15.2.09

Cansaço

Parece que o mundo me força a ter força para caminhar e tomar mais decisões
Quando ainda forte me sinto vulnerável como consequência das últimas decisões
Cansada de puxar todas as carroças...
Assustada por ter de empurrar a minha monte acima...
Preocupada com vales que não prevejo

"Liberta-te das pedras Sardas... Torna-te leve... Voa como sempre voaste... Os vales serão planícies se tu acreditares"

Foste tu, pai, que falaste?

14.2.09

Dia dos Namorados

Não me lembro de ter tido um único dia dos namorados intenso, onde jorrasse de felicidade, onde tudo parecesse perfeito...

Estranho, não é?
Ou será que sou demasiado exigente?
É que eu acho que não o sou...
Chego à conclusão que são poucas as pessoas que me conhecem verdadeiramente e que sabem o pouco que me contenta...

Preenche-me...
O coração acelerado na ânsia de um encontro...
A sensação de sintonia de dois corações acelerados...
Dois pares de olhos brilhantes que se sorriem ternamente
Gargantas engasgadas de tanto que se quer dizer
Resumidas intensamente na frase perfeita:
"Tu, completas-me..."

Adoro a surpresa...
Gosto da lembrança...

Prescindo...
De rosas por ser um cliché
De presentes apenas por ter de ser

7.2.09

Almas

Pois não sei…

Confesso que nem eu própria compreendo e as únicas alturas em que sinto entendo é quando não me ponho a pensar nisso, não racionalizo…

Mas acredito que cada pessoa que se cruza no nosso caminho, se cruza por algum motivo. Não sou assim há muito tempo, tem sido o meu caminho que me tem tornado assim. Chamem-lhe evolução, auto-conhecimento, eu chamo-o de procura de nós, assimilação daquilo que não nos é transmitido socialmente e que as pedrinhas na calçada nos vão mostrando ao longo do caminho.

Comecei por conhecer há uns seis anos aquela que é hoje uma irmã para mim, que sem me dizer nada, sendo apenas como é, me foi abrindo janelas para um mundo que desconhecia e que ainda hoje achando incrível, aceito. O nascimento da minha pequena mudou-me e mostrou-me que o amor infinitamente crescente existe. Descobri depois que afinal existe sempre alguém que nos faz sentir especial, mesmo com defeitos, que nos faz sentir completos, puros e transparentes. Passado pouco tempo o meu pai ficou doente, e na sua prolongada doença de dois anos, em que a morte inicialmente me parecia um bicho assustador, comecei a encará-la como a grande porta, uma dádiva, para o meu pai. O meu pai partiu faz quase nove meses, mas não partiu verdadeiramente porque sinto-o sempre comigo. Sinto que, se não me tivesse cruzado com os meus amores, os que acabei de referir acima, se não tivesse passado por um décimo das ocorrências que aconteceram nos últimos anos, ainda estaria a tentar perceber a partida do meu pai.

Não pretendo saber tudo e muito menos mostrar aquilo que não sou, até mesmo porque eu não tenho verdadeira noção disso…

Não sei falar de almas, mas sinto que existem. Aliás, não conceberia hoje a minha vida sem a sua existência, pois ficaria o inverso daquilo que sempre fui… Seria uma pessoa verdadeiramente triste.

Encaro todas as encruzilhadas da vida como uma hipótese de crescermos, de nos tornarmos mais puros, transparentes. Mesmo que muitas vezes o medo nos prenda, nos assuste e nos faça sentir que não somos capazes. Sinto muito isso… Principalmente nos tempos que correm. O mundo parece estar louco! Pela minha filha, assusta-me, mas também por ela, tento não me esquecer, embora por vezes me esqueça, que todos somos fortes, muito mais fortes do que aquilo que supomos.

Almas… parece que estou sempre a fugir do assunto. Mas tenho uma enorme necessidade de me aproximar da história e costumes (a genealogia serve-me apenas para me encontrar no tempo e tapar alguns buracos) dos meus ascendentes. Ainda há pouco estava a ver casas para venda na terra dos meus tetra-tetra avós, que é a cinco horas de caminho de carro, daqui…
Mas mais estranho ainda é a enorme atracção que tenho pela Escócia. Gostava de ir à Escócia para ficar em silêncio, estranho não é?

Se já nos encontrámos… Quem sabe?

A partir do momento em que vejo num amigo meu imensos traços de personalidade do meu pai, que me torno amiga de uma pessoa que desconheço e que se torna no meu maior anjo protector, que reconheço uma casa e mais tarde venho a saber que era da minha avó, que conheço tios que sempre desconheci e sinto que os conheço desde sempre na minha vida, e que o tempo, o mundo me mostra diariamente que contra tudo o amor existe e persiste, vejo-me mais do que obrigada, a aceitar…

Não há coincidências...

Ainda há pouco o retrato da Gioconda chamou-me a atenção no meio de tantos ímans que tenho no frigorífico. Achei piada, parecia estar a sorrir para mim :)


Sábado, 7 de Fevereiro de 2009


Dom Noronha: Obrigada pela mensagem :)

Ver não vendo

Como explicar o inexplicável?
Como compreender o incompreensível?

No outro dia apanhei um valente susto com a minha filha
Seis horas de Porquês, de corrosão, de coração apertado
Horas de intensa introspecção, silêncio e interpretação
Que terminaram numa súbita, repentina recuperação
Como se o tempo fizesse rewind e voltasse horas atrás

Repensei em flash toda a minha vida, todas as escolhas
Tentei interpretar sinais, chamadas de atenção
Olhando-a pelo canto do olho, vigiando-a e protegendo-a
E desde aí que tenho ficado em silêncio, até hoje…

Hoje, dou graças ao Amor que existe entre Nós
Relembro-me do sentimento da presença do meu pai
Enquanto olhava para os seus infantis grandes olhos
Envolvida num cobertor, numa viagem alucinante, ao meu colo

Não reconhecendo fisicamente os olhos do meu pai nos dela
Sei que estava ali no meio, entre mim e ela
Dentro dela a olhar para mim, de mim a olhar por ela

Aninho-a em mim
Aninho-me nela
E sorrindo, não compreendendo
Sublinho o acreditar que nos protegem
Que mesmo não vendo, sinto
E sentindo, acredito…

31.1.09

1 Desabafo

Este FDS estou a tirar de barriga de misérias este blog, mas este post é mais um desabafo que outra coisa.

A chuva que não caiu durante o dia (graças a Deus) desabou sobre nós hoje à noite, numa tempestade assustadora que nos fez andar (e temer) percorrer a CREL numa viagem a 50 km/h assustadores. Mas no meio disto tudo pensava na chuvada à pouco mais de um ano no caminho para a festa de Natal da minha ex (empresa) numa atabalhoada e querida logística de cabazes de Natal.

Amanhã… logo pela manhã, um funeral! Não estou triste, mas sim apreensiva… Bem que se diz que a partir de certa idade deixamos de ir a festas para irmos a enterros. É verdade… Nestes últimos 9 meses tem sido uma constante. Na quarta-feira passada, o Rui Pinto, hoje o meu padrinho.

Mas o que hoje me deixa apreensiva é o coma. Somos informados que alguém próximo, neste caso o meu padrinho, entrou em coma e que poucas hipóteses tem de recuperar. Nas primeiras semanas existe a preocupação, a tristeza da frase que tilinta na nossa cabeça “Não se vai safar…”. E passam-se semanas, meses, neste caso seis meses, e alguém nos telefona a dizer “O teu tio morreu…”. É esse hiato que me deixa apreensiva. Por dois motivos, um estranho e sem sentido que vem cá de dentro e que me diz “Ah, o tio… já me tinha esquecido… ele já não tinha morrido?” e outro uma consequência deste pensamento… Para a mulher e para os filhos, independentemente do seu relacionamento, este período de seis meses teve a atenção dos familiares e amigos mais próximos apenas nas primeiras semanas e caiu no esquecimento até ao dia da sua partida, hoje. Pergunto-me o porquê de um coma tão prolongado, por onde andou nestes meses, porque permitiu que, falo por mim, o considerasse já lá, quando ainda estava cá? Ou já não estaria? De certo que está com o meu pai, o meu tio Fernando, nisso acredito. Hoje recordo-me da última vez que o vi, na missa de sétimo dia do meu pai, recordo-me dos seus filhos e acima de tudo da tentativa de me imitar a fazer pinos e cambalhotas no meio da sala dos meus pais quando eu tinha 10 aninhos (e conseguia!). Era um personagem singular, amigo do meu pai e o meu sempre esquecido padrinho, mas era nosso amigo.

Amanhã, vou lá, com a minha mãe, ao local onde entregámos o corpo do meu pai sem vida, para lhe dar aquele abraço que supostamente já lhe havia enviado há meses atrás.

Amanhã vou lá para levar o meu pai comigo, não vá o destino ter pregado uma partida e terem-se desencontrado, sempre foi tão desligado, tão distraído...

Até lá, que a chuva pare...

Peças, Cacos, Imans, Mosaicos e Imagens

Pedacinhos de tudo, cacos
Cola que não cola
Íman que atrai

Peças que se juntam
Arestas que se encaixam
Como pólos apostos
Que se complementam
Em coloridos, fantásticos
Mosaicos

Pedacinhos de tudo, peças
Fases da vida, passos
Que se refazem, criando
Um infindável número
de puzzles de infinitas peças

Porque…
Cada peça que descobrimos muda a nossa paisagem em mais triliões de novas combinações de peças, novos puzzles, novos mosaicos. Novas imagens a que ao fim de algum tempo nos habituamos até encontrarmos uma nova peça, voltando ao reboliço da compreensão de tantas novas imagens.

Uns chamam-lhe gavetas, outros chamam-lhe de janelas, existem ainda outros que falam em livros, eu chamo-as, às peças, de portas, as quais tendo em deixar quase sempre abertas, tornando o meu mundo de mosaicos num fantástico mundo de ilusão e quase sempre numa enorme confusão.

Mas sinto que vivo, com emoção, de coração.

Este FDS

Este fim-de-semana decidi que não vou trabalhar
Este fim-de-semana quero estar mais próximo de ti
Comecei com um final de sexta-feira a seguir o coração
E recordei-me de como isso é bom para mim…

Até mesmo o frio, o céu cinzento
As notícias assustadoras e deprimentes
O nosso mal-estar e fracas expectativas
O ar pesado e a pressão que se sente
Parecem se evadir num curto mas terno momento

Ontem, as nuvens não pararam de verter lágrimas
Mas pararam no momento em que segui o coração
Hoje, mesmo com frio, o céu está mais azul
Hoje, o sol brinda-nos com um pouco da sua graça
Hoje, até à data, das nuvens não caiem lágrimas

Este fim-de-semana vou-me virar do avesso
Olhar para dentro de mim e sentir-me
Por saber que é a única forma de te ver
De me aproximar de ti
Nesta colossal distância que não entendo
Nesta barreira que não consigo derrubar
Neste espaço multidimensional de amor, de vida
de decisões, intervalos, véus e interrogações

Este fim-de-semana somos Nós
Numa distância que só Nós entendemos,
E que ao invés de nos afastar, nos aproxima
E nos lembra que para nós há sempre um lugar

26.1.09

Inevitável

Não...
Não estou morta, nem desapareci...
Até vou passando por aqui

Santa internet que protege o nosso eco-sistema...
Se soubesses a quantidade de rascunhos que já escrevi!
Equivale a meia dúzia de cestos de papeis a transbordar de bolas de papel com gatafunhos...
Alguns dignos de nota, eu sei...
Alguns até profundos, também...
Uns terrivelmente naïf...
Outros por não querer mostrar a ninguém!

As palavras que me fizeram arrancar com este blog há mais de dois anos"Não tenhas medo de te mostrar a quem não te conhece" parece que ganharam entrelinhas... "Protege-te"

Confesso-me...
Tudo aquilo que aqui gostaria de escrever, todos aqueles rascunhos cyber amachocados, são tesouros... que quero guardar para mim, por hora!
Sou espalhafatosa por natureza, gosto de passar à acção, receio as viragens mas vou-me a elas...
Mas também preciso de um tempo para entende-las...
E também sinto que estou no principio delas...
Preciso de me sentir minimamente segura, entendendo os passos que dou, aceitando de braços abertos todas as suas consequências, sem nunca ter receio de olhar para trás...

Eu estou assim... como quem começa a aprender a andar de patins...
Primeiro olho para os pés e só quando ganho confiança é que começo a olhar em frente...
... Em busca dos meus sonhos... enquanto me busco me mim...

Entretanto...
Olha por mim...
Inevitavelmente estás sempre aqui :)

18.1.09

Where Is My Love?

Nos raros momentos em que o meu cérebro me deixa descansar
Nos raros momentos em que consigo não me preocupar
Nos raros momentos em que o meu corpo se consegue libertar
Nas poucas horas em que o cansaço me derruba e me faz descansar
Nos poucos momentos em que me consigo desligar
Sonho...
E até os sonhos me pregam partidas, cansando-me
misturando milhares de pessoas e lugares
criando um momento único, onde vagueio
que se resume a uma interrogação
a uma busca
a uma incógnita
a um não saber o quê
a um não saber quando
a um não saber como
a um não saber ONDE
e muito menos o porquê...

Where is my love?

11.1.09

Reconfortante


É reconfortante sentir que aquilo que criamos com amor é sentindo com amor por aqueles que nos amam.

Escrevi um livro sobre a história de vida do meu pai e dei-o pelo natal à minha mãe.

Criei-o com o objectivo inicial de manter viva a intensa vida dele nos nossos corações e de nos relembrar todos os dias, ou quando assim o precisassemos, tudo aquilo que nos ensinou.

Hoje, vejo que este livro é muito mais do que este primeiro grande objectivo...
É um objecto vivo que não foi escrito apenas a duas mãos...
Hoje sinto que as minhas mãos foram apenas um canal, que transpos para o teclado em doces palavras e recordações, mensagens e emoções, tudo aquilo que o meu pai me ía segredando ao de leve no meu coração.

É um livro que escrito a quatro mãos para dois pares de olhos encantadores o saborearem (a minha mãe e mais tarde a minha princesa), acabou, por admiração, por ser um motivo de reunião em alegria dos familiares e amigos que partilharam ou admiram a sua história de vida.

Mais uma vez o meu pai junta a família e os amigos, da mesma forma que o fez no dia da sua partida, como se a mandar novamente sinais de "ei! é isto que é importante... aproveitem a vida!"

Sinto-me a transbordar de ternura por todos os que se juntaram nestas últimas semanas para celebrar e recordar com sorrisos uma grande vida.

Beijos

3.1.09

Parabéns Filha


À minha mais que tudo, a minha princesinha

A miúda que me preenche o coração faz hoje cinco anos
A miúda que me enche de amor a cada dia que passa
À miúda que me mostra todos os dias o valor da inocência
A miúda que me faz parar no tempo e no espaço
Dando um valor infinito a cada beijo, a cada abraço



Parabéns MEU AMOR, MEU ANJO
TU dás um sentido maior e inquantificável à minha Vida



Beijos enormes

Da Mãe

1.1.09

As deixas...

Porque foi das passagens de ano mais verdadeiras, em sua homenagem aqui ficam as nossas deixas do teatrinho de reveillon:



- Matilde?


- Sim?


- Nunca mais a vejo?


- A mim? Não sei... quem sabe... Os que não morrem encontram-se, não é verdade?


- Não... não basta estar vivo... depende como se está vivo... Não se encontra só o que vem ao nosso encontro mas também o que se procura...


- Continue...


- Nós não somos folhas levadas pelo vento, animais à deriva... somos seres humanos com vontade própria...


- E a sua vontade Luís Bernardo... é voltar a encontrar-me?


- É... Matilde... a minha vontade é voltar a encontrá-la...


- E para quê...? Posso perguntar?


- Nem eu sei bem... talvez... para retomar uma conversa inacabada...


- Há sempre tantas conversas que ficam inacabadas...


- Por vezes porque temos medo do fim...


- Será acertado retomá-las ou deixá-las para sempre no ponto em que ficaram?


- Você faz muitas perguntas mas tem poucas respostas...


- Como se as tivesse Luis Bernardo...




in Equador

31.12.08

FELIZ 2009

No ano em que aprendi a voar
Onde desprendendo-me de seguranças
resolvi começar a arriscar
Onde largando verdades absolutas
comecei sem receios a acreditar


Acreditar no inacreditável
Sonhar o inimaginável
Arrebatar-me com o vento
Deixar-me levar voando
Sentindo-me pairar no tempo


Até a morte é doce
Quando se sente que se vive...

Até as partidas são oxigénio
Quando o amor pressiste...

Até os desencontros são felizes
quando sabemos que por amor
o encontro final existe


Voar...
Começo a voar...
Eu sinto-o...
E enquanto plano, vivo...




Este ano não foi lixado...
Este ano, para mim, foi complicado, mas também foi um dos meus anos mais bonitos!

A todos os que dele fizeram parte (especialmente Família, Rita, Rui, Inez, Luis, Maria) trago-os todos comigo, para sempre, na esperança que este seja um dos grandes primeiros anos da nossa vida.



FELIZ 2009 AMIGOS





Pic: MAHDYsayed

19.12.08

Forum

E assim, numa semana de emoções intensas, saio da casa que foi minha durantes estes últimos 8 anos. Saio feliz por sentir que sempre fui eu, genuína. Saio feliz, por todos os momentos que vivi, sem excepção e sempre com uma enorme vibração. Saio feliz por todos os grandes amigos que encontrei. Saio feliz, por vestir a camisola até ao fim. Saio feliz, por sentir que acreditaram em mim. Saio feliz, por tudo o que fiz. Saio feliz, por esta saída ser parte da minha caminhada pessoal. Saio feliz, por não deixar que frases como "És louca", "És parva" corrompam os meus ideais.

Saio feliz por sentir que quem amo tem orgulho em mim.

Chorei... é verdade, e sendo eu como sou, uma Maria Madalena, é bem provável que me caiam mais lágrimas de saudades. Mas sorrio, confiante nos passos que vou dar em frente. Porque tudo farei com amor, por amor, tudo farei com sorrisos, como sempre.

Para os meus amores, para os meus amigos, para os amigos novos que virão, para toda a gente que me acompanha, que vive a vida com amor e nunca menospreza o coração... Trago-os todos comigo.

Ao meu pai... Sei que olhas por mim...

13.12.08

O meu maior medo

Se soubesses e sentisses o que agora sinto
Como me sinto e as palavras que sinto que ficam por dizer
Estou feliz e entusiasmada, fascinada e arrebatada
Sou forte, em tudo o que seja descobrir o meu Eu

Mas confesso, tenho um medo...
O meu único, constante, eterno e grande medo ...

Perder um grande amor
Perder momentos importantes da vida de um amor
Perder sorrisos, provocar lágrimas, por não estar
Perder a paixão e arrebatamento da presença

Porque o meu amor é a razão do meu sorriso
O Amor é a minha vida,
O Amor é a razão do meu existir

7.12.08

Tempo

Hoje, mais uma vez, os caminhos, as pedras caminhadas fizeram-me recordar momentos de encanto da minha infância. E preencheu-me tanto...

Recordar com um sorriso.

O percorrer um caminho contínuo, sem portas fechadas, nunca fechadas, de coração aberto para a frente, com curvas e desvios que já ao longe olhando para trás ficam visiveis e recordáveis por acabarem por ficar, à distância, no mesmo alinhamento. A lembrança de momentos escondidos por mais longe estarmos e porque uma ervinha, uma pedra à frente nos fez agradavelmente virar e olhar para trás sabendo, inexplicavelmente, aquilo que pretendemos encontrar e reavivar.

Olho para trás, olho para a frente, e sorrio por ver que torno a cada dia que passa o meu caminho para mim cada vez mais transparente.

Desenho-me mentalmente no vértice do presente que transformo em cada momento, vivência, experiência que passo, num ângulo recto que há medida que o tempo passa, se torna mais abrangente, caminhando no sentido do obtuso, muito para além do presente.

Pondero a hipótese de o passado ser o futuro e o futuro ser passado... São dependentes. O futuro é um reflexo do passado. O futuro é sequência do passado. Sem passado o futuro não existe. Sem futuro o presente é triste. O futuro é o desconhecido, o passado é apenas conhecido naquilo que na nossa memória pressiste, logo também é desconhecido, logo o passado pressiste no futuro enquanto a nossa memória teimar que aquilo que somos é apenas aquilo que hoje queremos ver. E o futuro existe no passado enquanto a nossa memória se permitir relembrar dos sonhos daquilo que um dia quisemos ser.


Alguém sabe como é que amanhã vai estar o Tempo?

1.12.08

Dreamworks



Está frio é certo, mas hoje nem o frio me prendeu em casa. Depois de uma epopeia gigante para me arrancar debaixo do aconchego do edredão, depois de um banho daqueles que põe o espelho todo embaceado e um cheiro a fruta espalhado por toda a casa. Depois de me vestir como se fosse para a neve, colocar meias e perneiras, galochas, calças, camisolas quentinhas e blusões de penas na minha princesa, almoçámos e pusemo-nos à estrada para ir a casa da 'vuela'! Mas antes uma visita ao El Corte Inglés para nos encontrar-mos com o Pai Natal verde! Uau! ou que medo do senhor das barbas? A Ana Bola divertia miúdos e graúdos e perguntou a todos os meninos quem tinha árvores de Natal verdadeiras ou mentirosas... Cheguei à conclusão que a pequena princesa era a única que ainda não tinha a árvore de Natal montada. Grrrr.... Mas eu não estou atrasada! Estão é todos adiantados! Enfim, a miúda não achou que aquele fosse o Pai Natal verdadeiro, barbudo, gorducho, até querido, mas deve achar (digo eu) que o Pai Natal não se pavoneia, não se mostra, é mistério. Querida...

Lá fomos a casa da vóvó, lanchámos, jogámos às cartas e depois metemo-nos à estrada a caminho de casa. Como muitos outros eu não fui diferente. Parei o carro em segunda faixa e trepámos para ver a árvore de Natal Gigante no alto do Parque. Gira, grande, com música e sempre com um frio de rachar a congelar-me os dedos e o nariz. Mas o que brilhou (e a foto não lhe faz justiça) foi a Lua, no canto superior direito da árvore... Pequena, brilhante, com mais duas estrelas (ou planetas?!?) a acompanharem-na. Uma delas por baixo, quase pendurada, muito em jeito de Dreamworks. E funcionam, não é?

Pic: Skywalker

Corta as amarras que te prendem

Arrisco a mudança
Liberto-me...
Sem nunca me sentir totalmente livre
apenas cada vez mais perto
do que aos poucos parece ser
o meu verdadeiro eu

É essa a mudança
a consciência de nunca estar
verdadeiramente segura
o não planear exaustivamente
o amanhã
porque o amanhã sem hoje
pode não acontecer

Custa-me o desprender
Crio laços, uno-me de paixão
ligo-me a tudo, a todos
percorro o tempo
nunca esqueço
vivo cada minuto
como se fosse o último
vivo cada dia com emoção
Choro?
Muitas vezes...
Não acho estranho...
sorrio!
Tenho medo
por vezes...
Divirto-me?
Sempre

Mas no fim,
sempre consigo
Passo da doce tristeza que sinto
ao cortar das amarras decidida
num segundo de tempo desprendido

27.11.08

Roma

Centuriões, Papas, Basílicas, Fóruns
Guardas, Igrejas, Fontes e Praças

Sobretudo momentos cheios de história
Momentos solenes, de grandeza e paz

Colosseo chamuscado, pesado
Monumento triste, ardente
Maravilha do mundo por fora
Terror e fogo por dentro

Palatino de ruínas, pedras
Vias romanas, esplendorosas
História, pedras pisadas
Paz, centro do mundo, gente

Santa Maria Maggiore, plena
Arte, silêncio cúmplice
Reflexo de um amor, maior
Procissão de Cardeais, incenso
Música celestial, paz,intenso

Fontana di Trevi, romântica
Limpa, luminosa, brilhante
Quente, em noite fria
Intensa, plena de trovas
Sussurra amor, apaixonante

São Pedro...
João Paulo II para Sempre

20.11.08

Roma

Ciau

Todos os caminhos vão dar a Roma
pois então...
testemos de Avião...

Baci

15.11.08

É simples

Tudo complicamos
Tudo parece dificil
Tudo são batalhas
Quando o principio
no final é tão, tão
Simples...

É mais fácil escrever Simples que Complicado
É mais simples escrever Fácil que dificil
É mais fácil escrever Paz do que Guerra

É mais dificil escrever Mulher do que Homem
Mais dificil escrever Branco que preto
É igual escrever Nada Quando o Nada for Tudo
Tão simples falar Nós e mais simples tornarmo-nos Num

Porque é tudo tão simples

8.11.08

Switch off

Quando as coisas deixam de fazer sentido desliga-se o botão
Mas nunca se desliga por completo, pois não?
É só o interruptor que mexemos
o circuito, a ligação não quebram…
E assim é o coração…
As nossas decisões de garra o interruptor
O nosso coração a colorida e eterna ligação

4.11.08

Lareira

Uma sala
Quatro cantos
Quatro paredes
Três lareiras

Um Chão
frio
de pedra

Uma lareira
Moderna
Outra
Pequena
Outra
de Pedra

A pequena
aquece
Sem troncos
Sem acendalhas
Vive Sem nada

A moderna
a gás
A de pedra
a fole
E o chão
Frio…
Frio
de pedra

Muda o chão
Tira a pedra
Põe tapetes,
Arraiolos
Ou Persas

Lareiras?
Sós não te servem
É o conjunto
É a harmonia
Que iluminam
e aquecem

E aí Descobrirás
que tu és lareira
que o teu amor
é fonte de calor

2.11.08

Para ti

Tenho hoje uma vontade enorme de te escrever
Hoje, mais do que nunca, gostava de te conhecer
Mostrar-te o meu sorriso, dizer-te que é uma etapa
Falar-te que tudo é bonito, mostrar-te que tudo passa

Tenho hoje uma vontade enorme de te proteger
dizer-te que o feio é bonito, quando visto com amor
abrir o meu coração e mostrar-te que todos os passos
todos os actos têm sempre o seu esplendor

E é nos passos difíceis que nos vêmos, abrimos
mostramos ao mundo o quão grande somos
E tu, és Grande, MUITO GRANDE
És Tão grande que mesmo não te conhecendo
Sinto-te e vejo-te perto mesmo que esteja longe

Para ti,
de quem apenas conheço o sorriso de um sonho

1.11.08

Partidas :)

Começa aqui uma nova secção, lamentavelmente esquecida, mas muito extensa e importante na minha vida... A secção das partidas, gaffes e afins :)

Sempre fui pequena de partidas nonsense, mas sempre com o cuidado de saber a quem as podia fazer, não fosse ferir susceptibilidades. Por isso aqui ficam as últimas partidas feitas ou que não tendo sido executadas, foram imaginadas e ainda me fizeram rir sózinha, feita parva, face à incompreensão dos que me rodeavam.

Partida N+1 (realizada)
No escritório agarrei num daqueles frasquinhos que sobraram das análises da medicina de trabalho, enchi-o com restos de água da máquina de café (côr 2, ph indeterminável) e escrevi em caneta de acetato "urina do carlos". Coloquei em cima da secretária de outro colega que não o carlos. Galhofa total! Ainda por lá anda e muito embora o abra e cheire com o nariz mesmo encostado ao frasquinho, ainda ninguém teve coragem de o cheirar.

Partida N+2 (não realizada e nem a realizar)
No elevador do edificio do escritório, estava eu sózinha e vi uma melga. Tivesse um post-it na mala tinha escrito e colado na parte de dentro do elevador "Está uma melga neste elevador". Saí do elevador a rir-me sózinha, disse "até amanhã" aos seguranças com o sorriso mais traquinas e continuei a rir-me... sózinha.