surpresa)
Começa a recolha de tabuleiros e o reclinar de cadeiras
(começamos a ver que mesmo partilhando o mesmo caminho e destino, existem diferenças, mesmo fora da primeira classe)
O vizinho do lado dorme, a criança do banco da frente fala, o casal atrás namora, mais à frente alguém lê um jornal, mais ao lado duas senhoras conversam sem parar
(todos encontram diferentes formas de percorrem um mesmo caminho)
Poços de Ar!!!
(voltamos todos a ser iguais, a ter os mesmo receios, podemos mesmo chegar a dar a mão e partilhar a nossa força com completos desconhecidos)
A calma, o alivio de sentir o avião novamente a planar
(o ufa! O breve comentário para o lado da experiência partilhada, o largar da mão, e lentamente, o desapegar da união, recomeçando as diferenças)
O comunicado do comandante do avião a informar que estamos quase a chegar ao destino, a informação da temperatura
(esquecimento e começo de desmame de quem connosco fez a caminhada. Alguns tiram peças de roupa se o destino está mais quente)
O sinal sonoro de apertar o cinto, o início da descida
(Novamente a fé no guia, a esperança do destino, o receio da chegada, a vontade de chegar ao chão, que nos lembramos ser a nossa segurança. Mas desta vez, o chão também nos assusta)
A turbulência do avião a descer, as rodas a tocarem com força no chão, a desaceleração e a travagem
(a adrenalina, a plena ausência de pensamentos mundanos, a alegria pelo voto de confiança no Guia, o começo da sensação de Casa, mesmo num destino completamente desconhecido)
As filas de gente e malas que incomodam com as portas do avião ainda fechadas, que se enfiam no corredor mesmo vendo não existir espaço
(A espera misturada com ansiedade, no final do caminho, é como bicho esfaimado. Salve-se quem puder… Todos os acontecimentos passados parecem irrelevantes, todos se esquecem da lição, companheirismo, partilha de força e energia, e breve cumplicidade)
A primeira classe sai, como o nome indica, primeiro
(mais uma vez, na acalmia as diferenças surgem, e os normalmente menos ansiosos com o destino, por ser banal, corriqueiro, fácil saiem primeiro. Não é esta a sua grande viagem… Normalmente até trazem pouca bagagem)
Chegados aos tapetes rolantes, procuramos a bagagem
(mais uma vez a espera, desta vez daquilo que dizemos ser nosso e que depois da turbulência, das ansiedades, de toda a necessidade de adaptação, depois do primeiro conforto ao sentirmos terra – que reconhecemos -, o conforto em sentirmos que com a nossa bagagem nos sentimos nós, seja lá de que jeito for… mas é o jeito que reconhecemos)
Perder a bagagem?
(não é drama… depende do apego que temos às coisas ou a nós)
A chegada à porta pública de chegadas do aeroporto, meio mundo concentra-se
(todos temos sempre alguém à nossa espera, mesmo que não o saibamos, mesmo que não estejam naquele preciso lugar, mas num outro. Ficamos enternecidos com reencontros carinhosos de outros, sorrimos com a alegria e efusividade de outros. Nem que a nossa recepção seja o sorriso de felicidade da recepção daqueles que partilharam connosco um nosso caminho).
Conclusão:
Todos temos o mesmo destino
Todos o percorremos de forma diferente.
Podemos fazê-lo sozinhos ou acompanhados.
Mas quem não o faz de coração aberto, quem não o sente, quem não o valoriza e não aprende, terá de repeti-lo tantas vezes até que o consiga sentir em pleno.
25.3.09
LUZ
Aceita o meu sorriso deste último ano como um exemplo do que é o ultrapassar
Aceita a minha paz como um momento, um acompanhamento de um teu passo para a alcançar
Acredita naquilo que hoje não queres acreditar...
Acredita na pureza dos momentos doces ou duros...
Todos, tudo nos acontece para nos ensinar...
Não existe o conceito sorte ou azar
Existe sim aquilo que não conseguimos explicar:
AMAR
Que VIVE para além da vida, da morte
Vive em qualquer lugar...
Não existem cortinas que a escondam
Só olhos e corações teimosos que teimam em não enxergar
VÊ, ADMIRA, SENTE, APRENDE, ACREDITA
Vê nos meus olhos o reflexo dos teus
Vê-te...
Luta pela pureza que em ti existe...
Que escondes, empurras para um canto...
Desvalorizas como se fossem trapos...
Os trapos para os mendigos são tão importantes...
Vê...
Olha pela tua janela e procura o TEU lugar em TI
A minha janela está aberta para tudo o que quiseres experimentar
É só teres vontade e coragem de espreitar...
24.3.09
Lua
Não entendo como compreendo
Como aceito a estranheza
E de soslaio sorrio
À mais estranha coincidência
Oh Lua…
De todos e não apenas minha
Explica-me…
Percebo que o bonito não se explica
Mas tenho uma insaciável curiosidade…
Qual é a lição que tenho de tirar?
A de aceitar tudo arrebatada, sem filtrar?
Aceitar tudo e não apenas aquilo que escolho aceitar?
Deixar de conquistar por desejo ou vontade…
Conquistar sem esforço, sem dor, ardor ou mágoa?
Qual é a missão que tenho de perseguir?
Acalmar os habitantes da redoma?
Equilibrar os pratos da balança?
Os meus e de todos eles?
Sorrir?
Sim…
Sinto que os meus lábios são a ferramenta do meu ofício…
Apaziguar a redoma nova e afastar a poeira da antiga?
Sei que ela existe, a antiga….
Vi por uma ténue brecha que existe…
Mas, não encontrei nessa breve imagem
Uma das luzes que agora, por cá existe…
Dá-me mais uma brecha, um flash ou aquilo que lhe chamas
Quero entender uns olhos…
Quero encontrar uns outros…
Quero sentir-me perto de todos…
E entender…
Será que a lição é aprender a ser paciente?
Viver com fogo, sem queimar nem deixar arrefecer?
Será que a missão é encontrar-me a mim e não aos outros
Sem os esquecer e procurar-me pacientemente?
Será que o sorriso afinal não é única ferramenta?
Que a força, a calma e o discernimento são pedras preciosas em bruto por lapidar?
20.3.09
Quem és tu?

Quem és tu?
Que me olhas no meio da multidão e me reconheces
Que com os teus olhos fixos nos meus
Pões o mundo ao nosso redor em câmara lenta
Quem és tu?
Que me fazes sentir num segundo longo, parte de ti
Que mergulhas no meu olhar sem pedir licença
Que navegas no meu mar revolto e o acalmas num momento
Quem és tu?
Que me diz sem dizer que estivemos juntos em algum lugar
Que mostra no olhar que algum dia tínhamos de nos encontrar
Que apareces e num fragmento de segundo mudas tudo...
Tudo...
Retiras-me um pouco da minha força
Balanças o meu admirável mundo
Prendes-me no olhar
Tornando aquele segundo inesquecível
Registado a laser no meu olhar
num retrato dos contornos do nosso olhar
E me fazes questionar...
Quem és tu?
Pic: Forgotten-Myth
18.3.09
Lágrimas de dúvida

Se não procurar fecha-se, esquece e desiste
Se há jogo não é genuíno
Se não jogar, perde-se, desaparece, não resiste
Se está perto, bate forte, vive
Se não está, segue em frente e esquece
Fazer tudo por amor ou não fazer nada
Hoje parece ter o mesmo resultado
Lágrimas de dúvidas que cintilam
agarram-se aos olhos e não caiem
A Lua só é Lua quando o Sol existe...
O nosso mundo sem eles não resiste...
A Lua está cansada de procurar e não ser procurada
Depois de Armstrong, do momento da conquista
vive na ilusão do regresso daquele que teve a ousadia
de um dia em seu terreno virgem de amor pousar
As lágrimas que segura...
Prendem-se com a esperança
Catedral - Zélia Duncan:
"O deserto que atravessei
Ninguém me viu passar
Estranha e só
Nem pude ver que o céu é maior
Tentei dizer
Mas vi você
Tão longe de chegar
Mais perto de algum lugar
É deserto onde eu te encontrei
Você me viu passar
Correndo só
Nem pude ver que o tempo é maior
Olhei pra mim
Me vi assim
Tão perto de chegar
Onde você não está
No silêncio uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei, vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar
Solidão, quem pode evitar?
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e desagua dentro de mim
Amanhã, devagar
Me diz como voltar
Se eu disser que foi por amor
Não vou mentir pra mim
Se eu disser deixa pra depois
Não foi sempre assim
Tentei dizer
Mas vi você
Tão longe de chegar
Mais perto de algum lugar"
Pic: Darkenlite
12.3.09
Flutua
O Estar bem é definido apenas pelo intervalo superior do acumular de sensações que experimentamos e reconhecemos
O meu desejo?
Que vivas...
Que olhes para dentro e te sintas...
Que olhes em volta e ames o mundo...
Que tenhas tempo para te amar
E amando, te entregues com amor a quem te quer constantemente mimar
Que inspires um ar novo, sintas novos aromas...
Que toques...
Que sintas o sol a aquecer-te a face e agradeças esse conforto
Que olhes para lua e te lembres que ela olha por ti sempre
Que sonhes acordado, durmas descansado
Que estejas sempre melhor que o teu Estar Bem Relativo
Que rebentes constantemente a escala, sempre para positivo
Experimenta, sente, ouve, aprende, diz tudo, ensina
O mundo está a aguardar há muito por esse momento
Sabes qual é a chave do enigma?
A chave que nos faz acreditar que tudo é possível?
Não tem 1024 nem 128 bits...
Não está sequer encriptada...
Muito embora inexplicável e imensurável
Sabemos que existe...
Sentimo-la...
Acreditamos nela...
Enchemos a boca para a dizer...
Encrava-se quando queremos e não a conseguimos dizer
Descomprimimos e sentimo-nos plenos quando a dizemos
Já sabes?
:)
Se acreditas no AMOR, acreditas em tudo o resto.
8.3.09
Caixinha de musica
Abro uma caixa imaginária só para a ver rodar, a dançar
na minha cabeça uma caixa de música que nunca tive
a tocar uma música que me fala, sempre me falou e embalou
Aonde será que a ouvi?
Tenho a sensação que foi o meu pai que me a mostrou...
Não me recordo de em algum momento a ouvir lá em casa...
Mas tenho a nitida imagem do meu pai a dizer "Claire de Lune"...
Por alguma razão o meu anúncio favorito é o do Chanel n.º 5 com o Claire de Lune de fundo...
Hoje, agora, com mil e um pensamentos a rodar a mil e um à hora, depois de uma semana e meia de adrenalina total de sensações, de excesso de informação, de sinais a dizer "pára", de sinais a dizer "vês?", de peças de puzzle que por muito que se encaixem, provocam-me cocegas no nariz de duvidáveis e questionáveis, a unica musica que me relaxa, que me permite libertar algumas palavras é esta, que em segundo plano no YouTube toca em replay...
Não estou a conseguir digerir nem um quarto, não me sinto em paz, não me sinto um caco, mas estou... tão... baralhada...
Fujo de pensar, tento abstrair-me, pensar que todos os pensamentos que normalmente e positivamente tenho, são verdadeiros... mas hoje estou triste, meio perdida, meio enfim...
8 de Março
Por existirmos
Por amarmos
Por nos encontrarmos
Por nos mostrarmos como realmente somos
Parabéns a nós
Por aos poucos quebrarmos barreiras
mostrando que o amor é mais forte que tudo
mesmo que por vezes pareça impossível, incompreensível e incrivelmente estranho
Parabéns a nós
Por amarmos, mesmo com receio
Por estarmos, mesmo quando não estamos
Por acreditarmos mesmo quando não cremos
FELIZ DIA DA MULHER
7.3.09
Xis
Vão-se quebrando barreiras de conhecimento, vamos apreendendo cada vez mais, vamos tendo mais pontos de interrogação incontornáveis, para os quais não encontrando uma razão, assumimos mais uma variável e avançamos.
A fórmula de nós, por sermos nós, enlenhados numa procura da variável principal, é uma infinita referência cruzada cheia de intermináveis variáveis, porque não sabemos, não nos é permitido saber, o valor do xis.
1.3.09
Anjos
Os anjos que desceram à terra, perderam as suas asas e lutaram para a sua casa encontrar?
Como o filho pródigo que à sua casa regressa e é recebido de braços abertos?
Em resposta a:
"In heaven, an angel is no one in particular." - George Bernard Shaw
...
O simples facto de pensares, comprova a sua existência
26.2.09
Choose love, choose love, love
But I look for you all the time
I choose to run
But I'm begging for you to come
I wanna break
But I know that you can take
I stay a while
To be sure that you're by my side
Oh, oh
Don't look at me, just look inside
'Cause I can go through
Tell me, are you goin' tired
Of what I don't do
I wanna see, I wanna fight
'Cause I don't feel scared
Honey, if you care
I choose to find
Things that you left behind
I choose to stare
But I can take you anywhere
I wanna stay
But my soul leaves you anyway
Can close the door
And love, could you give me more
Don't look at me, just look inside
'Cause I can go through
Tell me, are you goin' tired
Of what I don't do
I wanna see, I wanna fight
'Cause I don't feel scared
Honey, if you care
Choose love, choose love, love
Choose love, choose love, oh
Don't wanna hear, I wanna fight
'Cause this time I won't be wrong
And I can waste this precious time
Asking where do I belong
So let me know your love is real
'Cause this time you won't control
Tell me please, what do you feel
Do I have to save your soul
Choose love, choose love, LOVE"
Rita Redshoes
22.2.09
Que todos os dias sejam Carnaval...
Pic: skywalker
mas...
humanamente não parece suficiente
Anseio o momento em que me deito
desejando sonhos onde apareces
(é que nem sempre isso acontece)
Desejo que por momentos
os papeis se invertam
a realidade vire sonho
o sonho se torne realidade
e encontrar-te todos os dias
em carne e osso
e não semitransparente
Sentir-te,
ao meu lado para sempre
cheirar
o teu perfume único
ouvir-te
encantada durante horas
e ver-te
nos quatro pontos cardeais
em todo o lado
à minha frente
20.2.09
Amar
é sem dúvidas acreditar
é sentir que em qualquer momento
num qualquer lugar
nos podemos sempre encontrar
no nada, no tudo
sem a necessidade
de ver, ouvir e tocar
Amo-te
como me amas a mim
não tenho qualquer dúvida...
apenas acredito...
mesmo não te vendo
mesmo não te ouvindo
mesmo não te tocando
no nada e no tudo
em qualquer lugar
encontro-te...
e sempre te sinto
17.2.09
Caminharei na água
So overwhelmed by the ocean’s shapeless form
Water`s getting harder to tread
With these waves crashing over my head
If I could just see you
Everything would be all right
If I could see you
This darkness would turn to light
And I will walk on water
And you will catch me if I fall
And I will get lost into your eyes
And everything will be all right
And everything will be all right
I know you didn’t bring me out here to drown
So why am I ten feet under and upside down
Barely surviving has become my purpose
Because I’m so used to living underneath the surface
And I will walk on water
And you will catch me if I fall
And I will get lost into your eyes
And everything will be all right
And everything will be all right
Storm - Lifehouse
15.2.09
Cansaço
Quando ainda forte me sinto vulnerável como consequência das últimas decisões
Cansada de puxar todas as carroças...
Assustada por ter de empurrar a minha monte acima...
Preocupada com vales que não prevejo
"Liberta-te das pedras Sardas... Torna-te leve... Voa como sempre voaste... Os vales serão planícies se tu acreditares"
Foste tu, pai, que falaste?
