Hoje, que supostamente existiriam duas luas no céu
Hoje, que estranhamente, ainda sei de cor
Hoje, algo estranho, inexplicável me acalmou
Me fez flutuar
Num minuto de paz
“De olhos bem abertos
percorro a paisagem
E guardo o que vejo
para sempre…
numa clara imagem
Um manto imenso de água
um pingo move o mundo
Corrente forte exacta
de um azul…
quase profundo
Um sopro de AR
faz girar
um mundo real
Raio de sol
luz maior
para partilhar
Um espelho nunca mente
fiel como ninguém
Faz da vida…
PAIXÃO
Energia
que toca sempre mais Alguém
Vai…
espelho de água
Trata e Guarda
o que é Nosso afinal…
Em NÓS…
vive a Arte
de ser PARTE
de um Mundo Melhor
Eu sei……
que os gestos BANAIS
parecem Pouco
mas talvez sejam fundamentais”
Letra e Música – Paulo Gonzo “Espelho de água”
28.8.09
25.8.09
23.8.09
Repenso
Estou há muito tempo fora da minha zona de conforto
Deste sofá saltam molas que me ferem as costas
Os cantos ganham teias de aranha de aranhas que desconheço
Onde está a almofada companheira que me aconchega os sonhos?
Parece-me a mesma mas não me ajuda.
Sonho, quando durmo, que percorro casas que desconheço e sonho com janelas de coisas minhas de casas que reconheço mas estou sempre do lado de fora.
Repenso?
Tenho saudades do meu sorriso...
:S
Deste sofá saltam molas que me ferem as costas
Os cantos ganham teias de aranha de aranhas que desconheço
Onde está a almofada companheira que me aconchega os sonhos?
Parece-me a mesma mas não me ajuda.
Sonho, quando durmo, que percorro casas que desconheço e sonho com janelas de coisas minhas de casas que reconheço mas estou sempre do lado de fora.
Repenso?
Tenho saudades do meu sorriso...
:S
19.8.09
Afinal são Seis
Uma janela num sonho
Uma janela para onde olhei
que me chamou a atenção de relance
Logo depois...
Uma, duas ou mais fotografias
onde miraculosamente apareces
por trás de nós
Uma de frente apanhado desprevenido
Uma de esguelha de sorriso malandro
Ah! Ah! Apanhei-te!!!
Numa das janelas dos meus sonhos...
No meu sonho corri a mostrar as fotos à mãe!
- Vês?!? Acredita...
que me chamou a atenção de relance
Logo depois...
Uma, duas ou mais fotografias
onde miraculosamente apareces
por trás de nós
Uma de frente apanhado desprevenido
Uma de esguelha de sorriso malandro
Ah! Ah! Apanhei-te!!!
Numa das janelas dos meus sonhos...
No meu sonho corri a mostrar as fotos à mãe!
- Vês?!? Acredita...
17.8.09
auch!
é triste quando a tristeza não desiste...
quando a confiança começa a falhar
quando o medo teima e pressiste
mesmo com um sorriso no olhar
today é isso que sinto
Hoje defendo-me de lutar dolorosas guerras
today guerreio para conquistar um espaço para construir ameias
Hoje, ontem e amanhã,
Sempre... Balança...
Sempre... Lua...
Sempre...
Forbidden to remember, terrified to forget
Onde estás?
quando a confiança começa a falhar
quando o medo teima e pressiste
mesmo com um sorriso no olhar
today é isso que sinto
Hoje defendo-me de lutar dolorosas guerras
today guerreio para conquistar um espaço para construir ameias
Hoje, ontem e amanhã,
Sempre... Balança...
Sempre... Lua...
Sempre...
Forbidden to remember, terrified to forget
Onde estás?
8.8.09
Pescador sem linha
Jogo de palavras que se esquece, troca de pensamentos que flui, como um pensómetro que recolhe todos os sentimentos e pensamentos verbalizados, catapultados para um espaço, para o ar, dentro de um cubículo enclausurado. Como uma varinha que suga ao de leve, suga continuamente como se pescasse uma sereia sem a querer magoar, libertando novelos de linhas de raciocínio a pesar. Há medida que as palavras saiem, sem nelas pensar, sem pescador com isco, sem um pingo de malícia, a cabeça menos cheia começa a flutuar e o coração persistente, graciosamente teimoso, bate aceleradamente bombando todas as veias, reanimando todos os órgãos, enchendo o cérebro de ar.
Sim, porque esse pescador não pesca, não sabe o que é pescar, nem mesmo sabe que pesca, nem como se faz para pescar. Sente que uma sereia lhe canta, lhe enche o mundo de palavras, de pensamentos altos meio tolos, de palavras impensadas, de películas fantásticas nunca imaginadas e lhe fala melódica e celestialmente do meio do lago: O mais romântico que poderia fazer na vida, caro inconsciente Pescador, era sair destas águas e andar. E tu? Sabes nadar?
A ouvir: Yiruma - River Flows in You
Sim, porque esse pescador não pesca, não sabe o que é pescar, nem mesmo sabe que pesca, nem como se faz para pescar. Sente que uma sereia lhe canta, lhe enche o mundo de palavras, de pensamentos altos meio tolos, de palavras impensadas, de películas fantásticas nunca imaginadas e lhe fala melódica e celestialmente do meio do lago: O mais romântico que poderia fazer na vida, caro inconsciente Pescador, era sair destas águas e andar. E tu? Sabes nadar?
A ouvir: Yiruma - River Flows in You
1.8.09
Um sonho...
Sou a maior arquitecta e ao mesmo tempo a maior demolidora da pequena grande muralha que me envolve. Não sou perfeita… Não hei-de ganhar qualquer prémio Valmor na cobertura deste grande edifício. Terei possibilidades de ganhar se o mostrar completo sem muros, nem panos. Mas mesmo assim serei sempre imperfeita…
Vale a percepção de que as qualidades e defeitos tornam uma pessoa única, rara e portanto valiosa.
Destapei-me mais uma vez…
de noite…
a sonhar com um jardim de um palácio…
desci a pesada porta presa nas muralhas deste edifício que afinal não é um simples retiro mas sim um luminoso castelo… e passei o dia que entretanto nasceu a sorrir.
Vale a percepção de que as qualidades e defeitos tornam uma pessoa única, rara e portanto valiosa.
Destapei-me mais uma vez…
de noite…
a sonhar com um jardim de um palácio…
desci a pesada porta presa nas muralhas deste edifício que afinal não é um simples retiro mas sim um luminoso castelo… e passei o dia que entretanto nasceu a sorrir.
31.7.09
Need for Peace
São palavras ditas docemente, arrastadas ao ritmo do movimento de olhares...
Tons baixos, honestos, interrompidos numa compreensão silenciosa de pensamentos...
Palavras não ditas, faladas em olhares prolongadamente pousados...
A sensação de que o nosso é o único espaço, respirá-lo deliciosamente...
como se o ar não fosse um bem raro, nunca escasso...
como se hoje fosse o último dia, como se hoje a terra acabasse...
Olhar para tudo o que nos rodeia e sentir que o amor vale... tudo
Que não há motivos para vivermos assim...
autómatos
dependentes
sem esplendor
sem arrebatamento
opacos
- E agora, sentes-te em paz?
- O importante é o momento...
- Agora é o momento que importa...
- Boa noite
- Bons sonhos
Tons baixos, honestos, interrompidos numa compreensão silenciosa de pensamentos...
Palavras não ditas, faladas em olhares prolongadamente pousados...
A sensação de que o nosso é o único espaço, respirá-lo deliciosamente...
como se o ar não fosse um bem raro, nunca escasso...
como se hoje fosse o último dia, como se hoje a terra acabasse...
Olhar para tudo o que nos rodeia e sentir que o amor vale... tudo
Que não há motivos para vivermos assim...
autómatos
dependentes
sem esplendor
sem arrebatamento
opacos
- E agora, sentes-te em paz?
- O importante é o momento...
- Agora é o momento que importa...
- Boa noite
- Bons sonhos
27.7.09
21.7.09
Onde estás?
Aninho-me à socapa na tua cama sem ninguém ver...
Enquanto ao fundo se ouvem vozes e pratos de quem prepara mais um almoço na copa, na tua cama enrolo-me por segundos em posição fetal com as lágrimas a encherem-me os olhos e numa luta para não deixar que alguma escorra perdida, que os olhos fiquem esverdeados de choro, para ninguém me apanhar...
Tudo porque ninguém pode ver que choro... por ti, por saudades do teu corpo, aqui.
Tenho saudades... tantas...
Tento lembrar-me de ti saudável, mas a melhor e mais terna memória ao contrário do que desejarias é a de ti velhinho. Velhinho, sim, mas muito doce e a sorrir. Lembro-me de cada nota da tua voz, como se nunca tivesses saído daqui e como em criança é a ti que me socorro e da mesma forma em silêncio, em reconhecimento por um unico olhar, sempre que algo me faz mal, me preocupa, me faz chorar.
Aconchegas-me a roupa à noite ao deitar?
E se a meio da noite gritar, levantas-te e vens-me aconchegar?
Diz-me no teu tom de voz sábio que tudo irá passar...
Enquanto ao fundo se ouvem vozes e pratos de quem prepara mais um almoço na copa, na tua cama enrolo-me por segundos em posição fetal com as lágrimas a encherem-me os olhos e numa luta para não deixar que alguma escorra perdida, que os olhos fiquem esverdeados de choro, para ninguém me apanhar...
Tudo porque ninguém pode ver que choro... por ti, por saudades do teu corpo, aqui.
Tenho saudades... tantas...
Tento lembrar-me de ti saudável, mas a melhor e mais terna memória ao contrário do que desejarias é a de ti velhinho. Velhinho, sim, mas muito doce e a sorrir. Lembro-me de cada nota da tua voz, como se nunca tivesses saído daqui e como em criança é a ti que me socorro e da mesma forma em silêncio, em reconhecimento por um unico olhar, sempre que algo me faz mal, me preocupa, me faz chorar.
Aconchegas-me a roupa à noite ao deitar?
E se a meio da noite gritar, levantas-te e vens-me aconchegar?
Diz-me no teu tom de voz sábio que tudo irá passar...
16.7.09
Long time no see
Se me desse agora para escrever, oh! Estou a escrever agora… Perguntar-me-ia “que baboseira escreverei agora”. Estou impregnada de vícios sem querer… Pequenos prazeres que me fazem apagar por momentos aquilo que quero esquecer. Afasto-me deste blogue sem vontade de escrever, por necessidade de fechar os olhos ao que não está perfeito, mudar um pouco da rotina, para olhar de fora com olhos de ver. Não tenho vontade, necessidade, prazer de escrever e muito menos inspiração. Sinto-me oca de sentimentos puros, transparentes e românticos. Vazia de profundidades que tanto ocupam o meu ser. A vantagem ou as vantagens… apenas penso no necessário, apenas penso no momento. Os sonhos que se haviam apagado das minhas noites voltaram mais confusos que nunca, com personagens reais há muito desligados, com cenários dantescos ou de sonho. Embrenho-me nos vícios, novos vícios, que descubro agora enquanto escrevo, que preenchem o que na realidade vou perdendo… Romantismo, amor puro, apaixonante, coração galopante e menos importante, mas mesmo assim necessário, conquistas e dinheiro (ficticio, uma ilusão). Tornei-me numa fã tipicamente adolescente na leitura da saga “Luz e Escuridão”, encantada com um jovenzito de 26 anos com sotaque muito British e ainda por cima vampiro! Ainda há amor assim? Bom, a OST passa sem parar no leitor do carro com Muse a abrir, o DVD é o especial e os quatro livros, mesmo a arrebentar de trabalho, foram lidos no espaço de duas semanas e meia. O escape e livros de ajuda a adormecer por força do cansaço. O outro vício, Mafia Wars, que em nada teria a ver comigo até o primo Ju, de coração puro, me transmitir a vontade de envolver nestas andanças. Novo escape... E assim balanço… Uns dias a Saga, outros dias a Máfia… conforme as necessidades.
Não quero pensar demasiado fora da hora de trabalho. Não quero não ter vontade de me deitar. Não quero rebolar na cama com preocupações. Não quero sonhar acordada com resquícios do passado. Com ontem aprendo, com hoje vivo, amanhã é uma incógnita. Se hoje me dá para não pensar demasiado, para não sonhar com o inalcançável, é porque algo em mim me força a o fazer, nem que seja para me proteger. A teimosia é uma qualidade até à altura em que começa a roçar a burrice. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura… com que consequências? As gotas lutadoras escarrapacharam-se na pedra, os seus restos evaporaram-se… e a gota vencedora perde-se num escuro e fundo buraco!
Isto é o resultado de escrever sem vontade.
Não quero pensar demasiado fora da hora de trabalho. Não quero não ter vontade de me deitar. Não quero rebolar na cama com preocupações. Não quero sonhar acordada com resquícios do passado. Com ontem aprendo, com hoje vivo, amanhã é uma incógnita. Se hoje me dá para não pensar demasiado, para não sonhar com o inalcançável, é porque algo em mim me força a o fazer, nem que seja para me proteger. A teimosia é uma qualidade até à altura em que começa a roçar a burrice. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura… com que consequências? As gotas lutadoras escarrapacharam-se na pedra, os seus restos evaporaram-se… e a gota vencedora perde-se num escuro e fundo buraco!
Isto é o resultado de escrever sem vontade.
5.7.09
Vazio
Não ando com vontade de escrever
Fujo a mil pés dos sonhos que me embalavam ao adormecer
Leio sempre que posso, o máximo que posso
Dedico-me ao trabalho o máximo que me permito
Fujo de conversas deprimentes
Fujo das conversas em geral
Fujo, ausento-me de quem... por rotina fala mal
Fujo de tudo!
E se algo me impoem... fico danada!
Ando brutalmente sensível
A precisar do meu espaço
Por automatismo a minha já velha capa rigida
Ergue-se, tapando-me, protegendo-me dos bichos
que de noite teimam em preocupar-me, assustar-me
Quebrando os supostos sonhos que antes me embalavam
e que agora no meio de pesadelos não consigo lembrar-me
Vazio
Fujo a mil pés dos sonhos que me embalavam ao adormecer
Leio sempre que posso, o máximo que posso
Dedico-me ao trabalho o máximo que me permito
Fujo de conversas deprimentes
Fujo das conversas em geral
Fujo, ausento-me de quem... por rotina fala mal
Fujo de tudo!
E se algo me impoem... fico danada!
Ando brutalmente sensível
A precisar do meu espaço
Por automatismo a minha já velha capa rigida
Ergue-se, tapando-me, protegendo-me dos bichos
que de noite teimam em preocupar-me, assustar-me
Quebrando os supostos sonhos que antes me embalavam
e que agora no meio de pesadelos não consigo lembrar-me
Vazio
3.7.09
Decode

How can I decide what's right?
When you're clouding up my mind
Can't win your losing fight...
All the time…
When you're clouding up my mind
Can't win your losing fight...
All the time…
The truth is hiding in your eyes
And its hanging on your tongue
Just boiling in my blood…
But you think that I can't see
What kind of man that you are
If you're a man at all…
Well, I will figure this one out...
on my own…
(I'm screaming "I Love You So...”)
(But my thoughts you can't decode)
How did we get here?
I use to know you so well
How did we get here?
Well, I think I know…
Do you see what we've done?
We're gonna make such fools of ourselves ...
There IS something
that I SEE in YOU
It might kill me
I want it to be true
I use to know you so well
How did we get here?
Well, I think I know…
Do you see what we've done?
We're gonna make such fools of ourselves ...
There IS something
that I SEE in YOU
It might kill me
I want it to be true
Music by: "Decode" - Paramore
Pic: Twillight
27.6.09
MAD II
onde estás, como estás e o que se passa contigo?
nunca nos intervalos anuais sem o teu contacto me senti assim...
preocupada...
porque me ligaste?
porquê assim?
porquê a mim?
porque depois desapareceste deixando-me sem nada saber?
como?
assim...
Prometeste-me que me davas notícias...
que me farias saber que estás bem...
Refraseei "Olha que o prometido é devido"...
disseste que não foste tu que o disseste...
mas riste-te...
reconhecendo algo nosso...
Espero que a frase te recorde o Nicolau da Viola
e te lembre que depois da chuva vem o sol
e no meio do tempo o arco-iris...
Adoro-te mano
nunca nos intervalos anuais sem o teu contacto me senti assim...
preocupada...
porque me ligaste?
porquê assim?
porquê a mim?
porque depois desapareceste deixando-me sem nada saber?
como?
assim...
Prometeste-me que me davas notícias...
que me farias saber que estás bem...
Refraseei "Olha que o prometido é devido"...
disseste que não foste tu que o disseste...
mas riste-te...
reconhecendo algo nosso...
Espero que a frase te recorde o Nicolau da Viola
e te lembre que depois da chuva vem o sol
e no meio do tempo o arco-iris...
Adoro-te mano
25.6.09
carvão
... e se disseres que me esqueço
sabe que
Nunca!
... o meu coração é dotado de um lápis continuo anotador
... Já o meu cérebro filtra após a dor
... e se disseres "já não me tens aí"
pois, sabe que
Nunca!
... o meu peito mesmo pequeno é dotado de elásticos de amor
... com o cérebro encolhe, mas incha com a ajuda do lápis anotador
... e se me disseres que desistes
pois, sabe que
... o lápis também pica, rompe e nem o cérebro filtra a sacanagem do pressuposto doce lápis continuo anotador
mudaria de lápis ou até deixaria de o afiar...
mas só ele escreve, moldado e criado com o meu amor
e afiado é quando escreve com todo o seu esplendor...
sabe que
Nunca!
... o meu coração é dotado de um lápis continuo anotador
... Já o meu cérebro filtra após a dor
... e se disseres "já não me tens aí"
pois, sabe que
Nunca!
... o meu peito mesmo pequeno é dotado de elásticos de amor
... com o cérebro encolhe, mas incha com a ajuda do lápis anotador
... e se me disseres que desistes
pois, sabe que
... o lápis também pica, rompe e nem o cérebro filtra a sacanagem do pressuposto doce lápis continuo anotador
mudaria de lápis ou até deixaria de o afiar...
mas só ele escreve, moldado e criado com o meu amor
e afiado é quando escreve com todo o seu esplendor...
21.6.09
Após "Amanhecer"
Estou aqui mas nem tanto
Vidrei-me em contos fantásticos cheios de amor
Voltei a sentir-me adolescente por encantamento
por entregas puras, sem perguntas, com luta e fulgor
… e soube-me bem…
Refugiei-me em algo não meu…
Não me pus em comparações…
Vivi e reencontrei o meu desejo
Sem nunca pretender retirar lições…
Agora não começo do zero…
Mas fechei-me tanto que quase não me sinto
Mas sei o que procuro…
Sei o que me faz correr…
Também sei o que me faz sofrer…
O meu Amor e o meu Ofício
Mas dos dois apenas um me faz sentir viva e sobrevive para além da vida...
AMOR
Vidrei-me em contos fantásticos cheios de amor
Voltei a sentir-me adolescente por encantamento
por entregas puras, sem perguntas, com luta e fulgor
… e soube-me bem…
Refugiei-me em algo não meu…
Não me pus em comparações…
Vivi e reencontrei o meu desejo
Sem nunca pretender retirar lições…
Agora não começo do zero…
Mas fechei-me tanto que quase não me sinto
Mas sei o que procuro…
Sei o que me faz correr…
Também sei o que me faz sofrer…
O meu Amor e o meu Ofício
Mas dos dois apenas um me faz sentir viva e sobrevive para além da vida...
AMOR
15.6.09
Frio
Inexplicavelmente estou excessivamente calma tendo em conta o caos em que me encontro.
Não sei se desisti de algo, porque tal como um burro acho que estou a por palas para apenas olhar em frente. Mas não caminho atrás de nenhuma cenoura... Apenas caminho com pressa para ver se me livro depressa do chão irregular cheio de pedrinhas irritantes.
Arg! Que humor/amor gélido...
Não sei se desisti de algo, porque tal como um burro acho que estou a por palas para apenas olhar em frente. Mas não caminho atrás de nenhuma cenoura... Apenas caminho com pressa para ver se me livro depressa do chão irregular cheio de pedrinhas irritantes.
Arg! Que humor/amor gélido...
11.6.09
Adolescência
Tirando a idade do armário, as birras onde achamos que os adultos (achamo-los velhos então) não nos compreendem, não têm razão. Tirando essa característica que nos faz sentir vitoriosos, corajosos, inconsequentes e com uma enorme falta de raciocínio lógico, como se fossemos imortais e tudo fosse relativo, a nossa capacidade de ver o brilho no mais puro, de nos apaixonarmos como por magia, torna esta fase na segunda mais bonita da nossa vida. É o primeiro beijo que define o intervalo de beleza onde os próximos se irão encaixar e muito dificilmente existirá um outro que o possa ultrapassar.
Se ultrapassar então existirá uma necessidade intrínseca de viver uma nova adolescência, fora do tempo, intemporal, mágica, corajosa e imortal.
Se ultrapassar então existirá uma necessidade intrínseca de viver uma nova adolescência, fora do tempo, intemporal, mágica, corajosa e imortal.
10.6.09
Re-Canto(S)
Serpenteando pela estrada ao som de Rob Pattinson, fundindo sons, cores e cheiros, esqueço-me de horários de antibióticos, anti-inflamatórios, moinhas e preocupações. Se a minha cabeça se ocupou de algo foi por osmose com o ambiente romântico que me rodeava. Palácio de conto de fadas, jardins que puxam ao mais puro romantismo, cada canto e recanto um possível e imaginário inesquecível beijo… Quantos já se beijaram ali? Será que ainda existe um canto que se sinta sozinho, virgem, nesta serra que expira amor por todos os seus poros? Um canto que pense “Qual casal enamorado beijará aqui?”. Deverá ser precioso pela sua pureza, pela sua longínqua e desde sempre indiferença. Deverá aparentar ser simples, pobre e tornar-se-á belo, rico, brilhante pelo mais puro amor que nele se encostar. Acredito que esse canto existe… Pergunto-me se algum assim ainda espera por mim, eu que já me encostei em mais do que um canto nesta serra enigmática e que hoje pouco os valorizo, não me lembrando sequer do seu local, apenas de quem me beijou, não como, em que época e nunca do sitio. Irremediavelmente romântica, por muito que o tente esconder, sonho com o mais puro, o mais simples… E deixando-me de sonhos, racionalmente vejo que só complico e é tudo de facto tão linear, tão simples… basta deixar-me sentir e seguir-me… Tola! Tola apaixonada pela paixão e amor na vida!!!
Pic: Skywalker
8.6.09
Vês?
As portadas daquela janela abanam
Ora uma
Ora outra
Ora em simultâneo
É bonito…
aquilo que quase vejo!
Abre uma, abre outra
Ao sabor do vento
Estou sentada no chão
Perninhas à chinês
E olho encantada
O pouco que vejo
De quando em vez
Parada, mole
Inclino a cabeça
para a direita
Para espreitar
mais uma vez
Para a esquerda
Encosto-me
Para a direita
Deleito-me
Embalada ao som de
Era uma vez…
É bonito o que vejo…
É puro o amor que sonho
É maior que o mundo
É terno e doce
É silêncio no horizonte
É calmo e pleno
É nuvens de múltipla cor
Sol azul, Lua laranja
Céu cor de esmeralda
Mar brilho de prata
É solo branco, puro
E dois seres transparentes
A criar arco-íris em cada gesto
A escrever Amor num celestial tecto
A compor musica em cada toque
Uma pauta por cada aproximação
Do mais profundo e terno beijo
Ora uma
Ora outra
Ora em simultâneo
É bonito…
aquilo que quase vejo!
Abre uma, abre outra
Ao sabor do vento
Estou sentada no chão
Perninhas à chinês
E olho encantada
O pouco que vejo
De quando em vez
Parada, mole
Inclino a cabeça
para a direita
Para espreitar
mais uma vez
Para a esquerda
Encosto-me
Para a direita
Deleito-me
Embalada ao som de
Era uma vez…
É bonito o que vejo…
É puro o amor que sonho
É maior que o mundo
É terno e doce
É silêncio no horizonte
É calmo e pleno
É nuvens de múltipla cor
Sol azul, Lua laranja
Céu cor de esmeralda
Mar brilho de prata
É solo branco, puro
E dois seres transparentes
A criar arco-íris em cada gesto
A escrever Amor num celestial tecto
A compor musica em cada toque
Uma pauta por cada aproximação
Do mais profundo e terno beijo
7.6.09
Nada
São aqueles momentos em que o mundo parece que pára, que a luz do outro lado da rua me prende, me foca no nada. São esses os momentos em que não penso, não me preocupo, não sonho, não passa nada. São esses onde até as preocupações do mundo, hoje, não me ocupam, não interferem, não me incomodam, não me moem nada.
São esses momentos no nada, que me fazem sentir como se tivesse oito anos, mas desta vez sem medo, sem receio de nada. Na altura a sensação do vazio assustou-me, fez-me questionar a diversão que perderia, fez-me olhar para mim. Hoje, olhando para trás, vejo que me ouvi sem o saber, que em tudo, mesmo nos menos bons momentos, tenho vivido a valer. Nada tem ficado por dizer ou por fazer, tudo tem sido intenso.
Por isso nado no nada, sem medos, apenas um… o da profundidade do mar, o nada mais desconhecido de todos que pode ser tudo.
São esses momentos no nada, que me fazem sentir como se tivesse oito anos, mas desta vez sem medo, sem receio de nada. Na altura a sensação do vazio assustou-me, fez-me questionar a diversão que perderia, fez-me olhar para mim. Hoje, olhando para trás, vejo que me ouvi sem o saber, que em tudo, mesmo nos menos bons momentos, tenho vivido a valer. Nada tem ficado por dizer ou por fazer, tudo tem sido intenso.
Por isso nado no nada, sem medos, apenas um… o da profundidade do mar, o nada mais desconhecido de todos que pode ser tudo.
4.6.09
Parabéns Pai !
Sei que hoje no céu mil e uma estrelas vão-te mimar
Mil e dois anjos vão cantar para ti
Cá de baixo tem a certeza que existem anjos que pensam em ti.
Parabéns Papi!
Feliz 89 anos de ti....
Adoro-te muito :)
Mil e dois anjos vão cantar para ti
Cá de baixo tem a certeza que existem anjos que pensam em ti.
Parabéns Papi!
Feliz 89 anos de ti....
Adoro-te muito :)
30.5.09
Se...
Se me desse ao luxo de ser eu pura, o que faria?
Dançar na rua porque me apetece
Passear sempre de mão dada
Ir para a praia e nadar nua
Galgar as ameias de um castelo
Namorar no topo de um monte
Adormecer ao relento sob o olhar da lua
Acordar de manhã iluminada por raios de sol
Vestir-me de branco e passear de barco
Balançar sobre águas limpas divertida
Cair no lago toda vestida
Erguendo-me rindo às gargalhadas
Atirar bolas de neve, rebolar no branco
Tomar um banho quente, enrolar-me na toalha
Aquecer-me junto à lareira, em conversas doces
De se eu fosse uma personalidade quem seria
Andar pela cidade à chuva
Beijar no meio da rua
Com cabelos em madeixas a pingar
Apanhar um comboio porque me apetece
Ir para ali porque é o caminho
Descobrir novas caras, novos mundos
Sem qualquer pressa de chegar
Andar em cavalo em pelo
Parar numa clareira e descansar
Montar o cavalo mais doce e voar
Até aquela casinha lá longe chegar
Estender-me na praia ao final do dia
Sentir a areia quente debaixo do corpo
Adormecendo quase voando
Enquanto o sol me beija os ombros
Dançar na rua porque me apetece
Passear sempre de mão dada
Ir para a praia e nadar nua
Galgar as ameias de um castelo
Namorar no topo de um monte
Adormecer ao relento sob o olhar da lua
Acordar de manhã iluminada por raios de sol
Vestir-me de branco e passear de barco
Balançar sobre águas limpas divertida
Cair no lago toda vestida
Erguendo-me rindo às gargalhadas
Atirar bolas de neve, rebolar no branco
Tomar um banho quente, enrolar-me na toalha
Aquecer-me junto à lareira, em conversas doces
De se eu fosse uma personalidade quem seria
Andar pela cidade à chuva
Beijar no meio da rua
Com cabelos em madeixas a pingar
Apanhar um comboio porque me apetece
Ir para ali porque é o caminho
Descobrir novas caras, novos mundos
Sem qualquer pressa de chegar
Andar em cavalo em pelo
Parar numa clareira e descansar
Montar o cavalo mais doce e voar
Até aquela casinha lá longe chegar
Estender-me na praia ao final do dia
Sentir a areia quente debaixo do corpo
Adormecendo quase voando
Enquanto o sol me beija os ombros
(aparentemente não parece muito dificil... mas...)
22.5.09
Thanks!
Quem me vê num almoço ou jantar
Quem me vê num café em qualquer lugar
Leva de mim risos e palhaçadas
Trocas malandrecas de olhares e palavras
Numa mistura explosiva de humor subtil
Saídas Naïf, Humor Inglês e Partidas
Trocadilhos a roçar o Burlesco
Risos exponenciados sem palavras
com expressões silenciosas disparatadas
Acima de tudo
Quem comigo está e partilha disparates
Comigo ri a bandeiras despregradas
E relembra-me no final de tudo
Que mesmo que existam lagrimas
Que mesmo que por vezes me ausente
Nasci, vivo e morrerei palhaça
Thank God!
Poucos me conhecem do outro lado
O das lágrimas, tristeza e saudade
Da transparência, romantismo e sonhador
Da doçura, da entrega e da serenidade
Mas também para quê serem muitos a partilhar esse lado?
Quem me vê num café em qualquer lugar
Leva de mim risos e palhaçadas
Trocas malandrecas de olhares e palavras
Numa mistura explosiva de humor subtil
Saídas Naïf, Humor Inglês e Partidas
Trocadilhos a roçar o Burlesco
Risos exponenciados sem palavras
com expressões silenciosas disparatadas
Acima de tudo
Quem comigo está e partilha disparates
Comigo ri a bandeiras despregradas
E relembra-me no final de tudo
Que mesmo que existam lagrimas
Que mesmo que por vezes me ausente
Nasci, vivo e morrerei palhaça
Thank God!
Poucos me conhecem do outro lado
O das lágrimas, tristeza e saudade
Da transparência, romantismo e sonhador
Da doçura, da entrega e da serenidade
Mas também para quê serem muitos a partilhar esse lado?
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